21/09/2026 09h00
Por que as empresas estão apostando cada vez mais em informação
Em um ambiente de negócios marcado por excesso de dados e velocidade nas decisões, empresas ampliam investimentos em informação para compreender mercados, concorrentes e oportunidades. O monitoramento da mídia passa a fazer parte dessa estratégia.
A informação deixou de ser apenas um recurso de apoio à tomada de decisão e passou a ocupar espaço entre os principais ativos estratégicos das empresas. Em um ambiente de negócios marcado por mudanças rápidas, novas tecnologias e maior pressão por resultados, compreender o que acontece dentro e fora da organização tornou-se uma questão de competitividade.
A transformação também aparece nos investimentos corporativos. Pesquisa da Deloitte com Chief Data Officers mostra que 56% dos executivos entrevistados identificaram aumento dos investimentos em dados nas organizações no último ano. Entre empresas consideradas mais maduras em dados, 67% apontam inteligência artificial e IA generativa como uma das prioridades para os 12 meses seguintes.
O movimento não se limita às áreas de tecnologia. Informações externas à empresa também ganharam importância, principalmente aquelas capazes de revelar mudanças de comportamento, movimentações de concorrentes, tendências regulatórias e alterações na percepção pública.
É nesse contexto que o clipping ganha uma nova dimensão. Tradicionalmente utilizado para registrar a presença de uma marca na imprensa, o monitoramento pode funcionar também como uma fonte estruturada de inteligência sobre o ambiente de negócios. A cobertura jornalística reúne diariamente informações sobre empresas, setores, executivos, investimentos, crises e mudanças de mercado.
"Quando uma empresa acompanha a mídia apenas para saber quantas vezes foi citada, está utilizando uma pequena parte do potencial dessa informação. A cobertura jornalística também permite entender o que está movimentando o setor, quais empresas estão ocupando determinados espaços e quais assuntos começam a ganhar relevância", afirma Cassiano de Bernardis, diretor da Sinopress.
A evolução tecnológica ampliou ainda mais esse potencial. Sistemas automatizados e inteligência artificial permitem localizar, classificar e organizar grandes volumes de conteúdo em tempo real. O desafio passa a ser transformar esse volume em informação útil.
Uma pesquisa da Deloitte sobre organizações orientadas por dados já havia identificado que empresas com culturas mais fortes de análise e tomada de decisão baseada em evidências tinham o dobro de probabilidade de superar significativamente suas metas de negócio.
Para a Sinopress, o movimento representa uma mudança importante na própria função do clipping. "O valor não está apenas em encontrar a informação. Está em identificar o que merece atenção e colocar aquela informação dentro de um contexto que possa ajudar uma empresa a decidir", diz Cassiano.
Em um mercado no qual praticamente todas as organizações têm acesso a grandes volumes de dados, a vantagem tende a estar menos na quantidade de informação disponível e mais na capacidade de interpretá-la rapidamente.
Nesse cenário, o clipping deixa de ser apenas um registro do que já aconteceu e passa a integrar uma lógica mais ampla de inteligência de mídia.
Saiba mais: www.sinopress.com.br





