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Chuva atrasa, mas não espanta animação dos foliões que curtem o Cordão Valu


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15/02/2026 06h46

Chuva atrasa, mas não espanta animação dos foliões que curtem o Cordão Valu

Primeiro dia do bloco reúne crianças, ambulantes e turistas na Esplanada, com expectativa de 50 mil pessoas

Por Kamila Alcântara e Geniffer Valeriano


 A chuva da tarde atrasou o início da festa, mas não esvaziou a Esplanada Ferroviária neste sábado (14). Aos poucos, foliões começaram a ocupar o espaço para o primeiro dia do tradicional Cordão Valu, que completa 20 anos de história no Carnaval de Campo Grande.

 
 
 
Com a pista já seca, o que se viu foi um público majoritariamente familiar. Crianças fantasiadas, pais com cadeiras e lanchinhos na mochila e ambulantes ajustando as barracas.
 
Blocos oficiais de Corumbá abrem neste sábado o desfile na passarela do samba
 
 
 
 
 
 
A jornalista Roseney Bigatão, 63 anos, levou a afilhada Ana Júlia, de 3 anos. Disse que a pequena insiste para vir sempre que vê Carnaval na televisão. “Eu adoro o Cordão Valu, sempre venho, tenho amor pelo Carnaval de rua, em que você pode vir com as crianças. Gosto de estar na rua, na praça, nesses locais públicos comemorando", disse.
 
Chuva atrasa, mas não espanta animação dos foliões que curtem o Cordão Valu
Roseney e a afilhada prontas para a festa (Foto: Renan Kubota)
Ela defende que essa festa precisa ser valorizada: "Eu acho que o Carnaval para o brasileiro é isso, não na folia, mas é o momento de estar junto com as pessoas. Acreditamos naquilo que defendemos e essa festa popular".
 
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De São Paulo (SP), a turismóloga Thatiana Pasciani, 43 anos, estava acompanhada do esposo Daniel. Eles aproveitaram a viagem a Campo Grande para apresentar a festa ao enteado Bento, de 7 anos, e ao filho Antônio, de 1 ano.
 
“É a primeira vez que viemos aqui, moramos em São Paulo, viemos para passar o Carnaval com o Bento. Eu acho que a gente tem que ensinar as crianças a gostarem do Carnaval e aproveitar, pois é a festa mais importante do nosso país”.
 
Para Damares Jesus, 57 anos, a tradição já virou compromisso. Pela terceira vez, levou a neta Helena, de 6 anos. A fantasia de bailarina foi escolha da menina. “Eu venho trazer ela porque ela gosta. Hoje ela me levou à loucura para comprar essa roupa. Nesses dias de hoje a gente precisa fazer alguma coisa para animar, então já trago o lanchinho e tudo que preciso para ela curtir”.
 
 
 
Bento, o pai Daniel, a Thatiana e o pequeno Antônio chegando no bloquinho (Foto: Renan Kubota)
À frente da organização, Silvana Valu celebrou as duas décadas do bloco e reforçou o perfil familiar do evento. “A expectativa é a melhor possível. São 20 anos de Cordão e a gente está preparando uma festa linda para todo mundo. As crianças sempre marcaram presença, por isso a gente já sai de dia por conta delas".
 
Valu lembra que as crianças cresceram na folia e  hoje celebram a cultura graças ao que viveram no bloco. "Os pais sempre trouxeram porque sempre se sentiram seguros aqui. Carnaval é uma tradição popular que passa de geração em geração. É emocionante fazer hoje por conta dos 20 anos de história.”
 
Segundo ela, a expectativa é reunir 50 mil pessoas ao longo do evento, número que ainda será confirmado pela Polícia Militar.
 
 
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Para além da festa, o Carnaval também movimenta a economia informal. Conhecida como Sasá, a ambulante Salvadora Pereira, 59 anos, vende óculos, máscaras e adereços que variam de R$ 2 a R$ 35. “Em todo Carnaval eu estou junto porque amo as crianças e gosto de ver elas fantasiadas. Brinco com elas e monto minhas coisas ao lado delas, isso é muito bom porque saímos do estresse. É uma renda extra nessa época.”
 
Marcos Rogério Neri, 50 anos, aposta no carrinho de churros e nos balões para reforçar o orçamento. “A expectativa é ganhar um extra, porque eu trabalho na construção civil e esse é o extra para ter uma renda melhor.”
 
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