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Mercado de US$41,5 trilhões: por que o varejo popular continua crescendo


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  • mell280

22/07/2026 08h34

Mercado de US$41,5 trilhões: por que o varejo popular continua crescendo

Mariana do Patrocínio


Com consumidores mais atentos a preço, conveniência e custo-benefício, formatos acessíveis ganham espaço em um setor que segue em expansão no mundo

 

 

 

Planejamento, pesquisa de preços e compras mais criteriosas passaram a fazer parte da rotina de boa parte dos brasileiros. Longe de representar uma retração do mercado, essa mudança de comportamento vem reorganizando a dinâmica do comércio e abrindo oportunidades para modelos capazes de entregar previsibilidade, praticidade e economia.

A tendência acompanha o desempenho global do setor. Projeções da consultoria Mordor Intelligence indicam que o mercado varejista mundial deverá passar de US$29,79 trilhões em 2026 para US$41,53 trilhões em 2031, impulsionado pela digitalização, pela conveniência e pela transformação dos hábitos de compra.

No Brasil, esse movimento também se reflete nos indicadores. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o volume de vendas do comércio varejista recuou 1,5% em abril deste ano frente a março, mas permaneceu 1,0% acima do registrado no mesmo período de 2025. O cenário sinaliza estabilidade, apesar das oscilações típicas do curto prazo.

É justamente nesse contexto que o segmento popular ganha protagonismo. Com orçamentos mais ajustados e decisões cada vez mais racionais, muitas famílias passaram a priorizar estabelecimentos que oferecem preços previsíveis, variedade de itens e uma jornada de compra mais simples.

Para Rogério Zorzetto, CEO da Prioridade 10, uma das principais redes de varejo popular da Região Sul, a mudança não reduziu a disposição das pessoas para comprar, mas alterou os critérios que orientam suas escolhas.

“O cliente continua comprando, mas com muito mais critério. Existe uma preocupação maior em entender se aquilo realmente faz sentido dentro do orçamento e do uso cotidiano. Isso muda completamente a forma como as empresas precisam se posicionar, porque o preço deixa de ser apenas um atrativo e passa a ser um elemento central na decisão de compra”, afirma.

Segundo o executivo, modelos capazes de simplificar a experiência e transmitir claramente o benefício econômico tendem a ganhar espaço.

“Quando alguém entra em uma loja e consegue entender rapidamente o que pode levar e quanto pretende gastar, a decisão fica mais confortável. Isso reduz a insegurança, aumenta a confiança e fortalece a recorrência. O que sustenta os resultados não é somente o preço baixo, mas a percepção de que a compra foi bem feita”, explica.

Datas sazonais e eventos de grande apelo popular também contribuem para aquecer determinadas categorias ao longo do ano. A Copa do Mundo, por exemplo, costuma estimular a procura por artigos temáticos, enquanto Black Friday, Natal e Ano Novo permanecem entre os períodos mais relevantes para o comércio.

A Prioridade 10, que reúne 100 lojas no Sul do país e trabalha com produtos de até R$ 30, registra faturamento médio mensal de R$ 197 mil por unidade. O resultado é 58,6% superior à média do franchising brasileiro, que encerrou 2025 com faturamento de R$ 301,7 bilhões distribuídos em 202.444 operações, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Os números reforçam o potencial de um modelo baseado em preços acessíveis, alto giro de mercadorias e ampla oferta de produtos em um momento em que os brasileiros buscam fazer escolhas mais inteligentes, sem necessariamente abrir mão do consumo.

Sobre a Prioridade 10

A Prioridade 10, fundada em 2014, é uma rede de franquias de lojas especializada em oferecer produtos de qualidade por preços acessíveis que, em 2024, obteve um faturamento de R$ 250 milhões. Com uma variedade de produtos que vão desde itens como: vestuário, brinquedos, presentes e produtos sazonais, a marca é uma excelente opção para investir o capital e tornar-se um empreendedor de sucesso.

Investimento inicial: a partir de R$499 mil

Faturamento médio mensal: R$ 197 mil

Prazo de retorno: 15 a 20 meses

 

 




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