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Otimismo cauteloso: pesquisa revela perspectivas positivas para as viagens corporativas em 2026


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14/02/2026 08h20

Otimismo cauteloso: pesquisa revela perspectivas positivas para as viagens corporativas em 2026

Caê Batista


setor está otimista

Risco de alta de preços e tensões geopolíticas, porém, moderam a confiança do mercado

O mercado global de viagens corporativas inicia 2026 com perspectivas positivas, mas sob um olhar atento aos riscos. É o que revela a pesquisa trimestral da Global Business Travel Association (GBTA), divulgada no final de janeiro. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados demonstram otimismo em relação ao desempenho do setor ao longo do ano.

Esse sentimento favorável é observado de forma relativamente homogênea em diferentes regiões do mundo. A maioria dos respondentes (82%) espera que o volume de viagens corporativas cresça em 2026 ou, ao menos, se mantenha nos mesmos patamares de 2025. O estudo ouviu fornecedores e clientes com atuação global, regional, multirregional, nacional e local.

Apesar do cenário positivo, a confiança não é irrestrita. O levantamento indica que os agentes do mercado seguem cautelosos diante de dois fatores que acendem o sinal de alerta: o risco de aumento dos preços e a crescente complexidade relacionada a fronteiras, vistos e autorizações de entrada em outros países.

Na América Latina, o cenário acompanha a tendência global, com 61% dos respondentes demonstrando otimismo e expectativa de crescimento no número de viagens corporativas em 2026. Ainda assim, o estudo indica uma postura de cautela entre os agentes do setor, diante de um ambiente econômico e operacional mais complexo.

Para Aline Bueno, CEO da Argo Solutions, apesar da prudência observada no mercado, os resultados da pesquisa são positivos. “Na América Latina, muitas empresas ainda não exploram todo o potencial da gestão de viagens corporativas. Quando bem estruturada, ela contribui diretamente para a tomada de decisão e permite que as viagens sejam avaliadas a partir do impacto real que geram para o negócio”, afirma.

Em um contexto de orçamentos historicamente mais pressionados, a expectativa de aumento no volume de viagens vem acompanhada da preocupação de que os preços avancem em ritmo superior ao dos budgets corporativos. “O desafio não está apenas em gastar menos, mas em gastar melhor. Por isso, a adoção de tecnologias que ampliem a visibilidade dos gastos, reduzam custos e simplifiquem processos torna-se cada vez mais necessária”, acrescenta a executiva.

A pesquisa também aponta a adoção da inteligência artificial como um dos principais desafios do setor. Embora haja amplo reconhecimento do potencial da tecnologia para transformar a gestão de viagens, sua aplicação ainda é incipiente e concentrada, sobretudo, na geração de relatórios e análises históricas. Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados avaliam que a IA terá impacto moderado em suas atividades até 2030, enquanto 27% acreditam em uma transformação significativa do setor impulsionada pela tecnologia.

 

Aline Bueno CEO Argo Solutions
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