- mell280
19/02/2026 10h11
Dólar segue volátil com investidores atentos à tensão entre EUA e Irã e aos indicadores fiscais
Boletim sobre o câmbio — Elson Gusmão – diretor de Câmbio da Ourominas
O dólar abriu o dia em leve alta, mas já está cotado a R$ 5,23, apresentando tendência de queda, refletindo um movimento de cautela dos investidores diante da agenda carregada desta quinta-feira. O fluxo no mercado de câmbio mostra entradas moderadas, mas sem direção clara, indicando que os agentes preferem aguardar os próximos dados antes de assumir posições mais firmes.
No cenário doméstico, o mercado acompanha expectativas em torno de novas medidas fiscais do governo. A política segue no radar, com discussões sobre reformas e articulações no Congresso que podem afetar a percepção de risco.
No exterior, o foco está nos dados de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e nos discursos de dirigentes do Federal Reserve, que podem sinalizar o ritmo da política monetária. A expectativa é de manutenção da taxa de juros, mas qualquer indicação de mudança pode mexer com o apetite ao risco global.
Além disso, os investidores monitoram a evolução das tensões geopolíticas entre EUA e Irã e o desempenho das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, que influenciam diretamente o câmbio de países emergentes como o Brasil.
O dólar inicia o dia apresentando volatilidade, em linha com um mercado que opera em compasso de espera, dividido entre sinais de cautela e busca por oportunidades diante da agenda econômica e política carregada.
Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas
O ouro abriu o dia em leve alta, negociado a US$ 5.011 por onça troy (cerca de R$ 26.234), praticamente estável em relação ao fechamento anterior. O preço por grama está em torno de R$ 846, refletindo um mercado que opera em compasso de espera.
O movimento indica cautela dos investidores, que buscam proteção em ativos considerados seguros diante das incertezas globais. O fluxo mostra demanda consistente, mas sem grandes oscilações, sugerindo que o apetite por risco permanece limitado.
Na agenda internacional, os mercados acompanham os dados de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e os discursos de dirigentes do Federal Reserve, que podem sinalizar o ritmo da política monetária. A expectativa é de manutenção dos juros, mas qualquer indicação de mudança pode mexer com o ouro, tradicionalmente sensível às perspectivas de política monetária.
Além disso, tensões geopolíticas entre EUA e Irã e oscilações nas commodities energéticas seguem no radar, reforçando o papel do ouro como reserva de valor. No Brasil, o câmbio e os indicadores fiscais também influenciam a formação de preços, já que a valorização ou desvalorização do real impacta diretamente a cotação do metal em reais.
O ouro inicia o dia sustentado por um mercado que privilegia a cautela e busca proteção, enquanto aguarda sinais mais claros da política monetária americana e da evolução do cenário político e econômico global.
Sobre Elson Gusmão
Elson Gusmão é o Diretor de Operações da Ourominas, considerada uma das maiores empresas de ouro e câmbio do país. Formado em Gestão Financeira em 2016, está há mais de 8 anos na Instituição Financeira e DTVM. Faz análises sobre a cotação de câmbio de moedas e realiza comentários sobre as atualizações do mercado.
Sobre Mauriciano Cavalcante
Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.
Sobre a Ourominas
A Ourominas (OM) possui anos de história e atuação. Ao longo desse período construiu uma sólida reputação, se consolidando como uma bem-sucedida instituição do mercado e referência no Brasil em serviços financeiros.
Atualmente a OM possui um portfólio diversificado de soluções financeiras no mercado de ouro ativo financeiro para exportação, investimento e consumo industrial, da qual é certificada na Americas Gold Manufacturers Association (AMAGOLD). E no mercado de câmbio de moedas estrangeiras para turismo e negócios internacionais, integra a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).
Em 2021, a OM foi a primeira Instituição Financeira da América Latina a possuir as certificações ISO 9001, 14001 e 45001, e em 2022, a OM foi a primeira Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) da América Latina a possuir a certificação Great Place to Work (GPTW).
Com uma estrutura completa de consultores especializados, oferece atendimento dedicado a diversos perfis de empresa ou pessoa física, moldando os produtos às necessidades dos clientes com qualidade, agilidade e baixos custos operacionais.
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