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Da África ao samba, Marquês de Sapucaí conta história de resistência na avenida


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17/02/2026 07h47

Da África ao samba, Marquês de Sapucaí conta história de resistência na avenida

Lívia Gaertner


1º casal de mestre-sala e porta-bandeira, Eduardo e Júlia Saff homenagearam Zumbi dos Palmares e Dandara

 Com o enredo Patrimônio Africano – a influência de um continente pluricultural na cultura brasileira”, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente Marquês de Sapucaí realizou, já na madrugada desta terça-feira, a penúltima apresentação da sequência de desfiles do Carnaval 2026 de Corumbá. A escola levou cerca de 550 componentes à avenida, distribuídos em 18 alas e quatro alegorias.

 

Nas cores verde, amarela, azul, branca e lilás, a agremiação abriu o desfile com a comissão de frente “Kizomba – Festa da Raça”, representando africanos que cantam e dançam ao som dos tambores em celebração à liberdade, força e resistência.

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

1º casal de mestre-sala e porta-bandeira, Eduardo e Júlia Saff homenagearam Zumbi dos Palmares e Dandara

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Eduardo e Júlia Saff, homenageou Zumbi dos Palmares e Dandara, símbolos da luta contra a escravidão. Com fantasias em destaque nas cores vermelho e verde, o casal apresentou evolução marcada pela elegância e expressividade.

 

No carro abre-alas, a escola apresentou uma África festiva e gloriosa, convidando o público a uma imersão cultural pelo continente. O símbolo da escola, uma locomotiva, surgiu acompanhado por felinos que remetiam à fauna africana.

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Carro abre-alas apresentou uma África festiva e gloriosa

A ala das baianas trouxe referências à culinária africana, com destaque para o calulu de peixe, representado por adereços que remetiam ao pescado e aos temperos marcantes.

 

A rainha de bateria, Jogiane Rondon, representou o ritmo ijexá, de origem iorubá. A bateria, comandada pelo mestre Mário Luciano, também fez referência ao afoxé, destacando o tradicional grupo Filhos de Gandhy, com fantasias nas cores branca e azul usadas pelos cerca de 70 ritmistas.

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Rainha de bateria, Jogiane Rondon, representou o ritmo ijexá e a bateria o afoxé

Uma das alas apresentou uma roda de capoeira, reforçando a herança cultural africana presente no Brasil.

 

O panteão dos orixás também foi representado em diversas alas, com referências a Exu, Ogum, Oxóssi, Iansã, Oxumaré, Oxalá e Ossaim. Para Oxum, orixá das águas doces, a escola reservou um carro alegórico em tons amarelo e dourado.

Manifestações culturais como o bumba-meu-boi e o maracatu, reconhecidas como patrimônios culturais imateriais brasileiros e de forte influência africana, também foram destacadas em alas com figurinos coloridos.

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Cerca de 550 componentes foram distribuídos em 18 alas e quatro alegorias

Encerrando o desfile, o carnavalesco Kiro Panovitch apresentou o carro alegórico “Suas Majestades: o samba e o carnaval”, ressaltando a influência do povo negro na formação do samba e das escolas de samba. A alegoria trouxe elementos como arlequim, pierrô, colombina, máscaras e instrumentos musicais, finalizando a apresentação com imponência.

 

 

 

 

 

 

 

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