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CTN Asa Branca, a tradição e a cultura do Nordeste em Dourados


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19/04/2026 11h35

CTN Asa Branca, a tradição e a cultura do Nordeste em Dourados

Sob o céu largo de Dourados, onde o vento às vezes sopra como se viesse das bandas do sertão, há um lugar onde a saudade vira festa e a memória se transforma em canto: o Centro de Tradições Nordestinas Asa Branca

POR ANTONIO NERES*


Sob o céu largo de Dourados, onde o vento às vezes sopra como se viesse das bandas do sertão, há um lugar onde a saudade vira festa e a memória se transforma em canto: o Centro de Tradições Nordestinas Asa Branca. Ali, não se mede distância em quilômetros, mas em lembranças — e cada passo dado naquele chão ecoa histórias que vieram de longe, embaladas na coragem de quem nunca deixou de ser raiz.

Dizem os poetas que "o sertão é dentro da gente", como bem expressava Patativa do Assaré, e é nesse espírito que o Asa Branca mantém acesa a chama de uma cultura que resiste ao tempo. Entre bandeirolas coloridas e o som vibrante do forró, pulsa a alma nordestina, firme, resiliente, cheia de fé.

Em versos que poderiam muito bem nascer de um folheto de cordel, a história se desenrola:

No chão quente do passado
brotou flor de tradição, Asa Branca levantou-se
feito canto de emoção.
Quem carrega o seu Nordeste
leva o mundo no coração.

Sob a presidência do advogado Luciano Borges, herdeiro não apenas de um nome, mas de um legado, a entidade segue honrando a memória do saudoso Sidrônio Borges — homem que fez da cultura uma missão e do trabalho uma devoção. Como ensina o poeta Ariano Suassuna, "um povo sem tradição é como uma árvore sem raiz", e ali, cada evento é um gesto de resistência contra o esquecimento.

Ao lado dele, na vice-presidência, Antonia Mattos ajuda a tecer essa rede de pertencimento que acolhe, une e celebra. Porque o Nordeste não é só um lugar — é sentimento, é identidade, é poesia viva.

E assim, entre sanfonas e sorrisos, a comunidade nordestina de Dourados e região encontra mais que um espaço: encontra um pedaço de si. Como diria Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião, "o Nordeste é antes de tudo uma alma", e essa alma dança, canta e resiste no Asa Branca.

Se a saudade aperta o peito
e a distância traz solidão, o CTN Asa Branca é abrigo
feito casa e oração.
Plantando a cultura nordestina e colhendo
dignidade, respeito, paz e união.

Ali, a tradição não é passado — é presente vivo, pulsante, que se reinventa sem perder sua essência. E enquanto houver um acorde de sanfona e um verso de cordel sendo recitado, o Nordeste continuará florescendo, mesmo a quilômetros de sua terra natal.

O Nordeste aqui

No terreiro da saudade, onde o povo faz morada, brota forte em Dourados uma história bem contada.
É o CTN Asa Branca com sua chama acesa e honrada.

Traz no peito o sentimento, do sertão que nunca sai, no compasso da sanfona onde a alegria se refaz.
Quem carrega o Nordeste leva um mundo que não cai.

No som vivo do forró tem zabumba e tem baião, tem triângulo tinindo feito luz no coração, é cultura que resiste
feito fé neste chão.

Como disse Patativa do Assaré, em seu verso verdadeiro: "o Nordeste é poesia de um povo forte e guerreiro. " E ali se vê na prática esse amor tão brasileiro.

Tem memória de quem fez com trabalho e devoção, dos que ergueram com coragem essa bela instituição. Cada festa é resistência, cada encontro é união.

Sob a força da raiz que o tempo não desfaz, o Asa Branca floresce sempre olhando para trás, pra lembrar que a tradição é o que o povo faz.

E assim segue a história entre canto e emoção, em Dourados se levanta um pedaço do sertão.
CTN Asa Branca é vida, é cultura e coração.

Senhoras nordestinas em evento do CTN

Nordestinos animados no tradicional Festsol





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