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Brasília, 66 anos: uma história construída de mãos dadas com a CAIXA


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20/04/2026 19h49

Brasília, 66 anos: uma história construída de mãos dadas com a CAIXA

Apoio decisivo à infraestrutura da capital federal

Assessoria de Imprensa da CAIXA


 

 Brasília, 66 anos: uma história construída de mãos dadas com a CAIXA
 

Presente desde a implantação da nova Capital Federal, o banco financiou obras e foi pioneiro no atendimento aos primeiros moradores
 

Brasília nasceu do traço moderno, do concreto e do trabalho de milhares de brasileiros que chegaram ao Planalto Central para construir e povoar a nova Capital Federal. Ao completar 66 anos, celebrados em 21 de abril, a história da cidade se confunde com a trajetória da CAIXA, atuante desde os primeiros passos de Brasília, seja no financiamento de obras fundamentais, seja no atendimento aos trabalhadores, servidores públicos e famílias que fizeram do Planalto Central o seu novo lar.
 

Antes da consolidação como sede do Governo Federal, a CAIXA já apoiava o desenvolvimento da cidade. Em meio às obras, à poeira vermelha e às estruturas provisórias, o papel do banco foi fundamental para oferecer suporte financeiro e operacional a um projeto urbano que nascia com o desafio de integrar pessoas de todas as regiões do país.
 

 

Brasília vista por satélite. Foto: GEOPortal/DF


Agências volantes e atendimento aos pioneiros

Enquanto prédios e avenidas eram erguidos, a CAIXA se fazia presente no cotidiano dos trabalhadores. Para atender quem chegava à capital, o banco utilizou agências volantes, levando serviços bancários aos canteiros de obras e aos primeiros núcleos urbanos.
 

Essas estruturas móveis ajudaram a garantir o atendimento bancário durante a construção da cidade, reforçando o vínculo da CAIXA com os pioneiros de Brasília e com o ritmo intenso da nova capital. Além do pagamento de salários, as agências volantes também recebiam depósitos enviados pelos trabalhadores da construção civil às suas famílias nos locais de origem.
 

“Os ônibus da CAIXA, adaptados como verdadeiras agências ambulantes e já sob coordenação dos economiários, eram aguardados ansiosamente pelos operários. Os candangos, nome dado aos pioneiros do Distrito Federal, recebiam os vencimentos em dinheiro vivo”, registra o historiador Eduardo Bueno no livro CAIXA, 150 anos de uma História brasileira.

 
 

Agências volantes da CAIXA atendiam a população durante construção de Brasília. Foto: Acervo Histórico Documental da CAIXA


Com a cidade ainda em processo de organização urbana, a CAIXA abriu as primeiras agências físicas, contribuindo para viabilizar pagamentos, poupança, crédito e outros serviços. No início, as agências ocupavam instalações provisórias, de madeira. A primeira agência de alvenaria em edifício próprio foi a Bernardo Sayão, localizada na Avenida W3 Sul, então principal corredor comercial da capital, inaugurada em 2 de agosto de 1960.
 

Em 1975, a filial de Brasília da CAIXA já contava com 12 agências de depósito, uma de penhor e dois edifícios próprios, e havia a previsão de abertura de unidades nas cidades-satélites (hoje chamadas de Regiões Administrativas) do Guará, Gama, Sobradinho, Brazlândia e Planaltina; o que demonstrava o objetivo da CAIXA de estar presente em todas as regiões do Distrito Federal, próxima da população.
 

É possível dizer que todos os primeiros habitantes de Brasília mantiveram relação direta ou indireta com o banco. Seja mantendo uma conta, seja utilizando os serviços de câmbio ou penhor ou financiando a casa própria. Dessa forma, o banco tornou-se um dos primeiros pontos de apoio institucional para quem ajudava a erguer Brasília.

 

 

Agência Bernardo Sayão nos dias atuais. Foto: Caroline das Mercês/CAIXA


 

A CAIXA teve papel crucial no financiamento de obras que ajudaram a estruturar Brasília. Enquanto a cidade tomava forma, o apoio financeiro do banco viabilizou equipamentos públicos e obras de infraestrutura que dariam suporte ao crescimento da capital. As verbas da CAIXA custearam a construção de viadutos, escolas, hospitais, hotéis e quadras residenciais, além de empreendimentos da iniciativa privada como cinemas, clubes e supermercados.
 

