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Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque


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16/10/2026 07h25

Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque

Suspeito respondia por duas tentativas de assassinato e já havia sido condenado por posse ilegal de arma

Por Bruna Marques e Helio de Freitas, de Dourados


viatura do choque nas ruas de Maracaju

 Edilson Gonçalves Vilhalba, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (16), em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande, durante confronto com policiais do Batalhão de Choque.

 
 
 
Natural de Antônio João, ele morava em Maracaju. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre como a ocorrência aconteceu.
 
Edilson respondia a uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul por duas tentativas de homicídio qualificado, em um caso registrado na madrugada de 3 de novembro de 2013, no Bar do Justino, no bairro Cambaraí, em Maracaju. O processo estava na fase de preparação para julgamento pelo Tribunal do Júri.
 
Conforme a denúncia, após um desentendimento anterior com uma das vítimas, Edilson teria ido ao estabelecimento acompanhado de outro homem. Os dois teriam efetuado disparos contra dois irmãos, atingidos nas coxas.
 
 
Segundo o Ministério Público, os crimes teriam sido motivados por vingança. A acusação também apontou que os disparos em um local público colocaram outras pessoas em risco. Edilson foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado, por motivo torpe e pelo emprego de meio que poderia resultar em perigo comum.
 
 
 
Em outro caso, Edilson foi condenado a dois anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O episódio ocorreu na madrugada de 26 de maio de 2013, na Praça Central de Maracaju.
 
Segundo a denúncia, policiais militares faziam patrulhamento quando receberam informação sobre um homem armado no local. Durante a abordagem, encontraram com Edilson uma pistola calibre 765 e 14 munições intactas.
 
 
Conforme a sentença, ele confirmou que portava a arma e não tinha registro nem autorização para mantê-la. A Justiça fixou a pena em dois anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de dez dias-multa. A decisão permitiu que ele recorresse em liberdade.
 
No dia 15 de agosto de 2011, Edilson foi preso suspeito de matar Alexandre Marques da Silva, de 26 anos. O crime ocorreu três dias antes, após uma discussão entre a vítima e um dos suspeitos. Na ocasião, Claiton Lampert, apontado como comparsa de Edilson, também foi detido.
 
Durante buscas na casa dos suspeitos, os policiais encontraram a arma que teria sido utilizada no homicídio. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil.
 
 
Conforme as informações da ocorrência, após a discussão, um dos suspeitos sacou a arma e atirou contra Alexandre. Populares ainda tentaram levar a vítima ao hospital, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.
 
 
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