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Saúde mental e liderança entram na agenda estratégica das empresas e pressionam mudanças na gestão de pessoas


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28/04/2026 13h09

Saúde mental e liderança entram na agenda estratégica das empresas e pressionam mudanças na gestão de pessoas

Carolina Lara


Exigências legais e mudanças no perfil dos profissionais pressionam organizações a estruturar cultura, liderança e gestão emocional de forma integrada

A saúde mental passou a ocupar posição central nas estratégias empresariais no Brasil. Pesquisa da Deloitte aponta que mais de 70% da Geração Z priorizam o bem-estar psicológico, enquanto levantamento do LinkedIn com a PwC indica alta rotatividade voluntária no país, com cerca de 56% dos desligamentos por iniciativa dos profissionais. Empresas sem cultura estruturada e liderança emocional enfrentam perdas e dificuldade de retenção.

Jéssica Palin Martins, advogada e psicóloga, especialista em saúde emocional corporativa e fundadora da IntegraMente, afirma que o tema ganhou caráter estratégico e jurídico ao mesmo tempo. “A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 e a criação do Certificado de Empresa Promotora da Saúde Mental mudam o papel da gestão de pessoas. Não se trata mais de uma iniciativa opcional, mas de uma responsabilidade organizacional que precisa ser mensurada e acompanhada”, explica .

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1, por meio da Portaria nº 1.419/2024, passou a exigir que empresas incluam fatores psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, ao lado de agentes físicos, químicos e ergonômicos. 

Paralelamente, a Lei nº 14.831/2024 instituiu o Certificado de Empresa Promotora da Saúde Mental, criando critérios formais para reconhecimento de boas práticas. A combinação dessas medidas amplia a pressão por adequação e coloca a cultura organizacional no centro da estratégia de negócios.

Na prática, isso significa que lideranças precisam desenvolver novas competências. Segundo a especialista, empresas que conseguem estruturar esse processo colhem resultados diretos em engajamento e performance. “Quando o gestor entende o funcionamento emocional da equipe, ele reduz conflitos, melhora a comunicação e toma decisões mais assertivas. Isso impacta produtividade, clima e retenção de talentos”, afirma.

Além do impacto humano, há efeitos financeiros relevantes. Estudo da Gallup indica que o custo da rotatividade pode chegar a até 200% do salário anual de um colaborador, enquanto profissionais emocionalmente engajados são significativamente menos propensos a buscar novas oportunidades. A saúde mental deixa de ser apenas um benefício e passa a ser uma alavanca de resultado.

Apesar do avanço, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para sair do discurso e estruturar ações concretas. A principal falha, segundo Palin, está na ausência de diagnóstico. “Não é possível gerir o que não é medido. Muitas organizações falam sobre bem-estar, mas não possuem dados para entender o que realmente está acontecendo com as equipes”, diz.

Esse cenário tem impulsionado o uso de ferramentas de diagnóstico emocional, que permitem mapear comportamentos, identificar riscos e orientar planos de ação personalizados. A abordagem integra cultura organizacional, desenvolvimento de lideranças e acompanhamento contínuo, criando uma base mais consistente para decisões estratégicas.

O especialista aponta cinco estratégias para estruturar saúde mental, cultura e liderança nas empresas

A adoção de práticas estruturadas exige método e continuidade. Antes de implementar qualquer ação, é necessário compreender o estágio da empresa e os principais pontos de risco. A seguir, cinco estratégias apontadas pela especialista para iniciar esse processo de forma segura e eficaz:

  • Começar pelo diagnóstico emocional da equipe
    Mapear o perfil comportamental e os fatores de risco permite identificar pontos críticos antes que se tornem problemas estruturais. Sem essa etapa, as ações tendem a ser genéricas e pouco efetivas.
  • Integrar saúde mental à cultura organizacional
    O cuidado emocional precisa estar incorporado aos valores e práticas da empresa, e não restrito a iniciativas isoladas. Isso garante consistência e fortalece o engajamento interno.
  • Desenvolver lideranças preparadas para lidar com pessoas
    Gestores devem ser capacitados para interpretar comportamentos, conduzir conversas difíceis e oferecer feedbacks construtivos. A liderança é o principal canal de impacto na experiência do colaborador.
  • Estruturar planos de ação com base em dados
    A partir do diagnóstico, é fundamental definir estratégias personalizadas por equipe ou colaborador, com metas claras e acompanhamento contínuo.
  • Contar com apoio técnico especializado
    A implementação exige conhecimento psicológico e organizacional. Consultorias e plataformas especializadas ajudam a reduzir erros, acelerar resultados e garantir conformidade com as exigências legais.

