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Fábio Trad defende agroindustrialização voltada aos pequenos em reunião com representantes de 50 entidades


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26/08/2026 15h00

Fábio Trad defende agroindustrialização voltada aos pequenos em reunião com representantes de 50 entidades

Martha Ferreira



Em reunião realizada nesta quarta-feira (26 de agosto) com representantes de 50 entidades de pequenos produtores para firmar o compromisso com o apoio à implantação de agroindústrias destinadas às associações e cooperativas de agricultura familiar do Mato Grosso do Sul, o candidato ao Governo pela coligação “Por um MS do Povo”, Fábio Trad, apresentou suas diretrizes para transformar o modelo econômico estadual.

O ato, realizado no comitê da candidata à reeleição para deputada federal Camila Jara, contou também com a presença da deputada estadual Gleice Jane, que disputa a manutenção da cadeira na Assembleia Legislativa.

Na ocasião, o candidato ressaltou que o Estado não pode continuar dependendo exclusivamente da exportação de matérias-primas por grandes produtores e corporação, além de defender o uso intensivo de tecnologia e a formação dos jovens para liderar essa transição. Para Fábio Trad, agregar valor à produção local e incentivar a aplicação das inovações tecnológicas é o caminho fundamental para gerar empregos de melhor qualidade e garantir a permanência da juventude no campo com perspectivas do século 21.

Em sua visão de um Estado com potencial para gerar riqueza de forma justa, e não apenas para poucos, não se pode depender apenas da venda de produtos primários. "Nós não queremos mais jovens apenas plantadores. Nós queremos jovens cerebrais, tecnologia. Nós temos que formar jovens para o século 21", afirmou o candidato.

Trad enfatizou que o avanço tecnológico deve apoiar diretamente o campo e a preservação ambiental, capacitando novas gerações para atuarem no monitoramento e gestão da produção. "Nós vamos fazer também as agrotechs, a tecnologia do agro. Os nossos jovens têm que saber manusear drone, fazer mapeamento de zona de risco, por exemplo. Tudo isso a nossa juventude é capaz de fazer, e muito mais", destacou.

O candidato alertou ainda que a estagnação do modelo econômico limita o crescimento da sociedade sul-mato-grossense: "Se a gente não mudar a matriz econômica do Estado, nós vamos ficar dependentes de qualquer decisão do exterior e isso não é bom para nossa juventude e nem para a sociedade."

Outras temas importantes da conversa

Além da pauta de desenvolvimento rural e da industrialização, Fábio Trad aproveitou o encontro para apresentar outros pilares fundamentais da sua plataforma de governo, criticando duramente o atual padrão de gestão que se perpetua há 12 anos no Estado com o agravamento dos problemas nos serviços públicos essenciais.

Ao tratar da saúde pública, o candidato detalhou sua proposta para encerrar as distorções no atendimento médico por meio da tecnologia e da transparência. "A fila tem que ser transparente, auditável e rastreável. Você vai ter o número do teu protocolo e com esse número do protocolo você pelo celular, ou por telefone, ou pela internet, você vai saber o lugar que você está na fila e o tempo médio de espera para resolver a tua situação. Para que isso? Para você não ser passada para trás, porque tem muita gente que entra depois de você, mas tem um padrinho político", explicou.

Trad também defendeu a estruturação da carreira médica e o investimento na atenção primária para fixar especialistas no interior e diagnosticar problemas ainda nas cidades de origem.

Na área da segurança pública, o candidato concentrou suas diretrizes no combate severo à violência contra a mulher e ao feminicídio, propondo medidas de proteção imediata e suporte às vítimas. "Para combater o feminicídio, o que a gente tem que fazer? Delegacias de atendimento à mulher no interior abertas 24 horas, porque geralmente os deslocamentos, as agressões ocorrem pela madrugada e durante a madrugada as delegacias estão fechadas", argumentou.

Trad propõs, ainda, a criação de um grupamento policial especializado na aplicação da Lei Maria da Penha e o uso da tecnologia a favor da vida das mulheres, com a distribuição do “botão do pânico” a todas que estiverem em situação de risco. “A mulher é vítima de violência, ela aciona o botão de pânico, aciona a delegacia de atendimento à mulher e nós temos que fazer com que os policiais cheguem em tempo razoável lá, sem o agressor perceber que eles já estão cientes."

Propostas apresentadas por Fábio Trad na reunião:
Incentivo à implantação e fortalecimento de agroindústrias para associações e cooperativas de agricultura familiar.
Fomento às agrotechs e uso de tecnologias (como drones e mapeamento) para produção, gestão e prevenção de incêndios ambientais.
Programas de capacitação técnica da juventude voltados para a inovação e o mercado de trabalho do século 21.
Implantação de fila única, digital, auditável e rastreável para exames e cirurgias, garantindo que o paciente acompanhe sua posição via protocolo individual.
Plano de carreira e incentivos para a fixação de médicos especialistas nas cidades do interior.
Aparelhamento e modernização dos centros de saúde municipais para diagnósticos rápidos e precisos no interior.
Fortalecimento da Atenção Primária em parceria com o Governo Federal para garantir o abastecimento contínuo de medicamentos nos postos.
Funcionamento 24 horas das Delegacias de Atendimento à Mulher (DAM) no interior.
Criação do Batalhão de Choque da Polícia Militar Lei Maria da Penha.
Distribuição do “botão do pânico” para vítimas de violência com medida protetiva e ações de autonomia econômica para as mulheres.

 




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