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- mell280
25/06/2026 09h29
Clima irregular e pragas desafiam milho às vésperas da colheita
Graziele Oliveira
Conab aponta que o período seco afeta produtividade do Cerrado
Com a aproximação do inverno e o fim do ciclo produtivo, o milho de segunda safra entra em um dos períodos mais sensíveis. Responsável por cerca de 70% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a antiga “safrinha” exige atenção especial nesta fase para minimizar riscos.
“Historicamente, no fim do outono e a chegada do inverno há redução da umidade do solo no MATOPIBA e em importantes áreas do Centro-Oeste. Esse cenário aumenta o risco para lavouras plantadas fora da janela ideal, ainda mais neste momento em que a cultura entra em fases sensíveis do desenvolvimento”, destaca Manoel Álvares, Gerente de Inteligência de Mercado, da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada de ponta a ponta para grandes agricultores do Cerrado.
Com base em dados da própria Conab, no Maranhão o atraso na colheita da soja reduziu em 19,6% a janela de plantio do milho segunda safra, levando parte dos produtores a migrar para culturas mais tolerantes ao estresse hídrico. No Piauí, a irregularidade das chuvas encurtou o calendário agrícola e impôs desafios ao enchimento de grãos.
Já em Tocantins, algumas lavouras dependem da continuidade das precipitações para manter o potencial produtivo. Em Mato Grosso, apesar da queda das chuvas no mês abril ter afetado áreas pontuais, o plantio dentro da janela recomendada ajudou o desenvolvimento. Na Bahia, o período chuvoso mais prolongado favorece o desenvolvimento das lavouras e até a implantação de sistemas mais tardios.
Com o avanço do ciclo e mudanças climáticas típicas da transição para o inverno, a presença de pragas também aumenta. Na Bahia, produtores relatam aumento na incidência de cigarrinhas e lagartas, o que ainda não comprometeu a produtividade, mas é uma preocupação.
“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso. O clima mais seco e a instabilidade das chuvas criam um ambiente que contribui para ocorrência de estresses fisiológicos e aumento da presença de insetos. Quem perde a janela de controle pode comprometer o teto produtivo da lavoura”, finaliza Manoel.
Sobre a ORÍGEO
Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Para mais informações, acesse origeo.com
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