O aeroporto, uma das principais portas de entrada da capital, foi um dos empreendimentos financiados pela CAIXA. A obra ajudou a consolidar a cidade como centro administrativo e político, conectando a nova capital às demais regiões brasileiras e a outras partes do mundo. No local, o banco instalou, em 1962, a Agência Aeroporto, unidade que prestava, além do atendimento bancário, serviços de câmbio.
 

 

Interior da Agência Aeroporto. Foto: Acervo Histórico Documental da CAIXA
 

Outra contribuição relevante no crescimento e desenvolvimento da cidade foi o financiamento das obras da Universidade de Brasília (UnB), uma das mais importantes do Brasil, inaugurada em 1962, no aniversário de dois anos da capital. Um marco arquitetônico e educacional para a cidade.
 

 

Campus da UnB, inaugurada em 21 de abril de1962. Foto: AToM/UnB

Consolidação de Brasília como centro financeiro

A transferência definitiva da sede da CAIXA para Brasília, em 1978, com a inauguração de seu conjunto arquitetônico e cultural, contribuiu para consolidar a capital como centro financeiro nacional. O complexo passou a integrar a paisagem urbana da cidade e a simbolizar a consolidação institucional da capital.
 

 

Edifício Matriz da CAIXA em construção. Foto: Acervo Histórico Documental da CAIXA
 

 

Edifício Matriz. Foto: Agência CAIXA Notícias
 

A edificação, em estilo brutalista, foi projetada pelo arquiteto e empregado do banco, João Ortigão Tiedemann, e é composta por dois prédios, uma torre de 21 andares e o espaço hoje ocupado pela CAIXA Cultural Brasília. O hall do edifício-sede é ornado por 24 vitrais, projetados pelo artista alemão Lorenz Heilmar e por seu filho, Lorenz Johannes Heilmar.
 

 

Especialista em História de Brasília, João Amador compartilha informações e curiosidades sobre a capital em sua página e em seus perfis nas redes sociais. Foto: acervo pessoal
 

O pesquisador João Amador, autor da página Histórias de Brasília, reconhece que o edifício-sede da CAIXA é um marco arquitetônico de Brasília. “O Átrio do Vitrais chama atenção, pois os artistas transformaram 500 metros de vidro em painéis que refletem a diversidade brasileira. Além disso, a CAIXA Cultural dá acesso amplo e democrático a várias manifestações de arte e da cultura nacionais. Os espaços ampliaram a relação da instituição com a cidade, oferecendo espaços de lazer e convivência no coração da capital.”
 

 

Montagem do Átrio dos Vitrais. Foto: Acervo Histórico Documental da CAIXA
 

 

Átrio dos vitrais no Edifício-sede da CAIXA em Brasília. Foto: Agência CAIXA Notícias
 

Confira o especial do CAIXA Notícias sobe o Átrio dos Vitrais aqui.
 

Trabalhar em uma capital que ainda nascia

Brasília também foi cenário de quem construiu sua trajetória profissional na capital recém-inaugurada. Nascida no Piauí, Sidônia Almeida mudou-se para Brasília em 1960, aos 15 anos. Cinco anos depois, aos 20, foi contratada para trabalhar na CAIXA.
 

A história de sua família é semelhante à de muitas outras que chegaram ao Planalto Central com o objetivo de criar raízes e conquistar uma vida melhor. O pai, que antes trabalhava como garimpeiro, foi contratado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e veio para Brasília ainda durante o período de construção da cidade, conseguindo trazer o restante da família logo após a inauguração.
 

“Éramos oito irmãos e aqui em Brasília nasceram mais dois. Fiquei muito feliz ao ser contratada para trabalhar na CAIXA e realizar o sonho de ter meu emprego”, conta Sidônia. “Desde o início, atuei na área de habitação, até me aposentar, recentemente.”
 

Um dos momentos mais marcantes da sua carreira ocorreu quando o governo federal iniciou a venda dos imóveis funcionais destinados aos servidores públicos que haviam se mudado do Rio de Janeiro para trabalhar nos Ministérios. “Muitos foram transferidos para Brasília à contragosto. Mas, em 1966, quando puderam adquirir os imóveis em que moravam, com condições vantajosas oferecidas pela CAIXA, conseguiram realizar o sonho da casa própria”, relembra.
 

