- mell280
11/03/2026 15h21
Março Azul-marinho alerta sobre câncer colorretal
A cada ano, aproximadamente 45 mil novos casos da doença são registrados no Brasil O Brasil registra, a cada ano, aproximadamente 45 mil novos casos de câncer colorretal, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para alertar e informar sobre os sintomas, o diagnóstico e o tratamento da doença, março foi escolhido como o mês de conscientização, quando é realizada a campanha “Março Azul-marinho”. A data de 27 de março foi definida como o Dia de Conscientização sobre Câncer Colorretal. O movimento é promovido pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). O câncer colorretal é o terceiro mais comum registrado no país e, de acordo com o Inca, a estimativa é que só em 2025 tenha sido responsável por 21 mil mortes no Brasil. Já o número de novos casos estimados para o período foi de 45.630, atingindo 21.970 homens e 23.660 mulheres. As taxas de incidência e mortalidade variam entre as regiões brasileiras, sendo mais elevadas no Sul e no Sudeste. O câncer colorretal acomete parte do intestino grosso, cólon, reto e ânus, como informa o Inca. No estágio inicial, pode ser assintomático, com o risco de uma evolução silenciosa da doença. Por outro lado, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas chances de cura, chegando a 90% dos casos. Por isso, a prevenção e o rastreamento são apontados como fundamentais para evitar emergências oncológicas. “O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, pode provocar sintomas como anemia, dor abdominal, sangue nas fezes, fraqueza, perda de peso, entre outros”, explica o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif. Alterações no ritmo intestinal, com constipação ou diarreia, também podem ser sinais de alerta. O tratamento do câncer colorretal depende do tamanho, da localização e da extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases, as chances de cura ficam reduzidas. Contudo, o diagnóstico precoce faz com que a doença seja tratável e frequentemente curável. A cirurgia é o principal tratamento, utilizada no início do processo, quando o tumor está localizado no cólon, ou em sequência à radioterapia e à quimioterapia, nos tumores de reto baixo. Entender o que é quimioterapia e os outros protocolos usados durante o tratamento é considerado uma forma de garantir maior segurança aos pacientes que estão enfrentando a doença, já que a compreensão auxilia quanto à participação em decisões sobre a própria saúde. Entre os fatores de risco para o câncer colorretal estão obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo e uma dieta rica em ultraprocessados e carnes processadas. Pessoas acima de 50 anos ou com histórico familiar da doença devem ter atenção redobrada aos cuidados com a saúde. A doença pode ser prevenida com a adoção de hábitos saudáveis e com a realização da colonoscopia, exame que permite identificar e remover pólipos, lesões benignas que podem evoluir para câncer ao longo do tempo. “É um procedimento seguro, realizado com sedação, ou seja, sem dor ou desconforto durante o exame”, destaca o gastroenterologista e endoscopista Thiago Saboia. Ainda que os profissionais indiquem que a incidência do câncer colorretal costuma ser maior em pessoas acima dos 50 anos, o número de casos registrados em pessoas abaixo dessa faixa etária vem crescendo. Levantamento publicado pela revista Jama Network Open, em outubro do ano passado, analisou 13 tipos de câncer em 42 países. Foi verificado um crescimento de incidência entre os mais jovens para seis tipos de câncer: tireoide, mama, colorretal, rim, endométrio e leucemia. Em 69% dos países, o aumento entre os jovens foi maior do que entre as pessoas com mais de 50 anos. Embora não haja estudos desse tipo no Brasil, números do Inca mostram que os diagnósticos de câncer vêm crescendo ao longo dos anos. Com base nisso, diversas sociedades médicas reduziram a idade para início dos exames de rastreamento para alguns tipos da doença. Além da idade, pesquisas vêm mostrando que a genética, por meio de mutações, é suspeita de ser outro fator para o desenvolvimento de câncer em pessoas mais jovens. A explicação estaria nas mudanças sociais e no estilo de vida. “O que a gente comia antes não, necessariamente, tem a mesma composição que hoje”, aponta a especialista em tumores gastrointestinais da Oncologia D’Or, Maria Ignez Braghiroli.
Câncer colorretal pode ter 90% de chances de cura
De acordo com informações do Ministério da Saúde, o câncer de cólon e reto pode ser rastreado por meio de uma combinação de exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos e radiológicos. Além disso, pode ser necessária a realização de biópsia para que seja analisado por um patologista.
Fatores de risco do câncer colorretal
Diagnósticos aumentam entre os mais jovens


