09/05/2026 08h00
Dia das Mães: o que fazer para não estourar o orçamento com presentes?
Educadora financeira da Rico mostra como fazer escolhas mais conscientes e evitar gastos por impulso na data
Com o Dia das Mães já neste fim de semana, o movimento no varejo segue forte — mas com uma mudança importante no comportamento do consumidor: menos impulso e mais planejamento.
Um levantamento da PiniOn com 1.000 pessoas em todo o Brasil mostra que, apesar da data continuar relevante, os brasileiros estão mais cautelosos, influenciados pelo contexto econômico, pelo aumento da inadimplência e pela priorização da reorganização financeira.
Ainda assim, o desejo de celebrar segue alto. A intenção de presentear subiu para 75% em 2026, ante 63% no ano anterior. O que muda é a forma de escolher: mais consciência, busca por custo-benefício e valorização de presentes com significado.
“O que antes era marcado por uma corrida às compras passa a ser, cada vez mais, um exercício de planejamento para celebrar o Dia das Mães sem comprometer o orçamento”, explica Thaisa Durso, educadora financeira da Rico.
Descontos e planejamento guiam decisão
Entre os principais critérios de escolha, promoções e descontos lideram: 42% dos entrevistados apontam esse fator como decisivo na hora de comprar o presente.
O comportamento também ficou mais estratégico. O consumidor está mais aberto a comparar preços e alternar entre canais: a parcela que pretende comprar tanto em lojas físicas quanto online subiu de 31% para 38%, enquanto a preferência exclusiva por lojas físicas caiu de 45% para 36%.
“Avaliar cada oportunidade com calma auxilia na prevenção de equívocos que, posteriormente, podem gerar tanto dificuldades financeiras quanto arrependimento”, afirma Thaisa.
Presente com utilidade e intenção ganha espaço
Outro ponto que ganha força é a escuta. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados afirmam que a mãe ou a pessoa homenageada já disse o que gostaria de ganhar.
Para a educadora financeira, esse dado reforça a importância de escolhas mais assertivas.
“Um presente escolhido com foco na utilidade e na intenção genuína pode adquirir um significado muito mais profundo”, diz.
Experiências superam produtos
Mais do que itens materiais, experiências vêm ganhando espaço. Passeios fora de casa — como almoços ou momentos em família — cresceram de 10% para 16%, sendo o tipo de comemoração que mais avançou no período.
“Para muitas mães, o que realmente faz falta não é um produto, mas momentos de qualidade ao lado da família. Presentear com experiências é investir em algo que transcende o material”, afirma Thaisa.
Presente pode ir além do consumo — e virar investimento
Outra tendência destacada é o uso da tecnologia como aliada na hora de consumir com mais consciência. Ferramentas como cashback e investback permitem que parte do valor gasto retorne como investimento.
Além disso, presentes financeiros também ganham espaço — especialmente quando conectados a objetivos de médio e longo prazo.
A própria pesquisa mostra um descompasso relevante: 22% das mães gostariam de ganhar uma viagem, mas apenas 2% dos filhos pretendem dar esse tipo de presente.
“Algumas escolhas têm o poder de abrir caminhos para sonhos que antes existiam apenas no plano dos desejos”, afirma a educadora.
Para ilustrar esse potencial, a Rico simulou um cenário simples de investimento:
Simulação de presente financeiro (2 anos)
Ao final de dois anos, o valor acumulado chega a quase R$ 3 mil líquidos, com base em uma rentabilidade estimada pela Selic atual de 14,50% ao ano.
Formas de pagamento exigem atenção
Além da escolha do presente, o pagamento também entra no radar. Sempre que possível, o pagamento à vista é o mais indicado, principalmente quando há descontos.
O cartão de crédito pode ser um aliado quando usado com disciplina, permitindo aproveitar recompensas em compras já programadas, como descontos em marcas selecionadas, investback e pontos que podem ser trocados por outros benefícios, sempre evitando o crédito rotativo.
“É importante ressaltar que o cartão não deve ser encarado como complemento de renda, mas como uma ferramenta de organização financeira”, reforça Thaisa.
6 formas inteligentes de presentear no Dia das Mães
Diante desse cenário, a educadora financeira lista seis caminhos para celebrar a data sem comprometer o orçamento:
- Priorizar a utilidade real do presente
- Antecipar compras para evitar preços mais altos
- Usar tecnologia a favor da economia
- Ter consciência na forma de pagamento
- Apostar em experiências compartilhadas
- Considerar presentes que incentivem sonhos e investimentos
Afeto segue no centro — mesmo com orçamento apertado
Apesar das mudanças no consumo, o principal não muda: o significado da data.
“Consumir de forma consciente e planejada é a maior demonstração de responsabilidade financeira, permitindo celebrar o Dia das Mães com carinho, sem comprometer o orçamento”, afirma Thaisa.
Em um cenário de maior cautela, o Dia das Mães de 2026 reforça uma tendência: menos impulso, mais intenção — e um olhar mais atento para o que realmente importa.



