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Menos mito, mais método. O empreendedor brasileiro está deixando o improviso de lado


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04/03/2026 09h06

Menos mito, mais método. O empreendedor brasileiro está deixando o improviso de lado

Karol Romagnoli


Narrativas viram resultados

O empreendedor brasileiro está trocando o palco pela planilha. Sai de cena a figura do “herói” que resolve tudo na marra e ganha espaço uma geração orientada por método, gestão e previsibilidade. Networking vira ativo mensurável, negócio deixa de ser aposta isolada e passa a ser tratado como portfólio.

O Brasil viveu uma explosão de novos CNPJs nos últimos anos. O desafio, porém, não é abrir, é sustentar. Segundo a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, do IBGE, cerca de 60% das empresas não sobrevivem além de cinco anos. O problema central não é falta de coragem, mas falha de gestão, especialmente financeira.

Levantamentos do Sebrae reforçam o diagnóstico. Desorganização do fluxo de caixa, ausência de planejamento e mistura entre contas pessoais e empresariais seguem entre os principais gargalos dos pequenos e médios empreendedores. Em um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito, improviso custa caro.

Esse movimento não é apenas comportamental, é estrutural. A profissionalização do empreendedor acompanha uma pressão maior por eficiência em um ambiente com margens pequenas, custo elevado e concorrência mais qualificada. Quem não domina indicadores básicos de performance, como retorno sobre investimento, ciclo financeiro e custo de aquisição de clientes, passa a competir em desvantagem, independentemente da qualidade da ideia original.

Essa mudança também aparece na estrutura dos negócios. Em vez de concentrar energia em uma única frente, empresários mais experientes entenderam que diversificar deixou de ser estratégia sofisticada e passou a ser mecanismo de proteção.

A trajetória de Paulo Motta ilustra esse movimento. Após enfrentar o fracasso de um bar do qual era sócio, redesenhou sua forma de empreender. Hoje está à frente de negócios como The Networkers, Roga Village, Agência Blays e IMVester, estruturados como um ecossistema integrado.

“Durante muito tempo, o empreendedor brasileiro acreditou que planilha era detalhe. Coragem sem disciplina financeira vira só desgaste. O que sustenta crescimento é método diário: separar contas, projetar fluxo de caixa e entender margem”, explica Motta

A nova lógica se apoia em três movimentos: substituir improviso por processos, adotar visão de portfólio e tratar relacionamento como ativo estratégico baseado em resultado. “O risco continua fazendo parte do jogo, a diferença é que agora ele é calculado. O mercado começa a separar quem estrutura de quem apenas improvisa”, conclui o empresário.

Sobre

Paulo Motta é empresário, investidor e especialista em gestão de ativos com trajetória marcada por visão estratégica e capacidade de execução. Sócio da IMvester, atua na estruturação e operação de investimentos imobiliários com presença no Brasil, Portugal e Estados Unidos. Também lidera a holding The Networkers, que centraliza suas frentes de negócios em agenciamento artístico, inteligência comercial, experiências de alto padrão e networking corporativo.

Com formação em Administração de Empresas pelo Mackenzie, acumulou experiências em grandes companhias e no setor de entretenimento antes de se consolidar no mercado financeiro. É gestor de carreira de personalidades através da agência Blays, sob seu comando e idealizador do Camarote Monumental, no Sambódromo de São Paulo. Tem atuação destacada em projetos de impacto social e lideranças empresariais, com foco em crescimento sustentável e inovação.

 

 

 

 





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