- mell280
05/03/2026 08h40
Falta de planejamento sucessório ameaça continuidade de empresas familiares, afirma especialista
A sucessão patrimonial tem se consolidado como um dos principais riscos para famílias empresárias e de alta renda no Brasil e no mundo. Uma pesquisa da Deloitte Private com 300 executivos de empresas familiares mostra que quase 8 em cada 10 (78%) esperam uma transição de CEO na próxima década, e 42% preveem essa mudança em apenas três a cinco anos. Apesar disso, o levantamento evidencia um “paradoxo da sucessão”: embora 85% reconheçam que o planejamento estratégico da sucessão é fundamental para o sucesso de longo prazo, apenas 57% estabeleceram um plano formal e menos de um quarto (23%) está implementando-o ativamente.
Além disso, 30% admitem que o planejamento sucessório está atrasado. No Brasil, onde, segundo o IBGE, 90% das empresas são comandadas por famílias, a ausência de organização estruturada amplia os riscos de descontinuidade, conflitos e perda de valor ao longo das gerações. Com isso, a sucessão passa a ocupar espaço estratégico na gestão patrimonial. O envelhecimento da geração fundadora de empresas familiares, aliado ao aumento da longevidade e à convivência simultânea de múltiplas gerações, amplia a complexidade das decisões e exige maior nível de organização e governança.
Para Daniel Mazza, sócio-fundador da MZM Wealth, multi family office especializado em planejamento financeiro e gestão patrimonial, a sucessão deve ser tratada como tema central da estratégia patrimonial. “Adiar o planejamento sucessório aumenta riscos de forma exponencial. Conflitos familiares e indefinições costumam destruir mais valor do que crises econômicas, porque atingem diretamente a estrutura de decisão e a coesão entre herdeiros”, afirma.
O assunto tem se tornado mais presente no debate empresarial em um contexto de maior diversificação dos patrimônios, que hoje incluem empresas operacionais, imóveis, ativos financeiros e investimentos no exterior, além de maior exposição a potenciais conflitos societários e familiares. A ausência de definições claras sobre regras de transição, critérios de liderança e divisão de ativos pode ampliar incertezas e impactar a continuidade dos negócios.
Segundo o executivo, governança e organização são instrumentos de preservação de longo prazo. “Uma sucessão bem planejada protege relações, reduz incertezas e preserva ativos. Quando o processo é estruturado com antecedência, integrando aspectos jurídicos, financeiros e familiares, o patrimônio atravessa gerações com mais estabilidade e continuidade”, conclui.
Sobre a MZM Wealth
Fundada em 2020, a MZM Wealth é um multi family office especializado em planejamento financeiro e gestão patrimonial. Com um compromisso inabalável com a independência e integridade, a MZM Wealth oferece aconselhamentos livres de conflitos de interesse, priorizando o compromisso fiduciário com seus clientes. A empresa se dedica a fornecer etapas simples e viáveis para ajudar seus clientes a atingir seus objetivos financeiros. Para mais informações, acesse: https://www.mzmwealth.com/



