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Dia do Comerciante mostra por que vender mais não basta para aumentar o lucro


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16/07/2026 09h14

Dia do Comerciante mostra por que vender mais não basta para aumentar o lucro

Carolina Lara


Fluxo de caixa, margem de contribuição, capital de giro e rentabilidade revelam mais sobre a saúde financeira de uma empresa do que apenas o faturamento. Especialista explica quais indicadores todo comerciante deveria acompanhar para aumentar a lucratividade

Celebrado em 16 de julho, o Dia do Comerciante chama a atenção para um desafio que faz parte da rotina de milhares de empresas brasileiras: muitos empresários sabem exatamente quanto vendem, mas não conseguem responder quanto realmente ganham. Em um momento em que o varejo enfrenta oscilações no consumo, indicadores como fluxo de caixa, margem de contribuição, capital de giro e rentabilidade tornaram-se essenciais para uma gestão financeira eficiente. Em abril de 2026, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 1,5% em relação ao mês anterior, segundo o IBGE, reforçando que preservar a saúde financeira da empresa depende muito mais do que aumentar o faturamento.

Para Vanderlei Goulart, contador e diretor-presidente da Meta Assessoria Empresarial, empresa especializada em soluções contábeis, fiscais e de gestão para empresas, um dos erros mais frequentes entre comerciantes é usar apenas o faturamento como referência para avaliar o desempenho do negócio. Segundo ele, decisões estratégicas exigem o acompanhamento de indicadores financeiros que mostram a capacidade da empresa de gerar lucro, manter o capital de giro e crescer com segurança.

"O faturamento não é sinônimo de lucro. O empresário pode vender mais todos os meses e, ainda assim, terminar o período com menos dinheiro disponível para investir ou até para manter a empresa funcionando. A gestão financeira começa quando se entende quanto realmente sobra depois de todos os custos da operação", afirma.

Os números que mostram se uma empresa realmente dá lucro

Na prática, cada indicador responde a uma pergunta diferente sobre o negócio. Enquanto o fluxo de caixa mostra a capacidade da empresa de cumprir seus compromissos financeiros, a margem de contribuição ajuda a identificar quais produtos ou serviços realmente geram lucro. Já o capital de giro garante continuidade às operações, e a rentabilidade revela se o retorno obtido compensa os investimentos realizados.

Na avaliação do contador, acompanhar esses números permite identificar desequilíbrios antes que eles comprometam a operação. "Quem monitora esses indicadores consegue perceber rapidamente quando os custos começam a crescer acima das receitas e pode corrigir a rota antes que o problema afete o caixa", explica.

Os erros que reduzem o lucro sem o comerciante perceber

Grande parte das dificuldades financeiras não começa quando as vendas caem, mas muito antes disso. Definir preços olhando apenas para a concorrência, manter estoques acima da necessidade, retirar recursos do caixa para despesas pessoais ou deixar de revisar custos operacionais são práticas que reduzem a rentabilidade de forma gradual e dificultam o crescimento da empresa.

Segundo o consultor empresarial, empresas que acompanham apenas o faturamento costumam descobrir tarde demais que a operação perdeu eficiência. "Quando o empresário conhece seus custos e acompanha os indicadores corretos, ele deixa de administrar pela intuição e passa a identificar com clareza onde a empresa ganha dinheiro e onde está perdendo margem."

Como aumentar o lucro sem depender apenas de vender mais

Entre as medidas que mais contribuem para fortalecer a gestão financeira e aumentar a lucratividade, Vanderlei destaca:

  • Acompanhar diariamente o fluxo de caixa para antecipar períodos de menor liquidez;
  • Revisar periodicamente a margem de contribuição dos produtos e concentrar esforços naqueles que realmente geram resultado;
  • Manter um capital de giro compatível com a necessidade da operação, reduzindo a dependência de crédito;
  • Atualizar a política de preços sempre que houver mudanças relevantes nos custos;
  • Transformar os indicadores financeiros em parte da rotina de gestão, utilizando essas informações para orientar decisões sobre compras, investimentos e crescimento.

Para Goulart, empresas que incorporam esses controles ao dia a dia conseguem tomar decisões mais seguras e aumentar a competitividade. "O lucro normalmente está escondido dentro da própria operação. Quando o empresário passa a acompanhar os indicadores financeiros certos, ele encontra oportunidades de melhorar os resultados sem depender exclusivamente de vender mais", conclui.

Sobre Vanderlei Goulart

Vanderlei Goulart é fundador, CEO e diretor-presidente da Meta Assessoria Empresarial, contador, perito contábil e consultor empresarial, com pós-graduação em Auditoria e Perícia e mais de 30 anos de atuação no mercado. Atua no suporte estratégico a empresas nas áreas de gestão contábil, fiscal, trabalhista e planejamento empresarial, com foco em tomada de decisão, eficiência operacional e sustentabilidade financeira dos negócios.

Também é instrutor da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), onde ministra treinamentos sobre gestão de crise, finanças e capacitações voltadas aos níveis tático e estratégico do varejo. É fonte para comentar temas relacionados a tributação, ambiente de negócios, varejo, gestão empresarial e impactos econômicos no setor produtivo .

Para mais informações, acesse Linkedin.

Sobre a Meta Contabilidade

A Meta Assessoria Empresarial é uma empresa especializada em soluções contábeis, fiscais e de gestão, com atuação direcionada ao desenvolvimento de negócios. A companhia atende empresários de diferentes segmentos, com presença relevante no varejo supermercadista, oferecendo suporte estratégico para organização e crescimento das operações.

Nos últimos anos, estruturou um modelo que integra contabilidade, tecnologia e gestão, com foco em eficiência operacional e apoio à tomada de decisão. A empresa também atua na formação de lideranças e na capacitação de gestores, conectando conhecimento técnico à aplicação prática dentro das empresas.

Para mais informações, acesse o site.

Fontes de Pesquisa

IBGE. Em abril, vendas no varejo recuam 1,5%. Agência IBGE Notícias.
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/47174-em-abril-vendas-no-varejo-recuam-1-5

IBGE. Pesquisa Mensal de Comércio.
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/comercio/9227-pesquisa-mensal-de-comercio.html

 

  


 


 

 




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