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Especialista aponta sete dicas de como consolidar o WhatsApp como infraestrutura de vendas e atendimento


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  • mell280

19/02/2026 06h21

Especialista aponta sete dicas de como consolidar o WhatsApp como infraestrutura de vendas e atendimento

Carolina Lara


Aplicativo concentra relacionamento e pós-venda e sustenta a operação de pequenos negócios no país

Com presença em mais de 90% dos celulares brasileiros e cerca de 147 milhões de usuários no país, segundo estimativas consolidadas de mercado reunidas por Statista e relatórios setoriais, o WhatsApp se tornou um dos principais pilares da atividade comercial no Brasil.

Em pequenos e médios negócios, o aplicativo deixou de ser apenas um canal de conversa para assumir funções centrais da operação, como vendas atendimento ao cliente e pós-venda.

Sabrina Nunes, especialista em estratégia digital com foco na estruturação de vendas atendimento e pós-venda via WhatsApp e fundadora da Francisca Jóias, explica que essa centralidade ocorre por que o aplicativo passou a operar como uma engrenagem essencial da economia cotidiana. Levantamentos do Sebrae indicam que mais de 80% dos pequenos negócios de serviços utilizam o WhatsApp como principal meio de comunicação com clientes. “O WhatsApp é o caixa o SAC e o CRM do pequeno negócio tudo ao mesmo tempo”, afirma.

Esse uso intensivo transformou o aplicativo em uma infraestrutura invisível do comércio brasileiro. Embora não apareça nos balanços nem nos planos estratégicos formais, sua indisponibilidade ou mau uso pode interromper o faturamento de forma imediata. 

Para Sabrina, o risco está na falta de consciência sobre essa dependência. “Muitos empreendedores só percebem o peso do WhatsApp quando a conta é bloqueada ou quando o volume de mensagens se torna impossível de administrar”, diz.

Pós-venda e recompra ganham protagonismo

O avanço do WhatsApp como principal canal de contato também reposicionou o pós-venda no centro da estratégia comercial. 

Listas de transmissão segmentadas mensagens de acompanhamento após a entrega e comunicação clara sobre prazos passaram a ser decisivas para estimular a recompra. “O aplicativo permite proximidade real com o cliente mas exige método. Sem organização o pós-venda vira ruído e desgaste”, alerta.

Dados do Sebrae mostram que negócios que mantêm contato estruturado com a base de clientes apresentam maior taxa de fidelização especialmente no comércio local e no setor de serviços. A diferença está na forma de uso do canal. “Responder tudo de maneira improvisada cria dependência pessoal do dono do negócio. Estruturar fluxos simples protege o empreendedor e melhora a experiência do cliente”, declara.

Bloqueios e excesso de mensagens viram ameaça

À medida que o WhatsApp se torna essencial, crescem também os problemas associados ao uso inadequado. Relatórios da Meta apontam aumento no bloqueio de contas comerciais por denúncias de spam uso incorreto de listas de transmissão e ausência de consentimento do cliente. 

Para quem vende pelo aplicativo, a suspensão representa impacto direto na receita. “Quando o WhatsApp cai a venda para. É uma fragilidade enorme para quem concentra tudo em um único canal”, observa.

Ela avalia que parte desses bloqueios está ligada à tentativa de transformar o aplicativo em ferramenta de disparo em massa sem critérios. “O WhatsApp não foi feito para funcionar como panfleto digital. Quem ignora isso paga o preço”, adverte.

Negócios liderados por mulheres concentram ainda mais funções

Nos negócios liderados por mulheres, a centralidade do WhatsApp costuma ser ainda maior. Dados do IBGE sobre empreendedorismo feminino indicam que microempreendedoras acumulam funções operacionais administrativas e comerciais, recorrendo ao aplicativo como principal ferramenta para dar conta da rotina. 

Segundo a especialista, estabelecer horários respostas automáticas e critérios de atendimento é uma medida de sustentabilidade. “Organizar o uso do WhatsApp não afasta clientes. Pelo contrário traz previsibilidade e profissionaliza a relação”, pontua.

