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Santa Catarina tem maior dívida média entre empresas endividadas, aponta levantamento


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  • mell280

14/09/2026 11h00

Santa Catarina tem maior dívida média entre empresas endividadas, aponta levantamento

Ana Borges


Estudo da Assertiva com 1,6 milhão de CNPJs consultados em 2025 mostra média de R$ 117 mil no estado; São Paulo concentra um terço das empresas analisadas

Levantamento realizado pela datatech assertiva com 1.638.645 CNPJs endividados, consultados por clientes de cobrança ao longo de 2025, revela que o endividamento empresarial segue concentrado nos principais polos econômicos do país. Do total, quase um terço está localizado em São Paulo, estado que reúne 540.097 empresas nessa condição, o equivalente a 32,96% dos registros.

Na sequência aparecem Minas Gerais, com 141.251 CNPJs (8,62%), Santa Catarina, com 123.717 (7,55%), Paraná, com 120.440 (7,35%), e Rio de Janeiro, com 108.642 empresas endividadas (6,63%). Juntos, os cinco estados representam 63,11% dos CNPJs consultados.

De acordo com a Assertiva, maior empresa independente de data & analytics para crédito da América Latina, o cenário evidencia como desafios relacionados ao fluxo de caixa, ao acesso ao crédito e à gestão financeira fazem parte da realidade de empresas instaladas em mercados de diferentes perfis e portes.

Segundo Hederson Albertini, CEO da Assertiva, a análise dos dados permite compreender melhor a distribuição geográfica das empresas que enfrentam restrições financeiras e auxilia na construção de estratégias de recuperação de crédito mais alinhadas às características de cada mercado.

“Os números mostram que a inadimplência empresarial acompanha a concentração da atividade econômica do país. Isso significa que os estados com maior volume de negócios também tendem a apresentar maior quantidade de empresas com algum tipo de dificuldade financeira. Entender essa distribuição ajuda credores e empresas a adotarem abordagens mais adequadas para negociação e recuperação de valores”, afirma.

O resultado de São Paulo chama atenção não apenas pelo volume absoluto de registros, mas também pela distância em relação aos demais estados. Com mais de 540 mil empresas consultadas, o estado concentra praticamente o mesmo número de CNPJs endividados que a soma de Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro.

A presença de Minas Gerais na segunda posição do ranking reforça a relevância econômica do estado no cenário nacional. Já Santa Catarina e Paraná destacam a participação da região Sul entre os mercados com maior volume de empresas em situação de endividamento monitoradas por operações de cobrança.

Valores médios

A análise dos valores devidos mostra diferenças entre os estados com maior concentração de empresas endividadas. Embora São Paulo lidere o ranking em volume de CNPJs consultados, Santa Catarina registra a maior média de dívida entre os estados analisados, com R$ 117.473,88. Na sequência aparecem São Paulo, com R$ 110.335,26; Paraná, com R$ 47.094,49; Minas Gerais, com R$ 15.866,55; e Rio de Janeiro, com R$ 10.350,65.

Entre os extremos do ranking das médias, o valor registrado em Santa Catarina é mais de 11 vezes superior ao observado no Rio de Janeiro. Já a média de São Paulo é quase sete vezes maior que a de Minas Gerais. 

O acompanhamento dos indicadores de inadimplência empresarial permite identificar tendências, avaliar riscos e orientar políticas de concessão de crédito e estratégias de relacionamento com clientes corporativos. A leitura conjunta da média também contribui para distinguir o impacto de dívidas elevadas do valor central observado em cada estado.

O levantamento mostra ainda que o endividamento não se restringe a uma região específica do país. Embora os maiores volumes estejam concentrados no Sudeste e no Sul, a presença de mais de 1,6 milhão de CNPJs consultados ao longo de 2025 revela a abrangência do fenômeno para empresas, instituições financeiras e setores ligados à recuperação de crédito.

“A análise contínua desses indicadores permite acompanhar mudanças no comportamento do mercado e entender como as empresas estão respondendo aos desafios financeiros. Esse acompanhamento é fundamental para que credores, fornecedores e organizações possam tomar decisões baseadas em dados e construir estratégias mais eficientes de gestão de risco”, conclui Albertini.


 

 




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