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- mell280
22/07/2026 12h14
A partir de 3 de agosto, empresa que errar na nota fiscal pode parar de vender, especialista
Carolina Montuori
A partir de 3 de agosto, milhares de empresas brasileiras entram numa fase decisiva, e pouco discutida, da Reforma Tributária: o preenchimento do IBS e da CBS deixa de ser opcional na nota fiscal eletrônica e passa a ser obrigatório. Quem não ajustar o sistema a tempo simplesmente não consegue mais emitir nota. Na prática, isso significa não conseguir vender, faturar ou despachar mercadoria.
É um daqueles casos em que uma mudança de "bastidor" fiscal vira um problema muito concreto: a empresa está pronta para vender, o cliente quer comprar, mas o sistema rejeita o documento e a operação trava, e o alcance é grande, visto que a regra vale para todo o regime regular (lucro real e lucro presumido), justamente o universo de PMEs que muitas vezes terceiriza ou atrasa esse tipo de atualização.
Além do risco de parar de faturar, há multas severas para quem errar na emissão ou no cancelamento de documentos fiscais, percentuais que chamam atenção mesmo num ano ainda de teste da reforma. E há uma corrida silenciosa por trás disso: empresas de contabilidade e escritórios estão sendo procurados às pressas por clientes que descobriram a mudança em cima da hora.
Para ajudar a contar essa história com números e casos reais, posso conectar você com Charles Gularte, sócio-diretor de contabilidade da Contabilizei, maior escritório de contabilidade do Brasil, que atende mais de 100 mil micro e pequenos empreendedores. Ele acompanha de perto o volume de empresas ainda despreparadas para a mudança de agosto e pode falar sobre:
- Por que tanta gente foi pega de surpresa por uma regra que já estava no radar há meses
- O que muda no dia a dia de quem vende - do pequeno comércio ao prestador de serviço
- Os erros mais comuns que estão travando a emissão de notas nos testes já em andamento
- O que ainda dá tempo de fazer antes de 3 de agosto


