PUBLICIDADE

Telepatia capta US$ 33 milhões em Série A liderada pela a16z para acelerar uso de agentes de IA na saúde na América Latina


PUBLICIDADE
  • mell280

26/06/2026 11h02

Telepatia capta US$ 33 milhões em Série A liderada pela a16z para acelerar uso de agentes de IA na saúde na América Latina

Amanda Carbonera


Healthtech desenvolve plataforma clínica que atua como copiloto para médicos, alcança mais de 14 milhões de pacientes, em cinco países, e reforça o potencial da região para saltar etapas na modernização dos sistemas de saúde

 

– A Telepatia AI, healthtech que desenvolve agentes de inteligência artificial para apoiar médicos durante o atendimento, anunciou uma rodada Série A de US$ 33 milhões liderada pela Andreessen Horowitz, a16z, elevando seu financiamento total para US$ 42 milhões. O capital será usado para acelerar a expansão da companhia na América Latina, onde sua plataforma clínica de IA já está em operação em mais de 20 sistemas hospitalares no Brasil, na Colômbia, na Argentina, no Chile e no México, atendendo mais de 14 milhões de pacientes.

Entre os investidores-anjo da Telepatia AI estão Shyam Sankar, CTO da Palantir; Simón Borrero, fundador da Rappi; e David Vélez, fundador do Nubank.

A plataforma da Telepatia funciona como um copiloto clínico: acompanha consultas, transcreve automaticamente o atendimento, estrutura o prontuário e sugere condutas com base em evidências, diretrizes clínicas e protocolos institucionais. A proposta é ampliar a capacidade dos profissionais de saúde, reduzir tarefas administrativas e dar mais visibilidade aos hospitais sobre suas operações clínicas.

Um momento decisivo para a saúde na América Latina

A América Latina representa uma das oportunidades mais relevantes e ainda subestimadas da saúde global. A região reúne um mercado de saúde de US$ 700 bilhões e mais de 700 milhões de pessoas, mas segue historicamente pouco atendida por tecnologia e com infraestrutura limitada.

Apesar de destinar cerca de 9% do PIB à saúde, patamar comparável ao de países da OCDE, Brasil e Colômbia têm aproximadamente dois médicos por mil habitantes, metade da média dos mercados desenvolvidos. Na região como um todo, há 43% menos médicos e 65% menos enfermeiros per capita do que em países da OCDE.

Esse desequilíbrio pressiona os sistemas públicos e privados. A demanda por atendimento cresce com o envelhecimento da população, a ampliação do acesso e o aumento da complexidade clínica. A oferta, por outro lado, segue limitada pela escassez de médicos, enfermeiros e especialistas. Nesse cenário, a Telepatia aposta na IA como uma alavanca estrutural para aumentar a produtividade dos profissionais de saúde e melhorar a eficiência dos sistemas hospitalares.

IA como solução estrutural

A Telepatia começou com uma IA Redatora, para transcrição automática e estruturação de prontuário, e evoluiu para uma plataforma mais ampla, que hoje inclui IA Conselheira, IA Enfermeira e IA Auditora, todos integrados a diferentes fontes de dados clínicos. Com os agentes da empresa, os hospitais passam a ter visibilidade em tempo real sobre suas operações clínicas. 

Na América Latina, a adoção desse tipo de tecnologia tende a responder a uma necessidade concreta. Em muitos contextos, o uso de IA por médicos de atenção primária, enfermeiros e equipes clínicas não substitui um especialista disponível, ele amplia a capacidade de atendimento em cenários nos quais o sistema já opera com escassez de profissionais. Essa diferença ajuda a explicar por que ferramentas clínicas podem chegar aos pacientes da região mais rapidamente do que em mercados como Estados Unidos e Europa.

Desde seu lançamento comercial, em julho de 2025, a Telepatia alcançou 90% de adoção institucional, com médicos usando o produto, em média, oito horas por dia. A adesão a protocolos subiu de 84% para 99%, e os médicos economizam, em média, 1,7 hora por dia. Incubada em Stanford, a plataforma foi treinada com literatura revisada por pares, diretrizes clínicas nacionais e os protocolos próprios de cada instituição.

Menos de um ano após o lançamento, a Telepatia já alcança dezenas de milhões de pacientes, o equivalente a 2% da população da região.

“O verdadeiro teste de qualquer ferramenta clínica é saber se os médicos de fato a utilizam. Nossos médicos usam a Telepatia oito horas por dia. Nunca vimos uma adoção como essa. Isso é retorno sobre investimento quantificável”, afirma José Henrique Dias Salvador, CEO do Mater Dei.

“A IA não substituirá os médicos, mas médicos usando IA vão redefinir o padrão de atendimento”, afirma Daisy Wolf, sócia da a16z. “O que torna a Telepatia excepcional é que essa transformação já está acontecendo: a empresa está profundamente integrada ao fluxo de trabalho diário de profissionais de saúde em vários países. Esse nível de adoção no mundo real é o que transforma a IA de promessa em infraestrutura, e posiciona a Telepatia para definir o futuro da saúde em um dos mercados mais importantes do mundo.”

Uma missão pessoal

O nome Telepatia vem do apelido do falecido pai do fundador Nicolás Abad, um médico colombiano conhecido por sua memória fotográfica, que morreu aos 58 anos por uma causa evitável. Quatro das cinco pessoas mais próximas de Abad, seu pai, sua irmã, seu avô e sua madrinha, são médicos.

“Estamos construindo o produto que poderia ter salvado meu pai como paciente, e que ele teria amado como médico”, afirma Nicolás Abad, fundador e CEO da Telepatia.

Sobre a Telepatia

A Telepatia AI é uma healthtech que desenvolve agentes de inteligência artificial para apoiar médicos durante o atendimento. Sua plataforma funciona como um “copiloto”,  que acompanha consultas, transcreve automaticamente o atendimento, estrutura o prontuário e sugere condutas com base em evidências e protocolos institucionais. A companhia atua no Brasil, na Colômbia, na Argentina, no México e no Chile, em parceria com instituições de saúde para oferecer suporte à decisão clínica, automação de prontuários e inteligência operacional em escala. 

 



 




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
  • academia374
  • Nelson Dias12
PUBLICIDADE