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Governo de SP desarticula caça ilegal e prende foragido em operação contra crimes ambientais na Mata Atlântica


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01/06/2026 14h05

Governo de SP desarticula caça ilegal e prende foragido em operação contra crimes ambientais na Mata Atlântica

Everton Souza


Primeira grande ação da nova Diretoria de Proteção Ambiental destruiu seis ranchos usados pro caçadores ilegais e nove armadilhas em oito dias de fiscalização em Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela

 

 

 

Uma operação conjunta do Governo de São Paulo prendeu um foragido da Justiça, apreendeu armas e munição e destruiu ranchos clandestinos e armadilhas usados por caçadores ilegais no Litoral Norte paulista. Batizada de Venatores, do latim caçadores, a ação inédita foi realizada por meio da Fundação Florestal (vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística - Semil) em parceria com a Polícia Militar Ambiental, mobilizando 90 agentes ao longo de oito dias (20 a 27 de maio) que percorreram 50 km em dez trilhas nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, todos com Unidades de Conservação da Mata Atlântica. Esta foi a primeira grande operação de combate à caça ilegal na região após a criação da Diretoria de Proteção Ambiental da Fundação Florestal, no início de 2026, e teve como foco, além do combate à caça ilegal de animais silvestres, à degradação florestal e a outros crimes ambientais na região.

Ao longo de mais de 38 horas de atividades em campo, as equipes de fiscalização percorreram mais de 50 quilômetros em 10 trilhas na região. As ações resultaram na prisão de um foragido da Justiça. Também houve a localização e a destruição de seis ranchos clandestinos, nove jiraus e trepeiros utilizados para a caça e duas cevas (estruturas utilizadas para atrair animais silvestres). A operação também apreendeu munição e armamento ilegal.

Para o diretor de proteção ambiental da Fundação Florestal, Adriano Candeias, a operação representa um avanço decisivo na proteção da Mata Atlântica paulista: “O esforço conjunto demonstra que a união de inteligência, planejamento e presença territorial é o caminho mais eficiente para proteger nossas Unidades de Conservação e desarticular os crimes que ameaçam a biodiversidade da Mata Atlântica no Litoral Norte", destaca

A operação ocorreu de forma contínua entre os dias 20 e 27 de maio de 2026 e cobriu pontos estratégicos e de alta vulnerabilidade nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela. O patrulhamento e as incursões terrestres e marítimas concentraram-se no Parque Estadual Serra do Mar (Núcleos Picinguaba, Caraguatatuba e São Sebastião), no Parque Estadual de Ilhabela e na Área de Proteção Ambiental (APA) Marinha do Litoral Norte.

"A complexidade da Operação Venatores exigiu o uso de inteligência, tecnologia de ponta e um forte empenho terrestre e marítimo para sufocar a logística da caça ilegal em pontos críticos de conservação no Estado de São Paulo. Nosso compromisso é manter uma atuação permanente, integrada e rigorosa na defesa das espécies ameaçadas e do equilíbrio ecológico paulista”, explica o major da Polícia Militar Ambiental de São Paulo, Barra.

Mobilização e Efetivo Total

Ao longo dos oito dias de atividades integradas, a força-tarefa mobilizou um contingente total de 90 profissionais, apoiados por uma infraestrutura de 33 viaturas terrestres e 2 embarcações.

Dinâmica e Cronograma das Ações

A estratégia consistiu em uma presença territorial escalonada e adaptada a cada localidade, alternando o foco de atuação para otimizar os recursos humanos e logísticos.

Nos dias 20 e 21, a operação teve início com forte presença em Ubatuba. Durante os dias 22 e 23, as equipes deslocaram-se para o Núcleo Caraguatatuba do PESM. Nos dias 24 e 25, a fiscalização avançou pelas áreas de mata densa em São Sebastião. No dia 26, houve o emprego simultâneo das embarcações marítimas e das equipes operacionais para cobrir o Parque Estadual e o entorno insular da região. Já no último dia (27/05), a operação marcou o ápice da mobilização em Ubatuba, com um esforço concentrado das equipes operacionais.

Inovação, Tecnologia e Impacto na Conservação

Para garantir a eficiência no monitoramento de áreas remotas e de difícil acesso na Mata Atlântica, as equipes utilizaram serviços de inteligência de ponta, monitoramento aéreo, tecnologias de rastreamento avançadas e redes de satélite. Também houve minuciosas investigações de campo pelos agentes.

A integração entre a Fundação Florestal e a Polícia Militar Ambiental reforça a eficácia dos planos integrados de proteção do Governo de São Paulo. Além de combater o crime diretamente, a ação assegura a sobrevivência de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, resguardando o equilíbrio ecológico e os serviços ambientais vitais que as florestas do Litoral Norte prestam à sociedade paulista.

 

  

 




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