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Empresas perdem dinheiro ao separar jurídico e contabilidade na tomada de decisão


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  • mell280

07/07/2026 11h54

Empresas perdem dinheiro ao separar jurídico e contabilidade na tomada de decisão

Carolina Lara


Modelo ainda comum nas empresas compromete crescimento, amplia riscos fiscais e reduz capacidade de reação diante de mudanças regulatórias 

 

 

A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE, com avanço de 3,7% no setor de serviços e alta de 3,3% no consumo das famílias, movimento que reflete maior atividade empresarial no país. Ao mesmo tempo, a Receita Federal informou que a autorregularização decorrente do acompanhamento de grandes contribuintes pessoa jurídica alcançou R$58,2 bilhões em 2025, alta de 27% em relação ao ano anterior. O avanço dos mecanismos de controle reforça um alerta para empresas que ainda operam com áreas estratégicas desconectadas. 

Para Mayra Saitta, advogada, especialista em direito empresarial e fundadora do Grupo Saitta, a falta de integração entre contabilidade e jurídico compromete decisões e amplia riscos evitáveis. “Empresa que trata contábil e jurídico como áreas separadas toma decisão sem visão completa. Isso custa caro. O empresário acredita que está apenas dividindo responsabilidades, mas muitas vezes está fragmentando informações que deveriam orientar a estratégia do negócio.”

Reforma tributária eleva a pressão por decisões mais precisas

O alerta ganha ainda mais relevância em meio à regulamentação da reforma tributária, que exigirá das empresas revisão de contratos, reestruturação fiscal, ajustes de precificação e reorganização de processos internos. Sem leitura integrada, decisões aparentemente simples podem gerar impactos financeiros relevantes no médio prazo.

Expansão societária, aquisição de ativos, renegociação contratual, reorganização tributária, abertura de novas unidades ou contratação de executivos exigem leitura simultânea de impacto jurídico, reflexo contábil, exposição tributária e segurança patrimonial. “É comum encontrar empresas que assinam contratos sem avaliar impactos fiscais, reorganizam a estrutura financeira sem considerar passivos jurídicos ou avançam em crescimento sem revisar riscos regulatórios. O problema é que o prejuízo raramente aparece na assinatura. Ele surge depois, no caixa, no contencioso ou no bloqueio de crescimento.”

Pequenas e médias estão mais expostas

A fragilidade tende a ser ainda maior entre pequenas e médias empresas, onde a centralização de decisões no empreendedor costuma reduzir a profundidade técnica das análises. Com estruturas mais enxutas, muitos gestores acionam especialistas apenas quando a crise já está instalada.

Para Mayra, o modelo tradicional que posiciona jurídico e contabilidade apenas como áreas operacionais já não responde à complexidade atual dos negócios. “Contabilidade não deve apenas registrar fatos passados, assim como jurídico não existe apenas para resolver problemas depois que eles aparecem. Quando essas áreas trabalham juntas, a empresa antecipa riscos, protege patrimônio e melhora a qualidade das decisões.”

Na avaliação da executiva, a integração entre áreas deixou de ser ganho operacional e passou a ser elemento de governança. “Quem cresce com pontos cegos técnicos normalmente paga essa conta depois. Dependendo do erro, o custo pode comprometer caixa, reputação e até a continuidade da empresa.”

Sobre Mayra Saitta

Advogada, contadora e empresária, Mayra Saitta é fundadora do Grupo Saitta, hub de contabilidade, direito empresarial, marketing e educação corporativa com atuação no Brasil, Estados Unidos e Europa. Nascida em Praia Grande (SP) e graduada em Ciências Contábeis e Direito, ela se especializou em Direito Empresarial e construiu uma trajetória marcada pela inovação em gestão e pela defesa do protagonismo feminino nos negócios. Em 2024, foi homenageada pela Câmara Municipal de Praia Grande com o diploma Graziela Diaz Sterque, em reconhecimento às suas contribuições à comunidade e ao desenvolvimento local.

Em 2025, lançou o livro A mente ágil do líder: como liderar com flexibilidade e propósito na era da inteligência artificial, no qual apresenta reflexões sobre liderança e transformação digital. Idealizadora do Saitta Day, evento que reúne empresários e especialistas para impulsionar o empreendedorismo na Baixada Santista, Mayra é reconhecida por unir visão estratégica, propósito e impacto social em sua atuação.

Para mais informações, acesse o site, linkedin ou pelo instagram

Sugestão de fonte: clique aqui

Sobre o Grupo Saitta

Há 15 anos, o Grupo Saitta atua como um hub de soluções integradas em contabilidade, advocacia, marketing e educação corporativa, com sede em Praia Grande (SP) e presença em todo o Brasil, além de uma carteira de clientes nos Estados Unidos e Europa. 

Reconhecido pelo Método Saitta, modelo próprio de gestão de processos, o grupo se consolidou pela capacidade de unir eficiência operacional, rigor no cumprimento de prazos e uma gestão humanizada, que valoriza a parceria e o desenvolvimento conjunto entre empresas e profissionais.

Pioneiro na Baixada Santista ao criar um setor de Customer Success voltado à experiência do cliente, o grupo também promove mentorias e programas de capacitação para líderes e empreendedores, com foco em produtividade, gestão inteligente e posicionamento estratégico. Sua missão é clara, fortalecer empresas e inspirar vidas, conectando pessoas, propósito e performance.

Fontes de pesquisa

Agência IBGE
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45969-pib-cresce-2-3-em-2025 

Receita Federal

https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2026/abril/receita-federal-apresenta-resultados-da-fiscalizacao-em-2025-e-planejamento-para-2026 

 

  


 




 





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