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R$ 1 bilhão no litoral catarinense: investidores do Sul apostam na aviação executiva como novo motor econômico


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  • mell280

04/09/2026 13h43

R$ 1 bilhão no litoral catarinense: investidores do Sul apostam na aviação executiva como novo motor econômico

assessoria


um grupo de investidores do Sul do país decidiu apostar alto nesse potencial: R$ 1 bilhão num complexo de aviação executiva e negócios que promete transformar a região num novo polo econômico do litoral catarinense.

R$ 1 bilhão no litoral catarinense: investidores do Sul apostam na aviação executiva como novo motor econômico

Enquanto o mercado imobiliário de Balneário Camboriú consolidava sua fama de metro quadrado mais caro do Brasil, sua vizinha Camboriú crescia em silêncio: com indústria, logística e um potencial econômico que o mercado demorou a enxergar. Agora, um grupo de investidores do Sul do país decidiu apostar alto nesse potencial: R$ 1 bilhão num complexo de aviação executiva e negócios que promete transformar a região num novo polo econômico do litoral catarinense.

O investimento

O AeroPark Camboriú é liderado pela VexCapital e reúne investidores majoritariamente do Sudoeste do Paraná - região conhecida pelo perfil empreendedor e pelo dinamismo do agronegócio e da indústria. O projeto prevê quatro fases de desenvolvimento, com obras de terraplenagem iniciando no primeiro semestre de 2027 e operação plena até 2030.

"A dificuldade de locomoção para chegar até a região foi o que motivou a ideia. Nosso aeroporto vai contemplar toda a região Sul", afirma Valmir Tartari, investidor principal do empreendimento.

Por que aviação executiva é negócio

O Brasil é o segundo maior mercado de aviação executiva do mundo, com mais de 11.239 aeronaves registradas e crescimento de 6,5% nos últimos anos. O mercado latino-americano de jatos executivos deve atingir US$ 1,31 bilhão até 2029; alta de 103% em cinco anos.

Para o empresário do agronegócio, da indústria e do setor fabril - perfil predominante no Sul do Brasil - a aviação privada deixou de ser luxo e virou ferramenta de trabalho. Mobilidade, tempo e acesso a mercados estratégicos são os argumentos que movem esse público. E é exatamente esse público que o AeroPark quer atender.

O complexo

Com 2,2 milhões de metros quadrados, o AeroPark vai além do aeroporto. O complexo prevê aproximadamente 250 lotes para hangares corporativos — de 640m² a 2.880m² —, três condomínios aeronáuticos conectados à mesma pista, setor comercial e empresarial, parque tecnológico e, em fases futuras, estudos para implantação de uma zona de processamento voltada à exportação. A pista vai iniciar com 1.400 metros de comprimento, operação 24 horas e capacidade de expansão até 1.600 metros.

"Foi feito no projeto um complexo multissetorial, não somente a pista executiva, mas um parque de negócios. Os hangares não serão residenciais, a ideia é corporativa", explica Adão Moraes, arquiteto e urbanista do projeto.

Localização estratégica

Camboriú reúne atributos que poucos municípios têm: proximidade com o Porto de Itajaí — um dos mais movimentados do país —, acesso direto à BR-101 e posição central no litoral norte catarinense. O projeto conta com o apoio institucional da Prefeitura de Camboriú, que já recebeu o Memorando de Intenções e trabalha no novo zoneamento da área; o que já chamam de Nova Camboriú.

Antes mesmo de sair do papel, o AeroPark já movimenta o mercado: a especulação imobiliária na região cresceu e segmentos que não enxergavam Camboriú começaram a olhar para o município com outros olhos. Camboriú sempre esteve do outro lado da BR. Agora, está no radar de quem pensa grande.






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