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Custo Brasil na prática: por que a logística e a tributação pesam mais que o preço do aço?


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10/02/2026 18h13

Custo Brasil na prática: por que a logística e a tributação pesam mais que o preço do aço?

Mariana Seman




Quando se fala em competitividade da indústria brasileira, o preço das matérias-primas costuma ocupar o centro do debate. No entanto, na prática, fatores estruturais como logística ineficiente e um sistema tributário complexo pesam mais no custo final dos produtos do que o valor, por exemplo, do próprio aço. Esse conjunto de entraves, conhecido como Custo Brasil, segue sendo um dos principais obstáculos para a indústria nacional competir em igualdade com outros mercados.

Dados levantados pelo Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain), site de gestão de cadeia de suprimentos, mostram que os custos logísticos no Brasil consomem 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual significativamente superior ao de países com economias desenvolvidas. Para Matheus Antonio Rodrigues, estrategista de negócios e especialista em comércio internacional com mais de 20 anos de atuação no setor siderúrgico, o impacto da logística no Brasil é subestimado quando se analisa o custo industrial. “O que realmente tira competitividade da indústria brasileira são os custos adicionais gerados pela logística. O transporte interno rodoviário, a baixa integração entre modais, tempo de deslocamento e a imprevisibilidade da infraestrutura acabam pesando mais do que a própria matéria-prima”, explica.

Além da logística, a tributação aparece como outro componente central. O especialista destaca que o impacto da tributação vai além do valor recolhido aos cofres públicos. No setor siderúrgico, essa combinação de logística cara e tributação elevada faz com que o preço do aço represente apenas uma parte do custo total. Mesmo quando a indústria consegue produzir a preços competitivos, os encargos ao longo da cadeia acabam elevando o valor final, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Rodrigues explica que, margens apertadas reduzem investimentos, limitam ganhos de escala e tornam o produto final mais caro. Para o mercado interno, isso significa preços elevados; já no mercado externo, a realidade se reflete em perda de competitividade frente a países com estruturas mais eficientes. “Não existe solução única. É preciso avançar na diversificação da matriz logística, ampliar investimentos em ferrovias e cabotagem e, principalmente, simplificar o sistema tributário. Sem isso, o debate sobre o preço do aço continuará sendo secundário diante dos custos estruturais”, analisa.

Enquanto essas mudanças não se consolidam, a indústria segue operando em um ambiente de pressão constante, onde logística e tributação continuam pesando mais do que o valor da própria matéria-prima. Para Matheus Antonio Rodrigues, reduzir o Custo Brasil é condição essencial para que o setor siderúrgico, e a indústria como um todo, consigam competir de forma sustentável e vantajosa no cenário global.

 

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