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Contratação flexível deixa de ser exceção e responde por quase 30% dos empregos criados nos cinco primeiros meses de 2026


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  • mell280

13/07/2026 13h12

Contratação flexível deixa de ser exceção e responde por quase 30% dos empregos criados nos cinco primeiros meses de 2026

assessoria


Dados do Novo Caged revelam avanço das modalidades de contratação não típicas, enquanto empresas adotam estratégias mais flexíveis para formar equipes em um mercado de trabalho mais seletivo

O mercado de trabalho brasileiro continua gerando empregos formais, mas os dados mostram que as modalidades de contratação consideradas não típicas vêm ganhando espaço. Entre janeiro e maio de 2026, o país registrou saldo positivo de 767.326 empregos formais, dos quais 223.425 foram criados por meio de vínculos classificados pelo Ministério do Trabalho nessa categoria. Isso significa que 29,1% do saldo positivo de empregos do período foi formado por modalidades como trabalho temporário, aprendizagem, contrato intermitente, jornada parcial e outros vínculos específicos previstos na legislação.

Embora a contratação por prazo indeterminado continue predominando no mercado, a participação crescente dessas modalidades chama atenção por indicar uma diversificação das estratégias de contratação adotadas pelas empresas diante de um ambiente econômico que exige maior capacidade de adaptação.

Para Renato Mendes, CEO da Mendes Talent, esse movimento reflete uma mudança na forma como as organizações estruturam suas equipes.

"A contratação flexível deixou de atender apenas demandas pontuais. Hoje ela faz parte do planejamento das empresas. Em um cenário de constantes mudanças, as organizações precisam responder rapidamente às oscilações do mercado e encontrar modelos que permitam ampliar equipes com agilidade, mantendo a qualidade das contratações."

O avanço dessas modalidades ocorre em um momento em que o ritmo de geração de empregos formais perdeu força. Depois de registrar saldo de 268.228 vagas em fevereiro e 228.924 em março, o Novo Caged apontou 79.526 empregos em abril e 72.960 em maio, o menor resultado para o mês desde 2020.

Na avaliação de Mendes, esse comportamento não significa que as empresas deixaram de contratar, mas que passaram a tomar decisões mais planejadas.

"As empresas continuam ampliando seus quadros, porém de forma mais criteriosa. Cada contratação envolve investimento, treinamento e adaptação. Por isso, muitas organizações passaram a combinar diferentes modalidades de vínculo conforme a necessidade de cada operação, reduzindo riscos e tornando a gestão da força de trabalho mais eficiente."

Outro indicador reforça o dinamismo do mercado. Entre janeiro e maio, foram registradas 11,7 milhões de admissões e 10,9 milhões de desligamentos, demonstrando intensa movimentação de trabalhadores, ainda que em um contexto de maior seletividade por parte das empresas.

Para o executivo, esse cenário amplia o papel estratégico das áreas de Recursos Humanos.

"Hoje, o desafio não é apenas preencher vagas. É entender quais competências serão necessárias para sustentar o crescimento do negócio, definir o modelo de contratação mais adequado para cada situação e reduzir o tempo entre a abertura da vaga e a chegada do profissional. O planejamento da força de trabalho passou a ser uma vantagem competitiva."

Os dados do Ministério do Trabalho mostram ainda que os vínculos classificados como não típicos já representam uma parcela relevante do mercado formal brasileiro. Em maio, o país contabilizava 5,27 milhões de trabalhadores nessa condição, evidenciando que essas modalidades deixaram de ocupar um espaço marginal nas relações de trabalho e passaram a integrar de forma consistente a estrutura do emprego formal.

O cenário também é observado nas projeções para o trabalho temporário. A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) estimou a formalização de cerca de 600 mil contratos temporários entre abril e junho de 2026, mantendo o mesmo patamar registrado no segundo trimestre do ano anterior. Segundo a entidade, aproximadamente 20% desses trabalhadores são efetivados ao término do contrato, demonstrando que essa modalidade tem sido utilizada não apenas para atender demandas sazonais, mas também como estratégia de recrutamento e seleção.

Para Renato Mendes, a tendência é que a contratação flexível continue ganhando espaço nos próximos meses, acompanhando a necessidade das empresas de equilibrar crescimento, produtividade e capacidade de adaptação.

"A contratação flexível não substitui os vínculos tradicionais. Ela amplia as possibilidades de gestão da força de trabalho e permite que as empresas respondam com mais rapidez às mudanças do mercado. Cada vez mais, o diferencial competitivo está na capacidade de planejar as equipes de acordo com as necessidades do negócio, conciliando agilidade, eficiência e desenvolvimento de talentos."

Sobre a Mendes Talent

Com mais de duas décadas de atuação no mercado b’’’rasileiro de recrutamento e seleção, a empresa se posiciona com foco em agilidade e qualidade na formação de equipes. A Mendes Talent desenvolve estratégias personalizadas para reduzir o tempo e os custos associados a posições em aberto, conectando profissionais qualificados a oportunidades alinhadas às demandas das organizações. Seu modelo de atuação combina equipes dedicadas e especialização por linhas de negócio, com ênfase em eficiência, assertividade e resultados.



 

 

 





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