19/09/2026 10h57
Investimentos mudam o cotidiano em Juti e Naviraí
Incentivos à industrialização mostram duas faces da estratégia de desenvolvimento adotada pelo Governo de Eduardo Riedel
Alexandre Gonzaga
Moradores de Juti e Naviraí relatam como investimentos em pavimentação, saneamento, habitação e industrialização começam a alcançar o cotidiano. Em Juti, José Rene destaca o impacto do asfalto inclusive para pessoas com mobilidade reduzida. Em Naviraí, a expansão industrial da Copasul simboliza a estratégia de agregar valor à produção. No Governo Riedel, os dois municípios concentram investimentos em infraestrutura, moradia, educação, saúde e proteção social.
José Rene de Figueiredo tem 52 anos, nasceu e cresceu em Juti e viu a cidade mudar diante dos próprios olhos. Para ele, a transformação não é medida apenas por cifras ou quilômetros de obras, mas por situações muito mais simples: sair de casa sem enfrentar uma rua ruim, ver bairros pavimentados e perceber que pessoas com dificuldade de locomoção conseguem circular melhor pela cidade.
“Principalmente pra quem é cadeirante, que sofria muito”, resume, ao falar sobre o impacto do asfalto. “Antigamente era difícil, aí depois melhorou. Hoje tá mil maravilha. Você tá vendo a cidade transformada.”
É essa mudança percebida na vida cotidiana que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, procura associar ao modelo de desenvolvimento adotado pelo Estado. Em agenda por Juti e Naviraí, ele visitou dois municípios com realidades diferentes, mas onde investimentos em infraestrutura, saneamento, habitação e atividade econômica procuram produzir um efeito comum: fazer o crescimento chegar às cidades e, delas, à vida das pessoas.
No caso de Juti, uma das mudanças mais visíveis está justamente debaixo dos pés de moradores como José Rene. Segundo dados apresentados pelo Governo do Estado, os investimentos estaduais no município somam R$ 53,5 milhões, dos quais R$ 47,4 milhões estão ligados à infraestrutura.
São obras de pavimentação e drenagem em diferentes ruas, nos bairros 01 e 03, além de intervenções de recapeamento e no acesso ao Assentamento Santa Clara. O planejamento apresentado pela prefeitura prevê chegar a 100% de pavimentação e drenagem urbana no próximo ano.
Para quem acompanha a expansão da cidade há décadas, o efeito do asfalto vai além do fim da poeira.
Moradora de Juti há muitos anos, a ex-vereadora Margarida Libert de Souza criou os três filhos no município e agora acompanha a pavimentação chegar à porta de casa. Ela associa a obra não apenas ao conforto, mas também à valorização do imóvel.
“O asfalto não é só acabar com a poeira, é valorização, é tudo”, afirma. “A cidade desenvolveu muito.”
Margarida diz que a ampliação dos serviços e da infraestrutura também mudou sua percepção sobre viver em uma cidade pequena.
“É muito bom morar no interior. Aqui em Juti é como morar na capital. O investimento chega mesmo”, resume.
Uma cidade que procura completar a infraestrutura básica
O prefeito Gilson da Cruz afirma que a parceria entre município e Estado permitiu acelerar projetos que dificilmente seriam executados apenas com a capacidade financeira da prefeitura.
Segundo ele, Juti já alcançou a universalização do esgotamento e tratamento sanitário e deve chegar ainda neste ano a 100% de iluminação pública em LED. A pavimentação e a drenagem formam a próxima etapa desse processo.
“A nossa cidade está mudando significativamente. A melhor coisa que tem hoje é a nossa pavimentação e drenagem”, afirma. “Isso é um grande avanço, é uma mão do Governo que vem ajudar.”
Os investimentos estaduais também chegam a outras áreas. Na habitação, são R$ 2,2 milhões em contrapartidas do Estado, com cinco moradias já entregues e outras 99 em andamento. Desse total, 49 unidades estão localizadas na Aldeia Indígena Jarará e 50 no Condomínio Vila Morena.
Na educação, R$ 6,1 milhões foram destinados à reforma geral e ampliação da Escola Estadual 31 de Março, concluída em setembro de 2025. Na proteção social, 253 famílias estão incluídas no Mais Social, 49 recebem o benefício Conta de Luz Zero e 159 são atendidas com cestas alimentares.
O Programa Energia Social: Conta de Luz Zero é destinado a famílias de baixa renda que atendam aos critérios previstos na legislação estadual e prevê o pagamento da fatura de energia pelo Estado.
Há ainda investimentos em estruturas que conectam a área urbana à zona rural, entre eles uma ponte de concreto sobre o Rio Saiju e obras em rodovias vicinais que atendem Juti e Naviraí.
Riedel afirma que a intenção é completar um ciclo de infraestrutura básica que permita à cidade crescer sem perder qualidade de vida.
“Vai ser concluído 100% de pavimentação em Juti”, afirmou o governador durante a agenda.
Para ele, o reflexo aparece também na economia local.
“Andando pela cidade, você vê quantas obras, casa nova, restauração. Tinha uma loja de material, hoje tem três. É uma sociedade que se desenvolve com qualidade de vida, e é isso que a gente quer pra nossa gente”, disse.
Em Naviraí, desenvolvimento passa pela indústria
A poucos quilômetros dali, em Naviraí, a transformação assume outra escala.
