PUBLICIDADE

82% das famílias estão endividadas: como reorganizar as finanças com a Selic em queda


PUBLICIDADE
  • mell280

25/08/2026 11h57

82% das famílias estão endividadas: como reorganizar as finanças com a Selic em queda

Isabele Campos


Famílias endividadas e juros em trajetória de queda, especialistas apontam o que priorizar

 

 

 

 

 O orçamento das famílias brasileiras está cada vez mais apertado. É o que apontam os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC). De acordo com o levantamento, oito em cada dez (82%) lares brasileiros têm algum tipo de dívida. Para se ter uma ideia, na média, isso significa que 29,5% da renda das famílias já está comprometida com o pagamento dessas contas. Do outro lado, os juros começam a dar algum alívio já que o Copom reduziu a Selic pela quarta vez seguida, para 14% ao ano.

Para os especialistas, é justamente nesse cenário que é preciso olhar com mais atenção para o planejamento financeiro. Para aqueles que estão endividados, a prioridade continua sendo entender quanto da renda está comprometido, cortar os custos mais pesados e buscar alternativas para reduzir os juros pagos. Mas, para aqueles que já conseguiram equilibrar as contas, o momento também traz algumas oportunidades financeiras e exige uma revisão de como administrar o dinheiro para garantir qualidade de vida e proteger o patrimônio.

Logo abaixo apontamos 4 dicas que podem ajudar a reorganizar as finanças nesse momento, que vão desde avaliar gastos do dia a dia às decisões sobre planejamento financeiro. Confira:

  1. Fique de olho no cartão de crédito 

O comprometimento da renda com dívidas não se distribuem por igual, e é justamente aí que mora a primeira decisão. Para se ter uma dimensão, o cartão de crédito aparece nas dívidas de mais de 85% das famílias endividadas, segundo a Peic, sendo a modalidade mais citada, e também a mais cara.

Para quem está no rotativo ou pagando juros elevados, reduzir esse saldo deve vir antes de pensar em novas aplicações. Isso porque o custo desse tipo de dívida costuma ser muito maior do que o rendimento de investimentos considerados conservadores. Antes de investir, portanto, vale colocar na ponta do lápis quanto está sendo pago em juros e avaliar alternativas para quitar ou renegociar a dívida. 

  1. Refaça a conta da reserva de emergência

Muita gente confunde, mas a regra dos seis meses não se calcula sobre o salário, e sim sobre o quanto você realmente gasta por mês.  E essa é uma diferença que muda o cenário final.

Pensando nisso, o conselho é refazer essa conta com os boletos dos últimos três meses na mão. Muita gente descobre que a reserva que parecia confortável cobre bem menos tempo do que imaginava. 

  1. Se você é autônomo, o patrimônio acumula duas funções

O Brasil tinha 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo a PNAD Contínua, do IBGE. Para esse grupo, construir patrimônio vai além de buscar rentabilidade, significando criar, por conta própria, uma rede de proteção financeira que trabalhadores com carteira assinada têm, em parte, garantida pelo vínculo empregatício.

Sem FGTS, aviso prévio ou afastamento remunerado, o impacto de uma interrupção na atividade pode ser imediato. Por isso, para esses trabalhadores o planejamento financeiro, reserva de emergência e proteção de longo prazo se tornam ainda mais importantes.

Na prática, isso muda duas decisões. A primeira é o tamanho da reserva: com renda variável, o intervalo costuma ser maior do que os seis meses usuais, entre nove e doze meses de custo mensal. A segunda é separar o dinheiro pessoal do dinheiro do negócio.

O ponto de atenção é que o patrimônio sozinho resolve a interrupção temporária de renda. Ele não resolve o evento que afasta a pessoa do trabalho por meses ou de forma definitiva  e é aí que entra a próxima decisão.

4. Seguro de vida pode ser uma ferramenta importante

A reserva de emergência serve para lidar com imprevistos do dia a dia, como uma despesa inesperada ou um período sem renda. Já situações mais graves, que podem comprometer a capacidade de trabalhar e manter as contas em dia por mais tempo, podem exigir outro tipo de proteção. É aí que entram as coberturas em vida dos seguros.

E esse cenário deixou de ser exceção. Em 2025, mais de 4,12 milhões de trabalhadores precisaram se afastar temporariamente por motivo de saúde no Brasil, o maior número desde 2021 e 15% acima do registrado em 2024, segundo o Ministério da Previdência Social. Para casos assim, existem coberturas específicas, como a renda por incapacidade temporária (RIT), que paga um valor por dia de afastamento, e a de rupturas e fraturas (REF), a única cobertura do mercado que, além de oferecer proteção para fraturas ósseas, cobre também rupturas totais de tendões e ligamentos. Uma solução completa, para certos eventos que afetam a mobilidade, força e autonomia das pessoas.

Para se ter uma ideia, dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), com base em informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), mostram que as indenizações por doenças graves foram as que mais cresceram no primeiro quadrimestre de 2026, com alta de 28,5%, seguidas pelas de vida individual, com avanço de 25,4%.

Além das coberturas citadas, também existem outros tipos de proteção que podem ser usadas em vida, como diagnósticos de doenças graves e invalidez, por exemplo, permitindo acesso à indenização enquanto o segurado está vivo.

De acordo com levantamento da Azos, insurtech especializada em seguro de vida, 91% dos sinistros indenizados em 2025 foram pagos ainda em vida. Dessas indenizações, 52% foram de homens, sendo que três a cada quatro deles (75%) tinham entre 30 e 49 anos.

“Como o benefício do INSS é limitado ao teto e nem sempre repõe a renda anterior, esse valor funciona como complemento até as coisas voltarem ao normal. Quando a pessoa depende da própria renda para manter as contas em dia, um imprevisto de saúde pode mudar completamente o orçamento da família. Por isso, planejamento financeiro também é pensar em como se proteger caso algo aconteça”, afirma Rafael Cló, CEO da Azos.

Mais do que cortar gastos ou buscar melhores investimentos, organizar as finanças significa entender os riscos e se preparar para diferentes momentos. Com a Selic começando a cair, esse pode ser um bom momento para revisar as escolhas feitas até aqui e colocar o orçamento em ordem.

Sobre a Azos
A Azos é uma insurtech, empresa de tecnologia que atua no segmento de seguros, que oferece apólices de seguro de vida com coberturas que podem chegar a R$5 milhões sem a necessidade de exames ou relatórios médicos, no processo de subscrição. Por meio de um sistema de inteligência artificial desenvolvido com tecnologia proprietária, a empresa realiza a subscrição e emite apólices em 30 segundos ou em até um dia útil. Com mais de R$350 milhões captados em investimento de alguns dos principais fundos de venture capital do mundo, a Azos tem, atualmente, mais de 12 mil corretores parceiros, mais de R$120 bilhões em capital segurado e milhões de reais pagos em sinistros de seguros oferecidos pela empresa. 


 

 

 






PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
  • academia374
  • Nelson Dias12
PUBLICIDADE