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Suspeito de matar a namorada no RJ era foragido da Justiça sul-mato-grossense


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24/04/2026 08h32

Suspeito de matar a namorada no RJ era foragido da Justiça sul-mato-grossense

Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 35 anos, foi encontrado morto em cela horas após prisão no Rio

Por Anahi Zurutuza


 Preso em flagrante suspeito de matar a namorada nesta quarta-feira (22), Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 35 anos, era foragido da Justiça sul-mato-grossense. Contra ele pesava mandado de prisão em aberto em processo que tramita na 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande, expedido a pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) depois que a ex-namorada dele procurou a polícia para denunciar agressões, estupro e cárcere privado.

 
 
 
A vítima procurou a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) da Capital em outubro do ano passado, depois de passar 24 horas “presa” com o ex, que a perseguiu por meses. Ele a obrigou a manter relações sexuais, a enforcou com um cinto e bateu em seu rosto, causando fratura, conforme relatado pela moça à polícia e confirmado por laudos médicos.
 
Endreo chegou a ser preso, mas acabou liberado. Em novembro, a vítima voltou a receber ameaças e então o Ministério Público pediu que o agressor fosse preso preventivamente. A defesa do acusado de violência tentou habeas corpus e revogação da prisão, mas todos os pedidos foram negados, conforme apurado pela reportagem.
 
Numa das negativas, o desembargador José Ale Ahmad Netto opinou pela “denegação da ordem de habeas corpus”, conforme consta no Diário Oficial de Justiça do dia 28 de novembro do ano passado, em publicação que não revela nomes do acusado e vítima por causa do sigilo processual. Desde o fim do 11º mês do ano de 2025, ele era considerado foragido da Justiça.
 
 
Ainda de acordo com a apuração do Campo Grande News, Endreo foi para o Rio de Janeiro em 2026. Lá, durante o Carnaval, ele conheceu a modelo e influenciadora baiana Ana Luiza Mateus Souza, que morreu ontem, aos 29 anos, após a queda do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, no Rio. Os dois se encontraram pela primeira vez num dos camarotes do Carnaval na Sapucaí.
 
Gaiola de ouro – Em Teixeira de Freitas (BA), familiares e amigos aguardavam incrédulos a chegada do corpo de Ana Luiza, que sonhava em ser miss.
 
Um amigo relatou à reportagem que nestes três meses de relacionamento, o casal chegou a viajar junto e que a jovem diminuiu o contato com quem havia deixado no sul da Bahia. Para uma amiga confessou que estava se sentindo presa, vivendo uma “gaiola de ouro”.
 
 
Na noite do ocorrido, Ana Luiza conseguiu falar com a mãe e revelou a situação. “Eles brigaram muito, ele saiu do apartamento. Quando ele saiu, ela ligou para a mãe e contou tudo. A mãe mandou comprar passagem e voltar na hora”, conta João da Cruz Neto, amigo de infância da jovem.
 
Sem encontrar voo imediato, a modelo adquiriu passagem para as 6h da manhã seguinte. Antes disso, enviou imagens mostrando hematomas nas pernas. “Ela mandou foto das pernas machucadas. Falou do cárcere privado, que ele estava batendo nela. Na cabeça dela, ele não ia voltar [ao apartamento]”, afirmou.
 
O amigo acredita que o retorno do homem ao imóvel desencadeou a agressão final. “Quando ele voltou e viu as malas prontas, foi o estopim. Aí aconteceu a briga”, disse.
 
 
Endreo não confessou ter agido para matar a namorada, mas se disse "culpado" pela morte de Ana Luiza. "Ele diz que não foi ele que fez, mas que ele é o culpado. Ele falou uma série de impropérios pra ela, xingou disso, daquilo outro, diminuiu a pessoa dela como mulher, aquele aspecto de violência moral, de violência contra a mulher, extremamente abusivo", contou o delegado Renato Martins, da Delegacia de Homicídios.
 
O corpo dele foi encontrado na cela nesta quarta-feira, horas após a prisão. Há indícios de que ele usou a própria bermuda para se enforcar.
 
 
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
 
Procure ajuda – Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelos telefones 141 e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.
 

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