Para Palin, o maior erro das empresas ainda é tratar o tema de forma superficial. “Não basta oferecer benefícios ou campanhas pontuais. O que gera resultado é a combinação entre diagnóstico, plano de ação e liderança preparada para executar”, afirma.

A tendência é que a pressão por resultados e conformidade aumente nos próximos meses, especialmente com a regulamentação do certificado federal. Empresas que se anteciparem devem ganhar vantagem competitiva tanto na atração quanto na retenção de talentos. “A saúde mental deixou de ser um tema de RH e passou a ser um tema de negócio. Quem entende isso primeiro, sai na frente”, conclui.

Sobre Jéssica Palin

Jéssica Palin Martins é advogada, psicóloga e especialista em saúde mental no ambiente corporativo, graduada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP), mestre em Direito pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e especialista em Intervenção Familiar Sistêmica pela pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, FAMERP . 

Fundadora da IntegraMente, desenvolveu uma metodologia que combina testes psicológicos validados com planos de ação estratégicos para lideranças e RHs. Sua atuação tem como foco no gerenciamento de riscos ocupacionais deve abranger os riscos que decorrem dos agentes físicos, químicos, biológicos, riscos de acidentes e riscos relacionados aos fatores ergonômicos, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.

Seu trabalho ganhou relevância especialmente após a publicação da Lei 14.831/2024, que instituiu o Certificado de Empresa Promotora da Saúde Mental. A norma, já aprovada e aguardando regulamentação, estabelece critérios claros para a promoção da saúde emocional no trabalho. 

Paralelamente, a Portaria nº 1.419 do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada em 27 de agosto de 2024 (DOU de 28 28/08/2024 - Seção 1),  que aprova a nova redação do capítulo “1.5 Gerenciamento de Riscos Ocupacionais” e altera o “Anexo I – Termos e definições” da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que incluiu oficialmente os fatores psicossociais como riscos ocupacionais, reforçando a necessidade de estratégias corporativas de prevenção.

Contato e redes oficiais: 

Instagram @jessicapalinmartins e  Linkedin

Sugestão de fonte: clique aqui

Sobre a Palin & Martins

Fundada em São José do Rio Preto (SP), a Palin & Martins é uma consultoria especializada em gestão tributária para o agronegócio, com atuação em todo o território nacional. A empresa é referência na recuperação de créditos de ICMS, conformidade fiscal e reestruturação estratégica, com foco em produtores rurais, empresas do agro e exportadores.

Sob a liderança de Altair Heitor, contador e psicólogo com mais de 22 anos de experiência, e da advogada e psicóloga Jéssica Palin Martins, a consultoria já movimentou mais de R$ 629 milhões em créditos tributários para seus clientes.

Reconhecida por aliar precisão técnica, inteligência de dados e abordagem humanizada, a Palin & Martins atua diretamente na conversão de tributos em ativos financeiros legítimos. Além disso, oferece mentorias e treinamentos voltados à capacitação de empresários e profissionais do setor. Acesse palinemartins.com.br

Fontes de pesquisa

Deloitte
https://www2.deloitte.com/global/en/pages/about-deloitte/articles/gx-genzmillennialsurvey.html

LinkedIn e PwC Global Talent Trends Report
https://business.linkedin.com/talent-solutions/resources/talent-trends

Gallup
https://www.gallup.com/workplace/247391/fixable-problem-costing-businesses-trillion.aspx

Ministério do Trabalho e Emprego – Portaria nº 1.419/2024

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mte-n-1.419-de-27-de-agosto-de-2024

Presidência da República – Lei nº 14.831/2024
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14831.htm

 

  

 




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