A consolidação do WhatsApp como infraestrutura invisível das vendas brasileiras revela um paradoxo. Ao mesmo tempo em que democratiza o acesso ao mercado e reduz custos de entrada, amplia a dependência de uma única plataforma para funções críticas do negócio. “Tratar o WhatsApp como estratégia e não apenas como ferramenta é o que diferencia quem cresce de quem apenas mantém a operação de pé”, conclui.

Como aplicar o WhatsApp no dia a dia das empreendedoras

A consolidação da ferramenta como principal canal de vendas e atendimento exige organização mínima para não se transformar em sobrecarga. Para Sabrina Nunes, o erro mais comum é tratar o aplicativo como extensão informal da vida pessoal. “Sem regras, a tarefa vira jornada de trabalho infinita”, afirma.

A especialista indica um passo a passo básico para estruturar o uso do aplicativo no cotidiano do negócio:

  1. Separar o número pessoal do comercial
    O primeiro passo é utilizar um número exclusivo para o negócio, preferencialmente com o WhatsApp Business. A separação protege a privacidade da empreendedora, facilita a organização das conversas e permite o uso de recursos como perfil comercial, etiquetas e mensagens automáticas.

  2. Definir horários e comunicar o cliente
    Estabelecer horário de atendimento e informá-lo de forma clara no perfil e nas mensagens automáticas evita ruídos e expectativas irreais. Segundo Sabrina, previsibilidade reduz conflitos e melhora a percepção de profissionalismo, especialmente no pós-venda.

  3. Organizar conversas com etiquetas
    Classificar contatos por status como orçamento enviado, pedido confirmado, pós-venda ou recompra ajuda a manter controle da operação sem depender exclusivamente da memória. “Etiqueta é método simples que tira o peso da cabeça da dona do negócio”, diz.

  4. Avaliar quando criar grupos
    Grupos não devem ser usados como canal de venda indiscriminado. A recomendação é utilizá-los apenas em contextos específicos, como turmas, programas fechados ou comunidades com propósito claro. Para comunicação comercial recorrente, listas de transmissão segmentadas são mais seguras e menos invasivas.

  5. Usar listas de transmissão com critério
    As listas permitem falar com vários clientes sem expor contatos, mas exigem consentimento prévio e relevância da mensagem. Disparos frequentes ou genéricos aumentam o risco de bloqueios e denúncias por spam.

  6. Estruturar respostas automáticas e fluxos simples
    Mensagens de saudação, confirmação de pedido e orientações de pós-venda reduzem retrabalho e dependência direta da empreendedora. “Automatizar o básico não tira o humano do atendimento. Tira o caos”, afirma.

  7. Centralizar informações fora do chat
    Pedidos, pagamentos e histórico de clientes não devem ficar apenas no WhatsApp. Planilhas, sistemas simples ou plataformas de gestão evitam perdas de dados em caso de bloqueio ou troca de aparelho.

Para a especialista, tratar o WhatsApp como infraestrutura operacional, e não apenas como aplicativo de conversa, é o que sustenta o crescimento sem desgaste. “O canal precisa trabalhar para o negócio, e não o negócio trabalhar o tempo todo para o canal”, conclui.

Sobre Sabrina Nunes

Sabrina Nunes é CEO e fundadora da Francisca Jóias, considerada a maior loja online de semijoias do Brasil. Atua no mercado digital desde 2011 e acumula 14 anos de experiência em grandes operações de vendas, especialmente no período de Black Friday. Desenvolveu estratégias práticas e validadas para aumentar o faturamento no varejo online, formando e mentorando mais de 36 mil mulheres que hoje empreendem com produtos físicos na internet. Hoje, dedica-se a ensinar empreendedoras a venderem de forma estruturada, acessível e orientada a resultados. Para mais informações, acesse @sabrinanunesfj ou pelo portal https://sabrinanunes.com.br/ 

Sugestão de fonte: clique aqui


DataReportal

https://www.datareportal.com

Sebrae

https://www.sebrae.com.br

Statista

https://www.statista.com

 

  


 


 





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