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Artesanato conta histórias e transforma capivara em expressão da cultura de MS


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  • mell280

28/08/2026 19h27

Artesanato conta histórias e transforma capivara em expressão da cultura de MS

Comunicação FIB 2026, Alexsandro Nogueira


 

Expondo no espaço de Economia Criativa do Festival de Inverno de Bonito, a artista Bel Paes, 42, transformou a capivara, um dos animais símbolos do Pantanal, em personagem de uma coleção sobre inclusão. Há peças cadeirantes, autistas e com deficiência visual, cada uma com nome e história própria. Bel trabalha com artesanato há dois anos.

 

 

 

Em 2026, o ofício rendeu à artesã a medalha “Conceição dos Bugres”, uma das principais honrarias do artesanato de Mato Grosso do Sul. No mesmo ano, Bel participou da Fenearte, em Pernambuco, maior feira do segmento na América Latina, que reuniu cerca de 5 mil artesãos brasileiros e estrangeiros.

A inspiração vem da natureza sul-mato-grossense. Bel não queria criar apenas “capivaras fofinhas”, mas peças capazes de expressar sentimentos.

A artista também leva o trabalho a oficinas em clínicas e centros de idosos. A proposta é desacelerar e usar o artesanato como pausa na rotina áspera e competitiva. Os participantes aprendem pontos e técnicas de acabamento, além de exercitar a atenção aos detalhes e às sensações despertadas pela atividade.

A estudante Lauriane Tainá Paiva teve seu primeiro contato com o artesanato em uma dessas oficinas. Interessada pelo trabalho manual, decidiu participar. “Eu achei bem legal porque gosto de animais e da capivara, um dos símbolos da nossa natureza. O processo é bem criativo”, afirma.

Para Bel, o artesanato transforma sentimentos em objetos. A personalização permite que cada pessoa incorpore elementos da própria história à peça. Ela também busca mostrar que uma criação manual pode se tornar produto, conquistar reconhecimento e alcançar outros mercados.

A artesã encontrou nesse trabalho uma maneira de abordar inclusão, preservação do meio ambiente e afeto. “As capivaras combinam referências do Pantanal com histórias pessoais e transformam criatividade em linguagem”.

fotos Elias Campos






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