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Sorgo ganha espaço como alternativa à soja em Maracaju


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27/02/2026 17h40

Sorgo ganha espaço como alternativa à soja em Maracaju

Resistente à seca, sorgo avança no verão e amplia mercado em MS

Thauana Luares


 A sucessão de prejuízos com a soja nas últimas safras tem levado produtores de Mato Grosso do Sul a buscarem alternativas mais resistentes ao estresse hídrico. Em reportagem exibida no programa +Agro, da TV Morena, agricultor de Maracaju compartilha a experiência de substituir parte da área tradicional de soja pelo sorgo de verão.

Produtor rural, Valdenir Portela afirma que a decisão veio após enfrentar entre quatro e seis safras consecutivas impactadas pela falta de chuva, principalmente no mês de janeiro. 

“Você vem com uma lavoura muito boa em novembro e dezembro, mas chega janeiro, falta chuva e impacta realmente”, relata Portela.

Hoje, dos 1.500 hectares cultivados na fazenda, 270 hectares são destinados a cereal, com 17 a 18 variedades em teste. A ideia surgiu como alternativa para reduzir riscos.

Sorgo
Podutores apostam no sorgo para enfrentar a seca. (Foto: Endrio Francescon)

Segundo o gerente da fazenda, Leonardo Moresco, no início, a proposta parecia ousada. Mesmo com desafios como manejo de plantas daninhas e pouca disponibilidade de pesquisa específica, a equipe decidiu levar o experimento a campo.

“Deixar de plantar soja para plantar sorgo é uma conta difícil de assimilar. Mas entendemos que poderia ser uma ferramenta interessante por precisar de menos água para cumprir seu ciclo”, aponta Moresco.

Sorgo no verão

O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Gessi Ceccon, explica que o sorgo é uma planta do tipo C4, mais eficiente no aproveitamento da luz solar em comparação à soja, que é C3. 

De acordo com ele, no verão, o sorgo expressa potencial produtivo maior e contribui para o sistema, além de favorecer a rotação de culturas e melhorar o ambiente do solo.

Lavoura de sorgo
Cereal ganha espaço com menor custo e mais resistência. (Foto: Endrio Francescon)

A cultura também apresenta vantagens estratégicas. O engenheiro agrônomo Wilhian Rodrigo Espinosa explica que o custo de produção do sorgo é menor e a estabilidade produtiva tem chamado atenção. 

“É uma alternativa a mais para o produtor, principalmente diante dos problemas climáticos e do alto custo da soja”, afirma.

Além do uso tradicional na alimentação animal, o sorgo vem ganhando mercado com a expansão das usinas de etanol no Estado. A nova demanda amplia as possibilidades de comercialização e reduz a dependência de um único comprador.

Resultados animam

Na fazenda de Portela em Maracaju, a área experimental já ultrapassa 100 sacas por hectare. Com custo estimado em R$ 2.400 por hectare e receita que pode chegar a R$ 5 mil. 

“Depois de 15 dias de sol forte, a soja já sente. O sorgo continua verde e bonito. Em anos atípicos de falta d’água, é uma excelente ferramenta”, disse o gerente da fazenda.

Colheita de sorgo
Em Maracaju, experimento com sorgo anima produtores. (Foto: Endrio Francescon)

Com potencial para integrar lavoura e pecuária, permitir rebrota e até pastejo após a colheita, o sorgo começa a redesenhar estratégias produtivas em Mato Grosso do Sul, consolidando-se como alternativa viável frente às incertezas climáticas.

Veja a reportagem completa do Mais Agro aqui.





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