26/09/2026 13h00
Jogo de sub-12 tem agressão e arma de fogo em punho dentro de quadra
Confusão ocorreu na manhã deste sábado no ginásio do Colégio ABC, em Campo Grande
Por Gabriel Neris e Maurício Aguiar
Partida de futsal de meninos de até 12 anos terminou em confusão e até com arma de fogo em punho dentro de quadra. O caso ocorreu na manhã deste sábado no ginásio do Colégio ABC, em Campo Grande, durante a Copa ABC de Futsal.
Vídeo da transmissão da partida mostrava o confronto entre os garotos do Colégio Batista e Mussi Sports. A partida estava 1 a 0 para o Colégio Batista quando foi interrompida por uma discussão entre um membro da competição, ainda não identificado, e torcedores.
A confusão persistiu até que um dos homens que acompanhavam a partida da arquibancada tentou agredir o árbitro Genésio Espírito Santo Bonfim. As primeiras informações são de que esse torcedor tenha puxado uma arma contra o árbitro, que correu imediatamente no sentido oposto, em direção à mesa de arbitragem. Instantes depois, o árbitro aparece no vídeo com uma arma na mão.
Ao Campo Grande News, Fabinho Manso, responsável pelo espaço, respondeu que havia uma forte discussão entre pais e árbitro, até que o árbitro pediu para que os pais deixassem a quadra após ofensas. Um organizador do campeonato interveio, paralisou o jogo e reforçou o pedido de saída dos pais.
Fabinho também não soube dizer se um dos pais estava realmente armado ou apenas ameaçando ao colocar a mão na cintura por diversas vezes. Ele também afirmou que a rodada de hoje está suspensa e que os próximos jogos devem ocorrer sem público.
Segundo Fabinho, a organização é da GV Eventos. A reportagem foi informada que uma nota está sendo elaborada.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, representantes da equipe Batista Contramussi Esporte relataram que o árbitro Genésio Espírito Santo Bonfim, de 55 anos, teria sacado uma arma de fogo dentro da quadra, após manifestações de pessoas contrárias à marcação de um pênalti.
Segundo o registro, não houve ofensas pessoais iniciais contra o árbitro, mas ele teria passado a xingar os pais dos atletas, chamando-os de “corno”, além de mandar que deixassem o local, usando a expressão “vaza”, e fazer gestos simulando socos. Ainda conforme o relato, após retirar a arma, o árbitro teria causado temor entre crianças e adultos que acompanhavam a partida. Um dos pais conseguiu segurá-lo, enquanto outras pessoas deixaram a quadra temendo que houvesse disparos.
A súmula da partida, documento no qual o árbitro responsável relata todas as ocorrências, não traz qualquer menção ao caso. O árbitro número um, conforme a organização, se chama Gabriel Augusto Afonso Cantero.
O presidente da Federação de Futsal, Mauro Ferrari, respondeu ao Campo Grande News que a competição e os envolvidos não fazem parte da entidade. A reportagem está tentando contato com os dois árbitros da partida. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
Matéria atualizada às 12h42 para acréscimo de informações



