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Investimento em ESG é reconhecido por consumidores e mercado, comprovam pesquisas


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21/05/2026 16h52

Investimento em ESG é reconhecido por consumidores e mercado, comprovam pesquisas

Ana Beatriz Manso Assessora de Comunicação Digital


As ações ambientais são as mais valorizadas, outras práticas ESG requerem maior conscientização

A responsabilidade com questões ambientais, sociais e de governança, conhecida como ESG (Environmental, Social, and Governance) já integra a agenda prática de muitas indústrias. Mas diante dos investimentos necessários para implantar essas boas práticas surge uma questão crucial. Será que o mercado e o consumidor percebem e escolhem essas marcas? Existem retornos financeiros além da imagem de uma empresa responsável com o colaborador, o social e o meio ambiente?

Para responder à essas questões, pesquisas foram realizadas e comprovaram que compensa sim! Vamos verificar algumas apurações dos últimos cinco anos. Um dos estudos, do Instituto Qualibest, revelou que 89% dos brasileiros declararam ser muito importante que as empresas tenham ações de ESG na agenda, embora 7 a cada 10 pessoas entrevistadas não conhecessem a sigla, depois de esclarecidas sobre o que significa entenderam e aprovaram o conceito.

Entre as ações mais valorizadas pelo público entrevistado, as que envolvem conservação do meio ambiente tiveram maior grau de importância e tiveram menos importância temas relacionados à diversidade, o que desperta a necessidade de sensibilizar a população para essa outra questão. 

Um ponto muito importante para implantar a agenda ESG, é conhecer linhas de crédito especialmente voltadas para a descarbonização industrial, como detalhado no portal A Voz da Indústria. São diversas possibilidades de fomento disponíveis para a aquisição de tecnologias de baixo carbono. Uma delas é o Fundo Clima do BNDES, que apresenta financiamentos com taxas de juros reduzidos para projetos de eficiência energética, energias renováveis, transporte sustentável e gestão de resíduos.

Em contato constante com o consumidor final, a Associação Paulista de Supermercados (Apas), divulgou pesquisa inédita em 2023 em que 95% dos brasileiros dão prioridade para produtos e serviços de empresas que investem em práticas sustentáveis. Além disso, 64% já deixaram de consumir uma marca ou frequentar um estabelecimento ao saber que a empresa ou seus funcionários não tiveram um comportamento ético.

Outra pesquisa, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), que representa bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras, focou em instituições financeiras com agenda ESG no quarto levantamento Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais, em parceria com o Datafolha. 

O resultado mostrou que a sustentabilidade é o tema mais valorizado pelas instituições. A média geral de importância dada à sustentabilidade ficou em 7,9, uma nota alta, ainda que com leve queda em relação aos 8,2 registrados na edição anterior.

Mas e se a indústria não adotar práticas de ESG? Isso pode ser prejudicial? Para responder a isso, uma revisão conduzida pelo NYU Stern Center for Sustainable Business publicada em 2025, analisou mais de 1.000 estudos acadêmicos e identificou que, a maioria das pesquisas aponta uma relação positiva e neutra entre práticas ESG e desempenho financeiro, com apenas uma pequena parcela indicando impactos negativos. 

Na mesma linha, análises da McKinsey & Company indicam que empresas com forte gestão de riscos ESG tendem a apresentar menor custo de equity, já que são percebidas como menos arriscadas por investidores. Ou seja, ignorar a agenda deixou de ser neutro: passou a ser financeiramente prejudicial.

No campo da reputação, os impactos são igualmente mensuráveis. Evidências mostram que práticas ESG fortalecem a imagem corporativa, aumentam a confiança de stakeholders e ampliam a competitividade dos produtos. Esse ganho reputacional se traduz em relações mais sólidas com clientes, fornecedores e parceiros, algo particularmente crítico em cadeias industriais globalizadas, onde critérios de sustentabilidade já são exigência de entrada.

Além disso, o ESG tem sido associado ao aumento da resiliência corporativa. Empresas com melhor desempenho nesses critérios conseguem alocar capital de forma mais eficiente, reduzir custos operacionais e responder melhor a crises, segundo análises com milhares de companhias industriais. Em um cenário de volatilidade econômica e pressão por eficiência, esse fator ganha ainda mais relevância.

Diante desse cenário, a provocação inicial encontra resposta nos dados: sim, investir em ESG compensa, mas não apenas como estratégia de reputação. Trata-se de um vetor de competitividade, acesso a capital e sobrevivência no longo prazo. Para a indústria brasileira, o desafio agora não é mais aderir ao discurso, mas transformar diretrizes em prática consistente e mensurável. 
 

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