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Reinaldo propõe independência do Brasil contra gastança que elevou a dívida a R$ 10,8 trilhões


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07/09/2026 15h20

Reinaldo propõe independência do Brasil contra gastança que elevou a dívida a R$ 10,8 trilhões

Paulo Fernandes


 No dia em que o Brasil celebra os 204 anos da Independência, o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL 222) defende que o país precisa de uma nova libertação: livrar-se de um Estado inchado, gastador e distante das necessidades reais da população. Para o ex-governador de Mato Grosso do Sul, a data de 7 de Setembro é o momento oportuno para lembrar que a independência conquistada em 1822 não se completa enquanto o cidadão continuar refém de um governo que consome o presente e compromete o futuro do país.

 
Os números que sustentam o alerta são oficiais. Segundo o Banco Central, a dívida pública brasileira atingiu R$ 10,8 trilhões em junho deste ano, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior patamar desde abril de 2021. Desde janeiro de 2023, o endividamento cresceu 10,2 pontos percentuais. E a conta não para por aí: somente com o pagamento de juros da dívida, o Brasil gastou R$ 1,16 trilhão nos 12 meses encerrados em junho, quase 8% de toda a riqueza produzida no país, um dinheiro que não gera emprego, não constrói escola, não atende hospital e não chega a lugar nenhum.
 
Enquanto isso, o custo de vida aperta o bolso de todos os brasileiros. Pela série do Banco Central, o IPCA acumulado entre setembro de 2022 e julho deste ano é de 19,86%. Na prática, segundo o candidato ao Senado (222) o que se comprava há quatro anos não cabe mais no mesmo dinheiro. “A ida ao supermercado, cena diária da dona de casa e do cidadão comum, virou um exercício de frustração: os recursos perdem poder de compra a cada dia, e os alimentos, que subiram 64,35% desde janeiro de 2020, pesam cada vez mais no orçamento das famílias”, afirmou Reinaldo.
 
"O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT. Se já está ruim agora, imaginem o que virá pela frente", afirma Reinaldo, que tem defendido em todos os palanques a necessidade de mudanças profundas no funcionamento do Governo Federal. "A vida não está fácil para ninguém. O custo de vida aumentou. O que você comprava quatro anos atrás, você não compra hoje a mesma coisa. O endividamento está alto e o nosso Brasil pode mais, pode crescer mais. Só que tem que parar com essa gastança desenfreada."
 
Para o candidato, o tamanho do Estado brasileiro é parte do problema. O Brasil mantém hoje 38 ministérios, enquanto os Estados Unidos, maior economia do mundo, funcionam com 15 departamentos; a Argentina, com nove; e a China, que tem cerca de 1,4 bilhão de habitantes, com 26. "Será que o Brasil precisa de 38?", questiona Reinaldo, que deu o exemplo na prática: à frente do Governo de Mato Grosso do Sul, reduziu o número de secretarias estaduais de 19 para 11, sem perder eficiência, e transformou o Estado no que mais cresceu no país, com a economia avançando entre 5,5% e 6% ao ano, contra uma média nacional de 1,5%, e mais de R$ 140 bilhões em investimentos atraídos nos últimos 11 anos.
 
A defesa de um Estado enxuto caminha junto com o municipalismo, bandeira central da campanha de Reinaldo ao Senado. "Não dá para ficar gastando em Brasília, nós temos que ter menos Brasília e mais Brasil", resume. Na avaliação do ex-governador, os municípios brasileiros, onde a vida realmente acontece, dependem demais do poder público federal para executar obras e serviços essenciais, e o dinheiro arrecadado fica concentrado na União, em vez de chegar à ponta, onde estão as famílias. Por isso, ele defende um novo pacto federativo, com mais recursos para os municípios, atualização da tabela do SUS e fortalecimento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), para que o país gaste menos com o Governo e mais com as pessoas.
 
No Senado, Reinaldo quer ser o aliado das mudanças que o Brasil precisa, apoiando as medidas do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, cujo plano de governo prevê o corte de, no mínimo, 10 ministérios, reforma administrativa, revisão do pacto federativo e o programa "Brasil mais Barato", com redução de impostos e conta de luz e comida mais baratas para recuperar o poder de compra da população. "Ele tem condições e vai ganhar as eleições no Brasil", afirma Reinaldo, que estabeleceu a meta de 70% dos votos para o presidenciável em Mato Grosso do Sul.
 
Conhecedor profundo da realidade dos 79 municípios sul-mato-grossenses, Reinaldo reforça que o municipalismo, que consiste em priorizar os recursos onde a vida acontece e não na burocracia de Brasília, deve ser a pauta central no Senado para garantir desenvolvimento e dignidade às famílias. A independência que o Brasil celebra em 7 de Setembro, conclui, só estará completa quando o cidadão for livre também do peso de um governo que gasta demais, cobra demais e entrega de menos.
 
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