Everaldo Jorge Reis, de 48 anos, é produtor rural e integra o Conselho de Administração da Copasul, uma das principais cooperativas agrícolas de Mato Grosso do Sul. Para ele, o desenvolvimento da região depende de uma mudança que vai além de aumentar a produção no campo: é preciso transformar no próprio Estado aquilo que sai das lavouras.
“Mato Grosso do Sul sempre foi um estado que só produzia insumos e mandava pra fora. Hoje a gente tem muita industrialização”, afirma.
A Copasul está construindo às margens da BR-163 uma nova unidade industrial para processamento de soja. A previsão apresentada pela cooperativa é de início das operações em fevereiro do próximo ano.
Para Everaldo, a importância do empreendimento está em agregar valor à produção agrícola antes que ela deixe Mato Grosso do Sul.
“Pra nós, produtores do Estado, e pros municípios é de extrema importância que a gente consiga agregar valor. Pro associado da Copasul, ter uma cooperativa forte, uma cooperativa firme, é muito bom. A gente fica mais seguro.”
A nova indústria integra um processo de verticalização da economia de Naviraí, município que já reúne atividades de transformação ligadas à agricultura e à proteína animal. Informações oficiais da prefeitura apontam a unidade de processamento de soja da Copasul como uma das iniciativas de expansão industrial em andamento no município.
O projeto também ajuda a explicar uma das políticas econômicas defendidas por Riedel: a concessão de incentivos fiscais como instrumento para disputar investimentos privados com outros estados.
Segundo o governador, sem esse tipo de estímulo, empreendimentos como o da Copasul poderiam ser instalados fora de Mato Grosso do Sul.
“Não tem cabimento deixar uma cooperativa genuinamente sul-mato-grossense sair do Estado por conta disso”, afirmou.
Everaldo diz que a relação com o Governo do Estado foi importante durante o processo de expansão da cooperativa.
“O governador Riedel tem uma importância fundamental nessa trajetória da Copasul e nesse crescimento que nós estamos tendo. Tudo que nós precisamos, o governador sempre abriu as portas pra nós”, afirma.
Obras que estavam no papel
A estratégia de desenvolvimento em Naviraí, entretanto, não se resume à indústria.
Segundo os dados apresentados pelo Governo do Estado durante a agenda, os investimentos estaduais no município ultrapassam R$ 235,7 milhões. A maior parcela está concentrada em infraestrutura e inclui intervenções urbanas, rodoviárias e de logística regional.
Entre elas está o recapeamento da Avenida Pérsio Antunes, investimento de aproximadamente R$ 12 milhões, além da pavimentação no Jardim Paraíso e do acesso ao cemitério.
O prefeito Rodrigo Massuo Sacuno afirma que parte dessas intervenções atende demandas antigas da população. Segundo ele, o Jardim Paraíso esperava havia quase 30 anos pela pavimentação.
“São obras que há anos eram sonhadas e estavam no papel”, afirma.
Também fazem parte do conjunto de intervenções a iluminação do aeroporto municipal, a retomada da Estrada da Balsinha e o projeto de acesso ao Porto Caiuá.
A Estrada da Balsinha ilustra, ao mesmo tempo, o potencial e as dificuldades encontradas na execução de grandes obras. O projeto enfrentou problemas de licitação e discussão judicial antes de ser reequilibrado e retomado.
Já o acesso ao Porto Caiuá é tratado pelo governo como uma obra de caráter regional, por ampliar as possibilidades de escoamento da produção e de integração logística.
Da casa própria ao hospital
Os investimentos apresentados pelo Estado também alcançam áreas que têm impacto direto sobre famílias de Naviraí.
Na habitação, há R$ 4,9 milhões em contrapartidas estaduais. Estão em andamento 84 moradias, das quais 24 destinadas à substituição de habitações precárias e 60 ao Residencial Interlagos.
O município também contabiliza 77 títulos de regularização fundiária já entregues e outros 226 em andamento. Na prática, a regularização transforma a posse em propriedade formal e dá segurança jurídica a famílias que vivem nesses imóveis.
Na educação, o investimento informado é de R$ 11,9 milhões em reformas de escolas estaduais.
Na saúde, são R$ 4,3 milhões, incluindo a construção de uma UTI no Hospital Municipal, unidade com 97 leitos que também recebe repasses anuais do Governo do Estado.
Na área social, 548 famílias são atendidas pelo Mais Social e 660 pelo Conta de Luz Zero.
Somados, esses investimentos mostram a tentativa de combinar duas dimensões do desenvolvimento: criar condições para que empresas invistam e produzam mais, ao mesmo tempo em que infraestrutura e serviços públicos avancem dentro das cidades.
É essa combinação que Riedel define como uma “transformação social a partir do desenvolvimento”.
“Não tem um município que não tenha um investimento importante do Governo, pensado a partir do municipalismo”, afirmou.
Segundo o governador, a lógica é construir as prioridades junto às administrações municipais.
“Não é o que o Estado quer. É o que o prefeito, a prefeita, os vereadores e as vereadoras sentaram na mesa e definiram. O que a gente faz é viabilizar a execução.”
Em Juti, para José Rene, toda essa discussão sobre planejamento, orçamento e municipalismo pode ser traduzida de maneira muito mais simples.
Ela aparece quando a rua deixa de ser um obstáculo.
Quando alguém com mobilidade reduzida consegue circular melhor.
Quando a cidade onde ele nasceu passa a ter infraestrutura que antes parecia distante.
“É muito bom pra cidade”, resume. “E é bom pra nós, pra população.”
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