 

Sidônia dedicou sua vida profissional a realizar o sonho da casa própria para milhares de moradores de Brasília. Foto: Acervo Pessoal


Terra de oportunidades
Brasília sempre foi uma terra fértil em possibilidades. Para aqueles que chegaram à capital e tiveram a coragem de permanecer no ambiente ainda inóspito e, muitas vezes improvisado da cidade, que, naquele momento, ainda era um grande canteiro de obras, a contribuição veio em forma de muitas oportunidades. Foi nesse contexto que Alberto Veronese se mudou do Rio de Janeiro para Brasília, aos 20 anos, poucos dias antes da inauguração da capital, para acompanhar o pai, servidor público transferido.
 

Sua família chegou a Brasília uma semana antes da inauguração da cidade e se instalou em um apartamento na Asa Sul (bairro do centro da cidade), em uma das primeiras quadras residenciais com apartamentos funcionais para os servidores transferidos. “Não havia quase nada aqui quando chegamos. Eram poucos prédios, ruas não asfaltadas, muita poeira vermelha”, relembra.
 

 

Seu Alberto é um dos primeiros clientes da CAIXA em Brasília. Foto: Caroline das Mercês/CAIXA
 

Com boa formação e excelente habilidade como datilógrafo, Alberto foi aprovado no mesmo ano em um concurso para Auxiliar Judiciário. Foi também nesse período que teve início seu relacionamento com a CAIXA. No início, para guardar as primeiras economias. Em sua caderneta, permanece registrada, à mão, a data de abertura da conta: 8 de agosto de 1960, com um depósito de Cr$ 6 mil (seis mil cruzeiros).
 

“Desde que abri minha conta na CAIXA em Brasília, sempre fui muito bem atendido. Sinto que o relacionamento dos empregados comigo é de amizade, como se fosse uma família”, conta.
 

 
 

Caderneta da conta de Alberto Veronese, aberta em 1960 na filial de Brasília da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro. Foto: Caroline das Mercês/CAIXA
 

É um relacionamento que se estende há 66 anos, a mesma idade da capital federal. Ao longo das décadas, a CAIXA foi fonte de informações e suporte financeiro que contribuíram para a concretização de importantes conquistas, como a aquisição do primeiro imóvel, em 1968. “Eu estava presente na cerimônia de assinatura dos primeiros contratos de compra de imóveis pela CAIXA. Como meu nome começa com a letra A e as assinaturas seguiam a ordem alfabética, fui um dos primeiros a assinar”, recorda.
 

Com o passar dos anos, o suporte recebido foi decisivo para escolhas que resultaram em uma vida marcada por estabilidade e realizações. “Sempre recebi uma boa orientação financeira dos empregados da CAIXA ao longo da minha vida”, afirma seu Alberto, hoje com 86 anos, vividos com saúde, dedicação à família e ao trabalho. “A ideia era ficar 30 anos em Brasília e depois voltar para o Rio. Mas deu tudo tão certo. Me casei, me formei em Direito, tive uma filha e construí minha família aqui”, completa.
 

Capital dos sonhos
Brasília encanta a cada dia, à medida cresce e se desenvolve. O contraste entre os períodos de seca e de chuva marca a paisagem, que ora apresenta tons avermelhados e ora é dominada por extensos campos verdes, com grandes árvores e floradas sazonais. Entre as estruturas de concreto que abrigam órgãos públicos e residências do Plano Piloto, a natureza se faz presente, permitindo avistar aves como araras e tucanos, além de animais como as capivaras. A infinitude do céu azul completa o cenário.
 

A CAIXA se orgulha de ter participado ativamente da construção dessa história. Desde o período colonial, Brasília já era idealizada como sede do poder político. A concretização desse projeto começou a se delinear em 1891, quando a definição de sua área foi incluída na primeira Constituição da República, e se tornou realidade décadas depois, integrada ao plano de metas do governo do presidente Juscelino Kubitschek.

Iniciada em 1956, a construção de Brasília reúne, em cada prédio, via e parque, o esforço de milhares de brasileiros vindos de todas as regiões do país para erguer a capital. Pessoas como Alberto, Sidônia e tantos outros candangos que continuam chegando à cidade e se unem às primeiras gerações de brasilienses natos em busca da realização de sonhos. Parabéns, Brasília!


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