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Saúde musculoesquelética: quando buscar um especialista?


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  • mell280

25/06/2026 19h05

Saúde musculoesquelética: quando buscar um especialista?

assessoria


A dor musculoesquelética pode afetar músculos, ossos, articulações, ligamentos e tendões

 

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As doenças musculoesqueléticas afetam cerca de 1,7 bilhão de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, as condições mais comuns incluem artrite, artrose, dor lombar e osteoporose, atingindo 21% da população. 

 

De acordo com o Ministério da Saúde, as dores musculoesqueléticas representam o problema de saúde mais frequente entre pessoas de 15 e 64 anos. Além de serem a principal causa de aposentadoria precoce nessa faixa etária, também estão entre os maiores motivos de tratamentos prolongados e incapacidade funcional. A incidência tende a ser maior entre idosos com mais de 80 anos e mulheres. 

 

A dor musculoesquelética pode acometer músculos, ossos, articulações, ligamentos e tendões, provocando sintomas como dor persistente, rigidez e redução de mobilidade. Traumas, esforço excessivo e condições crônicas estão entre as causas mais frequentes.

 

Entre os fatores de risco associados ao desenvolvimento das doenças musculoesqueléticas estão o envelhecimento, excesso de peso, sedentarismo e atividades laborais que exigem esforço físico.

Identificando a dor

Para o paciente, saber diferenciar dores comuns de problemas musculoesqueléticos mais graves é fundamental. A chamada dor muscular tardia, por exemplo, costuma surgir entre 24h e 48h após esforço físico. Nesses casos, o desconforto geralmente é mais difuso, aparece nos dois lados do corpo e tende a melhorar com movimentos leves e repouso. 

 

Já a dor musculoesquelética tende a ser mais localizada, intensa, súbita e persistente. Em alguns casos, pode causar dificuldade de movimentação, inchaço, vermelhidão ou hematomas. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, dores que não melhoram após cinco dias de descanso merecem atenção especializada.

 

Muitas pessoas optam por se automedicar ou esperam o problema passar, o que pode agravar desequilíbrios musculares, inflamações ou má postura. É importante procurar orientação médica quando a dor limita movimentos, piora mesmo após o repouso ou vem acompanhada de inchaço rápido e roxidão.

 

Nesse caso, entender o que faz um médico ortopedista pode ajudar o paciente a buscar uma avaliação adequada. O diagnóstico costuma envolver exames clínicos e de imagem, como ressonância magnética e ultrassonografia, utilizados para identificar a origem da dor e descartar hipóteses, como inflamações ou rupturas.

 

Durante o processo, muitas pessoas também têm dúvidas sobre quanto tempo demora a ressonância magnética. O exame dura entre 20 a 60 minutos e pode ser um dos primeiros passos para um diagnóstico mais preciso de condições musculoesqueléticas.

Quando a dor se torna crônica?

De acordo com informações da Rede D’Or, a dor aguda funciona como um mecanismo de proteção do organismo, sinalizando que houve alguma lesão ou dano nos tecidos. Em muitos casos, ela tende a melhorar com repouso adequado. 

 

No entanto, quando o desconforto persiste por mais de três meses, o quadro passa a ser classificado como dor crônica. Esse tipo de condição pode surgir após lesões ou inflamações aparentemente leves e, em alguns casos, continuar mesmo após a cicatrização da área afetada. Nesse estágio, a dor deixa de ser um sintoma e se torna uma doença.

Prevenindo lesões

A prevenção de lesões musculoesqueléticas envolve hábitos simples, mas importantes para proteger músculos, tendões e articulações. Antes da prática de exercícios, por exemplo, é recomendado realizar um aquecimento leve, preparando o corpo para a atividade.

 

Também é essencial aumentar cargas, velocidade e duração do treino de forma gradual, evitando a sobrecarga. Outro ponto chave é respeitar o tempo de descanso e recuperação, já que os músculos precisam de tempo para se regenerar e fortalecer. 

 

Além disso, manter uma postura adequada, tanto na execução dos exercícios quanto na rotina de trabalho, contribui para evitar lesões a longo prazo.






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  • Nelson Dias12
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