- mell280
23/07/2026 07h04
FIDC vira principal alavanca de crédito no agro brasileiro
No agro, FIDC movimenta mais de R$ 43 bilhões, permitindo maior flexibilidade e controle financeiro para empresas do setor.
O avanço do crédito privado no agronegócio ganhou novo peso em 2026. De janeiro a maio, os FIDCs captaram R$ 41,7 bilhões no mercado de capitais, alta de 36,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo ambiente, os Fiagros também ganharam tração como instrumento de financiamento ligado ao campo: a indústria alcançou R$ 47,7 bilhões em patrimônio líquido em março de 2025, de acordo com a CVM, após crescer 204% entre março de 2023 e março de 2025. A expansão ocorre em um momento em que o crédito oficial segue pressionado. O Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, aumento nominal de 1,72% frente ao ciclo anterior, abaixo da inflação acumulada no período. Para custeio e comercialização, foram reservados R$ 384,9 bilhões, reforçando a busca de empresas do agro por estruturas mais ágeis, customizadas e menos dependentes das linhas bancárias tradicionais.
A introdução de FIDCs no mercado agro brasileiro tem se consolidado como uma alavanca essencial para o crescimento de diversas empresas do setor. Diante de uma expansão acelerada, grupos agropecuários passaram a buscar estruturas financeiras mais customizadas e ágeis, capazes de acompanhar o crescimento do setor sem as limitações de prazos e garantias do crédito convencional. Um dos exemplos mais relevantes é o caso da Audax Capital, que, em 2025, registrou crescimento de 115% em relação ao ano anterior e atingiu R$ 650 milhões em recursos administrados. A estruturação de operações de crédito focadas no agro, especialmente no Centro-Oeste, tem sido uma das alternativas para atender à crescente demanda do setor, que continua expandindo sua produção e exportação de grãos. “Ao estruturar um FIDC próprio, a empresa deixou de ver o crédito apenas como uma necessidade operacional e passou a tratá-lo como uma alavanca de resultados financeiros", afirma Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital. "Essa estratégia permite não só captar recursos com mais flexibilidade, mas também transformar a gestão financeira da empresa, criando um ciclo de crédito sustentável dentro do próprio ecossistema agropecuário."
Nos últimos anos, o mercado de FIDCs tem registrado crescimento expressivo e passou a ocupar uma posição mais relevante dentro do crédito privado brasileiro. O movimento também se conecta ao avanço dos Fiagros, que ajudam a mostrar o apetite dos investidores por ativos ligados ao agronegócio. Segundo a CVM, o patrimônio líquido dos Fiagros saltou de R$ 14,7 bilhões em março de 2023 para R$ 44,7 bilhões em março de 2025, crescimento de 204%. Na data-base de março de 2025, a indústria já somava R$ 47,7 bilhões em patrimônio líquido. Esse avanço está ligado à maior demanda por crédito estruturado, especialmente em regiões fora dos grandes centros financeiros, como o Centro-Oeste, que se consolidou como um dos principais polos da produção agrícola brasileira. A expansão do crédito estruturado nessa região tem se mostrado essencial para suprir a necessidade de recursos das empresas agropecuárias, permitindo financiar operações, estoques, insumos e projetos de expansão com mais agilidade do que nas opções tradicionais oferecidas pelos bancos. Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital, explica que o crescimento do FIDC no setor agro é um reflexo da retração do crédito bancário: “A retração do crédito bancário fez com que muitas empresas agropecuárias, especialmente no Centro-Oeste, passassem a explorar alternativas de crédito mais ágeis e customizadas. O FIDC permite que elas usem seus próprios recebíveis como lastro, trazendo maior flexibilidade e controle sobre a estrutura de financiamento.” O modelo tem ganhado espaço porque permite que empresas agropecuárias busquem estruturas de financiamento alinhadas ao ritmo e ao porte da operação, sem depender de condições que muitas vezes não acompanham a velocidade do setor. Para os investidores, a operação oferece rentabilidade competitiva com lastro real: os recebíveis das próprias empresas do agro. É uma estrutura que tem atraído capital de forma crescente, beneficiando ambos os lados da operação.
Os FIDCs próprios funcionam como um braço financeiro interno, no qual as empresas agropecuárias podem utilizar seus próprios recebíveis, como duplicatas de vendas a prazo e contratos de financiamento, para antecipar receitas e garantir liquidez imediata. Esse modelo oferece maior controle sobre os custos financeiros e reduz a dependência de bancos comerciais, promovendo uma gestão de crédito mais eficiente. Para Pedro Da Matta, a digitalização e a tecnologia foram decisivas nesse processo. “A transformação digital eliminou as barreiras geográficas, permitindo que a estruturação e a gestão do crédito fossem feitas de forma integrada e eficiente, sem depender da presença física no centro financeiro tradicional,” explica Da Matta.
No cenário atual de maior seletividade bancária, juros ainda elevados e pressão sobre o crédito rural, o FIDC próprio no agro se tornou uma ferramenta importante para garantir sustentabilidade financeira às empresas. "A combinação entre o crescimento acelerado, o controle de risco e a proximidade com as cadeias produtivas ajuda a explicar por que as concessionárias agropecuárias no Centro-Oeste começaram a concentrar volumes bilionários em crédito estruturado, consolidando o Centro-Oeste como um dos principais polos de crédito estruturado do país," conclui Da Matta. Com isso, o FIDC se torna uma alavanca não apenas de crédito, mas de eficiência financeira recorrente, permitindo que empresas do agro acessem capital e também otimizem sua estrutura financeira em um ambiente mais restritivo. A Audax Capital, com atuação em mercados emergentes no setor agro, demonstra que a gestão estratégica de crédito deixou de ser apenas uma tendência e passou a ocupar um papel mais relevante no financiamento do crescimento do agronegócio brasileiro.
Sobre a Audax Capital
Fundada em 2015, a Audax Capital vem ampliando sua relevância no mercado financeiro com base em uma gestão sólida e eficiente. A companhia administra R$ 550 milhões em ativos sob gestão, possui rating A concedido pela SR Rating e se destaca pela excelência em crédito e pela capacidade consistente de geração de valor. Ao longo dos últimos 10 anos, originou mais de R$ 7 bilhões em operações de crédito e, somente em 2025, registrou crescimento de 115%. Essa confiança se traduz em uma base composta por 90 fundos investidores e mais de 120 mil investidores finais, se consolidando como a principal casa de crédito do centro-oeste.
Outro ponto de destaque é o investimento em tecnologia, destinamos R$ 2.5 milhões para criar um laboratório interno, com foco total em inteligência artificial, otimizando a performance de todos os departamentos e trazendo mais robustez na análise de crédito.
Para 2026, projetamos investir mais de 5 milhões em tecnologia, operacionalizar R$ 3,1 bilhões em crédito, o que representa crescimento de 105%. Entre as conquistas recentes, estão a certificação com nota máxima no GPTW (100%), o reconhecimento como a melhor empresa para trabalhar no Centro-Oeste, e a expansão do time para 140 colaboradores, consolidando a Audax entre os FIDCs de maior evolução no país.



