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- mell280
12/08/2026 16h05 - Atualizado em 12/08/2026 17h54
Sidrolândia entra no mapa dos grandes recordes da agricultura brasileira
Tecnologia, planejamento e parceria colocam Mato Grosso do Sul no centro de uma operação que alcançou 43.315 sacas de milho colhidas em 24 horas
Hosana de Lourdes
A força da agricultura de Mato Grosso do Sul voltou a ganhar destaque nacional com uma operação que levou tecnologia e eficiência ao limite. Em 24 horas de trabalho contínuo, uma única colheitadeira alcançou a marca de 43.315 sacas de milho de segunda safra, em uma operação realizada na Fazenda Recanto, em Sidrolândia, e homologada pelo RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiros.
Embora o recorde tenha sido registrado em Sidrolândia, o feito também chama a atenção em Maracaju, município que ocupa posição estratégica no agronegócio sul-mato-grossense e acompanha de perto a evolução das tecnologias utilizadas nas lavouras do Estado.
Por trás do desafio esteve o idealizador do projeto, William Xandó, em uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Fendt Brasil e a GTS, unindo conhecimento técnico, planejamento, máquinas de alta capacidade e uma operação cuidadosamente estruturada.
A protagonista da colheita foi uma Fendt IDEAL 9T, equipada com uma plataforma GTS X25, de 27 linhas e espaçamento de 50 centímetros. Durante as 24 horas de operação, dois operadores se revezaram em turnos de 12 horas, permitindo que a máquina permanecesse praticamente sem interrupções.
O resultado superou as expectativas iniciais. A previsão era alcançar entre 30 mil e 35 mil sacas durante o período do desafio. A operação, porém, terminou com mais de 43 mil sacas colhidas.
Números que impressionam
Ao longo das 24 horas, foram colhidas 2.599 toneladas de milho em 235,2 hectares, com produtividade média de 184 sacas por hectare. A velocidade média de trabalho ficou em torno de 9 km/h, enquanto a máquina chegou a colher mais de 30 sacas por minuto.
A média operacional alcançou aproximadamente 108 toneladas de milho por hora, demonstrando o potencial da mecanização agrícola quando tecnologia, condições de lavoura, operadores e logística trabalham de forma integrada.
Para manter o ritmo da colheita, a logística também precisou acompanhar a capacidade da máquina. Aproximadamente 70 viagens de carretas foram realizadas para retirar os grãos da lavoura, enquanto o abastecimento de combustível foi feito em campo para reduzir ao máximo as paradas.
Segundo o produtor Lúcio Basso, responsável pela Fazenda Recanto, o volume obtido em apenas um dia representa praticamente metade da capacidade de armazenamento da propriedade.
Um marco que vai além do recorde
Mais do que uma disputa por números, a operação evidencia uma transformação que vem ocorrendo no campo brasileiro. A combinação entre máquinas de alta produtividade, plataformas cada vez maiores, gestão, logística e qualificação profissional permite ampliar a eficiência e reduzir o tempo necessário para realizar grandes áreas de colheita.
Para Mato Grosso do Sul, Estado que tem no agronegócio um dos principais motores da economia, iniciativas como essa reforçam a capacidade de produtores e empresas locais de incorporar tecnologias de ponta e estabelecer novos parâmetros de produtividade.
E, para municípios como Maracaju, referência estadual na produção agrícola, o resultado representa também uma vitrine do que a agricultura de alta performance pode alcançar quando inovação e planejamento caminham juntos.
O recorde de 43.315 sacas, portanto, não é apenas uma marca registrada no livro dos recordes. É também um retrato da velocidade com que a mecanização agrícola vem avançando e de como o campo brasileiro está preparado para enfrentar novos desafios de produtividade e eficiência.



