27/05/2026 08h46
Dados do MAPA apontam avanço dos híbridos de braquiária no mercado forrageiro
A busca por maior estabilidade produtiva e previsibilidade no campo vem fortalecendo gradualmente o mercado de híbridos forrageiros no Brasil. Em um cenário marcado por ajustes na produção de sementes tropicais, materiais híbridos têm demonstrado maior resiliência e consistência de desempenho em comparação às braquiárias convencionais, consolidando espaço sobretudo entre produtores que priorizam desempenho técnico, previsibilidade e segurança produtiva ao longo das safras.
É nesse contexto que o Mavuno, híbrido da Wolf Seeds, amplia sua presença no mercado e reforça seu posicionamento dentro da categoria. Segundo Alexander Wolf, CEO da Wolf Seeds, o segmento tem evidenciado uma mudança gradual no perfil de escolha do produtor rural.
“Os híbridos vêm mostrando melhor desempenho de mercado porque entregam uma proposta técnica mais alinhada ao que o produtor busca hoje: previsibilidade, segurança produtiva e materiais mais consistentes, com menor oscilação de resultado em diferentes condições de manejo e ambiente”, afirma.
Dados do SIGEF - Módulo de Controle da Produção de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária relativos à safra 2025/2026 mostram movimento de maior estabilidade entre os híbridos. Enquanto o mercado total apresentou retração nas áreas inscritas, os híbridos tiveram redução proporcionalmente menorDentro desse cenário, o Mavuno registrou crescimento de 15% em área de produção, passando de 1.796 hectares para 2.067 hectares na comparação com a safra anterior. O mapeamento também aponta que a braquiária híbrida desenvolvida pela Wolf Seeds possui atualmente a maior área inscrita entre os híbridos nesta safra.
Segundo o executivo, o avanço reflete um processo gradual de consolidação da categoria no mercado brasileiro de forrageiras.
“O produtor tem olhado cada vez mais para materiais que consigam entregar desempenho consistente mesmo em cenários mais desafiadores, com estabilidade produtiva, maior uniformidade de desenvolvimento e melhor resposta em sistemas mais intensivos”, destaca.
Além do desempenho dos híbridos, os dados do SIGEF mostram que parte importante das braquiárias convencionais sofreu retração nas áreas de produção, como a B. ruziziensis, que apresentou queda de 59% nas áreas inscritas na comparação entre as safras 2024/2025 e 2025/2026.
De acordo com o CEO da Wolf, o comportamento do mercado reforça uma tendência de maior seletividade técnica por parte do produtor. “O mercado está amadurecendo. Hoje existe uma preocupação muito maior com estabilidade, eficiência, adaptação e capacidade de entrega do material ao longo das safras. Esse movimento favorece materiais mais consistentes tecnicamente, com maior previsibilidade produtiva e melhor capacidade de adaptação aos desafios atuais da pecuária”, conclui.
Wolf Seeds
Com sede em Ribeirão Preto (SP), a Wolf Seeds contribui há 50 anos com a pecuária nacional e internacional. Apoiada fortemente no controle de qualidade e gestão, a Wolf Seeds foi pioneira do segmento de pastagem a obter em 2008 a certificação de qualidade ISO 9001. A empresa é associada às principais entidades dos setores onde atua, como Unipasto e ABCZ. Com atuação em todo território nacional, também exporta para mais de 65 países.



