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Setembro Vermelho: ouvir os sinais do coração é também uma forma de prevenção


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11/09/2026 10h00

Setembro Vermelho: ouvir os sinais do coração é também uma forma de prevenção

assessoria


 

 

Cardiologista do Mater Dei alerta para sintomas que podem ser subestimados e reforça que a prevenção cardiovascular pode fazer diferença mesmo quando começa mais tarde

Cansaço que aparece com facilidade, falta de ar ao deitar ou dor no peito durante um esforço podem parecer sintomas passageiros, especialmente quando surgem de forma gradual. No entanto, são manifestações que merecem atenção e avaliação médica.

No Setembro Vermelho, mês dedicado à conscientização e à prevenção das doenças cardiovasculares, a rede Mater Dei em Uberlândia reforça a importância de reconhecer os sinais do organismo e manter o acompanhamento da saúde do coração.

Preste atenção a esses sintomas

De acordo com o cardiologista e intensivista Dr. Marcos Gonçalves do Mater Dei Santa Clara e Santa Genoveva, alguns sintomas são particularmente importantes na avaliação cardiovascular. “Cansaço, falta de ar ao deitar e dor no peito aos esforços” estão entre os sinais que costumam ser subestimados pelos pacientes.

A atenção a esses sintomas é importante porque as doenças cardiovasculares podem evoluir, durante anos, associadas a fatores de risco que nem sempre provocam manifestações perceptíveis. Hipertensão arterial, alterações do colesterol, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores relacionados ao risco cardiovascular. A prevenção envolve justamente identificar esses fatores, avaliar o risco individual e adotar medidas de acompanhamento e tratamento quando necessárias.

Prevenção não tem hora para começar

Um dos desafios da cardiologia preventiva é lidar com pacientes que chegam ao consultório depois de anos sem acompanhamento, inclusive quando já apresentam fatores de risco.

“Nessas situações, a abordagem pode exigir maior intensidade no tratamento e um acompanhamento mais próximo. Isso, porém, não significa que as possibilidades de prevenção tenham se esgotado”, afirma o Dr. Marcos.

A ideia é especialmente importante, porque a prevenção cardiovascular não deve ser encarada como uma oportunidade perdida, mesmo que não tenha começado cedo. A avaliação médica permite identificar quais fatores de risco estão presentes, estimar o risco cardiovascular e definir as medidas mais adequadas para cada pessoa.

As recomendações atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia incluem estratégias de prevenção relacionadas ao controle dos principais fatores de risco, como hipertensão, alterações dos lipídios, obesidade, diabetes, tabagismo e sedentarismo.

Mais do que buscar um único exame ou um determinado número, a prevenção depende de uma visão global da saúde cardiovascular. Isso inclui acompanhamento periódico, hábitos de vida saudáveis e adesão aos tratamentos prescritos, quando eles são necessários.

A experiência da terapia intensiva também ensina a prevenir

Atuando também em unidade coronariana e terapia intensiva, o Dr. Marcos acompanha situações em que as decisões precisam ser tomadas em pouco tempo. Essa experiência, segundo ele, traz um aprendizado que pode ser aplicado também à cardiologia preventiva.

“Decisão rápida e assertiva, com explicação clara sobre os objetivos”, resume.

Na terapia intensiva, a rapidez precisa estar acompanhada de precisão. Já no consultório, o mesmo princípio pode se traduzir em reconhecer os sinais importantes, avaliar os riscos e estabelecer uma conduta clara antes que uma situação se agrave.

Essa visão reforça a importância de não esperar que um problema cardiovascular se manifeste de forma grave para procurar acompanhamento. A prevenção permite identificar fatores de risco e intervir antes da ocorrência de eventos, enquanto sintomas novos ou persistentes devem ser avaliados por um profissional.

O cuidado começa antes da emergência

A experiência com pacientes em situações críticas também evidencia uma questão fundamental: algumas das decisões mais importantes para a saúde cardiovascular acontecem muito antes de uma eventual emergência.

Manter consultas periódicas, acompanhar pressão arterial, colesterol e glicemia, quando indicado, praticar atividade física de acordo com as condições individuais, evitar o tabagismo, cuidar da alimentação e seguir corretamente os tratamentos prescritos são medidas que fazem parte de uma estratégia contínua de prevenção.

No entanto, a prevenção não deve ser entendida como uma lista rígida de recomendações. O risco cardiovascular varia de pessoa para pessoa, e a avaliação médica é importante para definir quais cuidados e exames são realmente necessários.

Durante o Setembro Vermelho, a principal mensagem é simples: cuidar do coração não significa apenas agir diante de uma doença instalada. Significa reconhecer fatores de risco, prestar atenção aos sinais do corpo e buscar acompanhamento, antes que um problema se transforme em uma emergência.

Para o Dr. Marcos Gonçalves, a experiência na medicina intensiva reforça justamente o valor de decisões objetivas e bem orientadas. Na prevenção, isso significa identificar o que precisa ser feito, compreender os objetivos do tratamento e agir no momento adequado.

 

 
 
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