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Preços dos imóveis aceleram em agosto, mas valorização em 12 meses desacelera pelo quinto mês seguido


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29/09/2026 14h00

Preços dos imóveis aceleram em agosto, mas valorização em 12 meses desacelera pelo quinto mês seguido

assessoria


IGMI-R da Abecip sobe 0,87% no mês e acumula alta de 14,73% em 12 meses; Recife lidera valorização no ano, enquanto Porto Alegre e Belo Horizonte têm as maiores altas mensais

Os preços dos imóveis residenciais ganharam ritmo em agosto, mas mantiveram a trajetória de desaceleração quando considerada a janela de 12 meses. O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), avançou 0,87% no mês, após alta de 0,61% em julho. No acumulado em 12 meses, porém, a valorização recuou de 15,78% para 14,73%, marcando o quinto mês consecutivo de desaceleração desde o pico de 19,76% registrado em março.

Entre janeiro e agosto, o IGMI-R acumulou alta de 6,56%. O resultado ficou abaixo dos 10,19% registrados no mesmo período de 2025 e dos 9,00% de 2024, mas ainda supera as taxas observadas entre 2016 e 2019 e em 2023. O desempenho mostra que os preços continuam avançando em 2026, embora em ritmo menos intenso do que nos dois anos anteriores.

A diferença de comportamento entre os mercados locais permanece elevada. No acumulado do ano, as taxas variaram de 2,59% em Fortaleza a 12,04% em Recife. Também ficaram acima do índice nacional Porto Alegre (10,38%), Curitiba (8,82%), Goiânia (7,98%) e Brasília (6,85%). Salvador, com alta de 6,55%, ficou praticamente em linha com o resultado do país.

No mês de agosto, seis das dez capitais pesquisadas aceleraram. Porto Alegre apresentou a maior alta, de 1,66%, seguida por Belo Horizonte (1,65%) e Recife (1,44%). Curitiba foi a única capital a registrar queda, de 0,23%. Na comparação em 12 meses, Recife continuou liderando o levantamento, com valorização de 25,81%, seguida por Curitiba (21,19%), Salvador (19,20%), Brasília (18,41%) e Porto Alegre (16,66%).

Sudeste

As três capitais pesquisadas no Sudeste registraram alta em agosto. São Paulo acelerou de 0,25% para 0,81%, o Rio de Janeiro, de 0,90% para 1,09%, e Belo Horizonte, de 0,70% para 1,65%. No acumulado do ano, entretanto, todas permaneceram abaixo da média nacional: São Paulo avançou 5,57%, Rio de Janeiro, 5,46%, e Belo Horizonte, 5,37%.

Nordeste

O Nordeste apresentou comportamentos distintos. Recife avançou 1,44% em agosto e manteve a maior valorização entre todas as capitais no acumulado de 2026, de 12,04%. Fortaleza acelerou ligeiramente, de 0,41% para 0,45%, mas acumula a menor alta do levantamento no ano, de 2,59%. Salvador ficou praticamente estável no mês, com queda de 0,01%, e soma 6,55% entre janeiro e agosto.

Sul

No Sul, Porto Alegre registrou a maior alta mensal entre as capitais, de 1,66%, e acumula valorização de 10,38% no ano, segunda maior do levantamento. Curitiba recuou 0,23% em agosto, após subir 0,43% em julho, mas mantém alta expressiva de 8,82% em 2026 e de 21,19% em 12 meses.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, Goiânia desacelerou de 1,55% para 0,50% em agosto, mas acumula 7,98% no ano. Brasília acelerou de 0,20% para 0,93% no mês e soma valorização de 6,85% em 2026. Ambas permanecem acima da alta nacional no acumulado de janeiro a agosto.

Imóveis ainda sobem bem acima da inflação

Apesar da desaceleração do IGMI-R na janela de 12 meses, os preços dos imóveis residenciais continuam avançando em ritmo significativamente superior à inflação, aos custos da construção e aos aluguéis. Até agosto, o IGMI-R acumulou 14,73% em 12 meses, diante de 6,56% do INCC-M, 5,09% do IVAR e 4,22% do IPCA.

Na comparação com o custo da construção, a diferença entre o IGMI-R e o INCC-M ficou em 8,17 pontos percentuais. Frente aos aluguéis, a distância foi de 9,64 pontos, enquanto os preços dos imóveis superaram a inflação ao consumidor em 10,51 pontos percentuais.

Descontada a inflação medida pelo IPCA, a valorização dos preços dos imóveis residenciais foi de aproximadamente 10,09% em termos reais nos últimos 12 meses. O dado reforça que, embora o ritmo de valorização tenha diminuído desde março, os preços dos imóveis continuam crescendo bem acima do nível geral de preços da economia.

A comparação entre os indicadores também mostra que a evolução do preço dos imóveis não pode ser atribuída exclusivamente ao custo da construção. O comportamento do mercado residencial responde a fatores próprios de cada região, como oferta de imóveis, demanda, disponibilidade de crédito e condições econômicas locais.

Acesse aqui para saber mais.

Sobre o IGMI-R

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) é elaborado pela FGV/IBRE com dados da Abecip e acompanha a evolução dos preços dos imóveis residenciais no Brasil. O indicador apresenta resultados nacionais e para dez capitais, permitindo observar tanto a trajetória agregada dos preços quanto as diferenças entre os principais mercados imobiliários do país.

Sobre a Abecip

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) representa instituições que atuam no financiamento imobiliário e na poupança no Brasil. A entidade acompanha a evolução do mercado habitacional e divulga estudos, estatísticas e indicadores relacionados ao crédito e ao mercado imobiliário.

Os comparativos reforçam um dos ganchos mais fortes para a grande imprensa: em 12 meses, o IGMI-R ainda sobe 14,73%, contra 6,56% do INCC-M, 5,09% do IVAR e 4,22% do IPCA. IGMI-R Abecip - Setembro 2026 O ganho real aproximado dos imóveis, descontado o IPCA, foi de 10,09% no período. IGMI-R Abecip - Setembro 2026

 

 




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