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Planos de governo de presidenciáveis deixam lacunas na gestão de pessoas do setor público, aponta Movimento Pessoas à Frente


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  • mell280

03/10/2026 04h43

Planos de governo de presidenciáveis deixam lacunas na gestão de pessoas do setor público, aponta Movimento Pessoas à Frente

assessoria


Análise de 13 programas de governo registrados no TSE mostra que, em 40% dos cruzamentos com as dez propostas do Movimento, o tema não aparece; apenas 15,4% apresentam algum mecanismo para colocar os compromissos em prática

 

 

 

A gestão de pessoas no setor público ainda ocupa espaço limitado nos planos de governo das candidaturas à Presidência da República. É o que mostra a nova nota técnica do Movimento Pessoas à Frente – “O funcionamento do Estado que falta nos planos de governo”. A análise identificou que, das 130 combinações possíveis entre os 13 planos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e as dez propostas do Movimento para uma gestão de pessoas mais estratégica e efetiva no Estado brasileiro, 40% (52 combinações) não apresentam nenhuma menção ao tema. Em outras 44,6% (58) o tema aparece, mas não passa do enunciado, sem instrumento, desenho ou métrica de como o candidato pretende colocá-lo em prática. Somente 15,4% (20) detalham algum mecanismo, como uma lei, órgão, mecanismo ou indicador.

As propostas do Movimento usadas como referência tratam de temas prioritários para a modernização administrativa: 1. Lideranças em governos; 2. Concursos públicos; 3. Gestão de desempenho; 4. Temporários; 5. Supersalários; 6. Segurança jurídica; 7. Carreiras; 8. Pessoas negras na liderança; 9. Mulheres na liderança; 10. Transparência de dados de pessoal.

“Para cada lacuna que encontramos, já existe um instrumento formulado que qualquer candidatura pode assumir, como os anteprojetos da Lei Nacional para os Temporários e da Política Nacional de Gestão de Lideranças em Governos. Quem for eleito terá, logo no início do mandato, a oportunidade de colocar essa agenda em prática”, afirma Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente.

Principais achados

Entre os principais achados está a identificação de temas que atravessam diferentes campos políticos e outros que geram maior divergência. O combate aos supersalários é a pauta mais transversal, presente em sete planos, sendo que quatro deles indicam algum instrumento para enfrentá-los.

Já as propostas voltadas à escolha de dirigentes, como coordenadores, diretores e outras posições de lideranças, são insuficientes. Seis planos tratam da seleção de lideranças públicas, mas, onde o tema aparece, ainda faltam os instrumentos que fazem um sistema funcionar: perspectiva de uma política nacional, perfis de competência, comitês de seleção e órgão coordenador.

Outro ponto de atenção é a segurança jurídica para gestores públicos. Embora o termo apareça em oito planos, ele está associado principalmente à estabilidade regulatória, contratos e ambiente de negócios. A nota aponta que mecanismos voltados à inovação na gestão pública e à proteção do gestor que decide de boa-fé diante de situações de incerteza não aparecem nos documentos analisados.

O relatório também mostrou que a promoção de equidade aparece, mas de maneira tímida. Na proposta sobre pessoas negras em cargos de liderança, oito planos ficam em zero e há três notas máximas; na agenda de mulheres, há dois planos que chegam ao nível operacional, enquanto os demais tratam o tema pela violência e pelo cuidado, sem recorte da gestão pública.

Cruzamento dos temas de gestão de pessoas nos planos de governo 2026

Metodologia

Para realizar a análise, o Movimento utilizou duas camadas de leitura: uma análise lexical, com um dicionário de 66 termos distribuídos em 12 eixos, e uma análise programática das dez propostas, atribuindo notas de profundidade de 0 a 3. Cada avaliação da matriz foi baseada em trechos dos próprios planos.

A análise detalhada de cada candidatura, os resultados por proposta e os instrumentos que podem ser incorporados aos planos estão disponíveis na nota técnica “O funcionamento do Estado que falta nos planos de governo”, publicada no site do Movimento Pessoas à Frente.

 

 

Sobre o Movimento Pessoas à Frente

O Movimento Pessoas à Frente é uma organização da sociedade civil, plural, suprapartidária e independente, que elabora coletivamente diretrizes para uma gestão mais efetiva do Estado brasileiro. Com base em evidências, ajuda a construir e viabilizar propostas para aperfeiçoar políticas públicas de gestão de pessoas no setor público, com foco em lideranças. A rede de membros do Movimento Pessoas à Frente reúne especialistas, acadêmicos, parlamentares, integrantes dos poderes públicos federal e estadual, sindicatos e terceiro setor, que agregam à rede visões políticas, sociais e econômicas plurais.  

Saiba mais: https://movimentopessoasafrente.org.br/.

Acesse o Observatório da Reforma Administrativa: https://reformaadm.org.br/.

Contatos para imprensa:

Analítica Comunicação – assessoria de imprensa do Movimento Pessoas à Frente  

Julia Rezende – julia.rezende@analitica.inf.br – cel. 11 99684-5604

Carlos Moura – carlos.moura@analitica.inf.br – cel. 11 98243-9332

 



 


Analítica Comunicação

 

 




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