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Aos 17 anos, jovem troca insegurança pelo primeiro emprego e começa a construir carreira


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12/08/2026 12h28

Aos 17 anos, jovem troca insegurança pelo primeiro emprego e começa a construir carreira

Efetivado antes de concluir o Ensino Médio, jovem de Campo Grande transforma experiência como aprendiz em carteira assinada, renda e projeto de vida

Por Hosana de Lourdes


 

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O primeiro contato com o mercado de trabalho costuma vir acompanhado de dúvidas, insegurança e muitas perguntas sobre o futuro. Para Wender Cardoso, a experiência começou ainda no 2º ano do Ensino Médio, mas terminou de uma forma que ele não esperava: com emprego formal antes mesmo de concluir a escola.

Em 2024, enquanto estudava o itinerário de Marketing Digital no Centro de Educação Profissional Hércules Maymone, em Campo Grande, Wender ingressou no Programa de Aprendizagem Profissional da Rede Estadual de Ensino. Aos poucos, o que começou com o nervosismo de quem entrava pela primeira vez em uma empresa se transformou em rotina, aprendizado e, posteriormente, oportunidade de permanência no mercado.

Encaminhado para atuar como auxiliar administrativo na empresa Guatós, o estudante passou a dividir o tempo entre a sala de aula e o ambiente profissional. Entre as atividades estavam a organização de arquivos, elaboração de planilhas e outras tarefas administrativas.

“Entrei sem saber muito o que fazer do futuro e encontrei uma oportunidade que mudou minha trajetória”, relata.

A proposta do programa é justamente aproximar os estudantes da realidade profissional. Enquanto a escola oferece formação técnica e prepara o jovem para situações como entrevistas, postura e relacionamento no ambiente de trabalho, a empresa proporciona a experiência prática.

“A escola ajudou com o conteúdo das aulas. O resto foi correr atrás”, resume Wender.

A dedicação acabou abrindo uma porta ainda maior. Ao concluir o Ensino Médio, ele recebeu a notícia de que seria efetivado pela empresa. O que inicialmente era uma experiência de aprendizagem passou a representar o primeiro emprego formal e uma nova perspectiva para o futuro.

Para o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição aprovado em convenção, histórias como a de Wender mostram a importância de aproximar a formação escolar das oportunidades existentes no mercado de trabalho.

“A combinação entre escola e experiência prática fortalece a confiança desses jovens”, afirma.

Hoje, Wender trabalha com carteira assinada e também cursa Gestão de Tecnologia da Informação, na modalidade de ensino a distância, pela Unifamma, em Maringá. A renda conquistada com o emprego passou a contribuir para o orçamento familiar, formado por ele, a mãe, servidora pública, e o pai, pedreiro.

A mudança não está apenas no contracheque. O primeiro emprego também trouxe independência e ajudou o jovem a enxergar novas possibilidades para a própria trajetória.

“A escola me deu essa chance de aprender e trabalhar ao mesmo tempo. Na empresa, pude conhecer uma nova realidade e agora, com o primeiro emprego, temos mais uma carteira de trabalho assinada em casa”, conta.

A história de Wender faz parte de uma estratégia de ampliação da educação profissional na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. Desde 2023, quando o Programa de Aprendizagem Profissional passou a integrar a rede, mais de mil adolescentes foram contratados como jovens aprendizes no Estado.

Nos últimos três anos, somadas às demais iniciativas de Educação Profissional, as ações alcançaram mais de 100 mil jovens, com ampliação da oferta de cursos técnicos e formações voltadas à preparação para o mercado de trabalho.

O desafio, agora, é fazer com que oportunidades como essa cheguem a cada vez mais estudantes, especialmente aqueles que precisam conciliar os estudos com a necessidade de contribuir para a renda familiar.

No caso de Wender, a aprendizagem profissional funcionou como uma ponte entre a escola e o emprego. O jovem que entrou na empresa sem saber exatamente o que encontraria deixou o Ensino Médio com experiência, carteira assinada e uma graduação em andamento.

Mais do que antecipar a entrada no mercado de trabalho, a experiência ajudou a transformar a formação escolar em renda, autonomia e, principalmente, em um projeto de vida.

 
 
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