Nas cores verde, amarela, azul, branca e lilás, a agremiação abriu o desfile com a comissão de frente “Kizomba – Festa da Raça”, representando africanos que cantam e dançam ao som dos tambores em celebração à liberdade, força e resistência.
Anderson Gallo/Diário Corumbaense
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira, Eduardo e Júlia Saff homenagearam Zumbi dos Palmares e Dandara
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Eduardo e Júlia Saff, homenageou
Zumbi dos Palmares e
Dandara, símbolos da luta contra a escravidão. Com fantasias em destaque nas cores vermelho e verde, o casal apresentou evolução marcada pela elegância e expressividade.
No carro abre-alas, a escola apresentou uma África festiva e gloriosa, convidando o público a uma imersão cultural pelo continente. O símbolo da escola, uma locomotiva, surgiu acompanhado por felinos que remetiam à fauna africana.
Anderson Gallo/Diário Corumbaense
Carro abre-alas apresentou uma África festiva e gloriosa
A ala das baianas trouxe referências à culinária africana, com destaque para o calulu de peixe, representado por adereços que remetiam ao pescado e aos temperos marcantes.
A rainha de bateria, Jogiane Rondon, representou o ritmo ijexá, de origem iorubá. A bateria, comandada pelo mestre Mário Luciano, também fez referência ao afoxé, destacando o tradicional grupo Filhos de Gandhy, com fantasias nas cores branca e azul usadas pelos cerca de 70 ritmistas.
Anderson Gallo/Diário Corumbaense
Rainha de bateria, Jogiane Rondon, representou o ritmo ijexá e a bateria o afoxé
Uma das alas apresentou uma roda de capoeira, reforçando a herança cultural africana presente no Brasil.
O panteão dos orixás também foi representado em diversas alas, com referências a Exu, Ogum, Oxóssi, Iansã, Oxumaré, Oxalá e Ossaim. Para Oxum, orixá das águas doces, a escola reservou um carro alegórico em tons amarelo e dourado.
Manifestações culturais como o bumba-meu-boi e o maracatu, reconhecidas como patrimônios culturais imateriais brasileiros e de forte influência africana, também foram destacadas em alas com figurinos coloridos.
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Cerca de 550 componentes foram distribuídos em 18 alas e quatro alegorias
Encerrando o desfile, o carnavalesco
Kiro Panovitch apresentou o carro alegórico “Suas Majestades: o samba e o carnaval”, ressaltando a influência do povo negro na formação do samba e das escolas de samba. A alegoria trouxe elementos como arlequim, pierrô, colombina, máscaras e instrumentos musicais, finalizando a apresentação com imponência.
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