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Usinas solares: especialista cita medidas para reduzir perdas durante tempestades e ventanias


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27/10/2026 05h00

Usinas solares: especialista cita medidas para reduzir perdas durante tempestades e ventanias

Ana Luísa


Com registros de vendavais, granizo e chuvas acima da média no Paraná, monitoramento remoto e manutenção preventiva ajudam a proteger equipamentos e acelerar a retomada da geração de energia

 

 

 

Usinas solares: especialista cita medidas para reduzir perdas durante tempestades e ventanias
Com registros de vendavais, granizo e chuvas acima da média no Paraná, monitoramento remoto e manutenção preventiva ajudam a proteger equipamentos e acelerar a retomada da geração de energia

O aumento dos registros de eventos climáticos severos no Paraná em 2026 reforça a importância de preparar as usinas fotovoltaicas para condições meteorológicas adversas. Entre junho e agosto, a Defesa Civil do estado contabilizou 228 ocorrências em 150 municípios, incluindo 95 registros de vendavais, 62 de granizo e cinco de tornados. Em setembro, o estado também registrou volumes de chuva históricos em diferentes regiões, com 14 estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) alcançando os maiores acumulados para o mês desde o início de suas séries históricas. 

Com a intensificação do El Niño, que favorece o aumento das chuvas no Sul do Brasil, cresce a importância de medidas que reduzam a vulnerabilidade das instalações e os impactos de interrupções na geração. Além de avaliar a resistência física das estruturas, operadores podem investir em manutenção preventiva, monitoramento contínuo e sistemas de controle remoto para identificar falhas e apoiar o restabelecimento seguro das usinas após temporais.

Para a L8 Energy, empresa que atua na construção, operação e manutenção de usinas solares, a integração entre sistemas de supervisão e equipamentos de monitoramento pode contribuir para tornar a operação mais segura e eficiente diante de eventos climáticos severos. 

Pensando nisso, pedimos para a especialista Rosiane Bonatti Ribeiro, engenheira civil, e Alex Sandro Boroski, engenheiro eletricista, ambos da L8 Energy, citarem algumas medidas que podem ajudar a reduzir os impactos das tempestades em usinas solares. Confira:

Boa estrutura é primordial

A preparação começa antes da chegada das tempestades. “Cada vez mais estamos passando por instabilidades climáticas. Antes de pensar em uma usina solar, é preciso ter isso em mente”, explica Rosiane. 

Desta forma, segundo a profissional, estruturas de sustentação, fundações, ancoragens e fixadores precisam ser dimensionados de acordo com as condições locais de vento e as características do terreno. “Inspeções periódicas também ajudam a identificar corrosão, folgas e deformações que possam comprometer a estabilidade dos módulos”, complementa.

Inspeção periódica

Chuvas intensas podem provocar erosão, alagamentos e instabilidade do solo, afetando fundações, cabos e equipamentos elétricos, por isso, manter uma agenda de inspeções é fundamental. “Uma das formas de reduzir os riscos ocasionados por tempestades é garantir a manutenção dos sistemas de drenagem e a verificação das condições do terreno. Após um temporal, a inspeção deve considerar possíveis danos às estruturas, aos módulos e às instalações elétricas antes da retomada da operação”, explica a engenheira.

Monitoramento remoto

Para garantir integridade de equipes e um bom monitoramento, o monitoramento remoto é uma opção que deve ser considerada. O engenheiro eletricista, Alex Sandro Boroski, afirma: “Hoje, temos sistemas no modelo SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition), que permitem acompanhar variáveis operacionais, alarmes e o estado dos equipamentos em tempo real. Quando uma proteção é acionada durante uma tempestade, o sistema ajuda a identificar o ponto afetado e a avaliar as condições da instalação sem exigir, necessariamente, um deslocamento imediato de profissionais até a usina”.

A tecnologia também contribui para reduzir a exposição das equipes a riscos associados a raios, alagamentos e instalações elétricas. Apesar de sua eficácia, o especialista alerta que o monitoramento remoto não deve substituir a inspeção presencial quando há suspeita de danos físicos ou quando os procedimentos de segurança exigem uma verificação em campo.

Integração de tecnologias

Além do monitoramento remoto, considerar uma integração entre tecnologias pode trazer um resultado mais eficiente. É o caso da integração entre um sistema SCADA e câmeras térmicas. “Com isso, é possível ampliar a capacidade de identificar anomalias em equipamentos e apoiar a avaliação de ocorrências. Alterações de temperatura podem indicar aquecimento anormal em componentes elétricos ou outros problemas que exigem investigação”, reforça o especialista.

Em uma situação de desarme, por exemplo, o operador pode combinar os alarmes do sistema com imagens e informações térmicas para avaliar a necessidade de manter determinado circuito isolado ou iniciar procedimentos de inspeção. 

Após a tempestade, a retomada

Após a passagem de uma tempestade, o tempo necessário para avaliar os danos e restabelecer a operação pode representar perdas de geração. “Por isso considerar um monitoramento remoto é importante, pois, desta forma, os operadores conseguem identificar ocorrências, priorizar inspeções e tomar decisões com mais agilidade”, alerta o engenheiro.

O profissional ainda destaca que a possibilidade de religamento à distância depende da natureza da falha e das condições de segurança. Se houver indícios de danos físicos, curto-circuito ou risco de incêndio, o equipamento deve permanecer isolado até que as verificações e liberações necessárias sejam realizadas. “O objetivo sempre deve ser reduzir o tempo de indisponibilidade sem comprometer a segurança das instalações e dos profissionais”, finaliza.

Sobre a L8
O Grupo L8 agrega 300 pessoas, que juntas implementaram com sucesso mais de 1 bilhão de reais em projetos em todo o Brasil. Com foco na inovação, na qualidade e na sustentabilidade com responsabilidade social, o Grupo L8 é composto pelas seguintes unidades de negócios: Energia, Telecomunicações, Segurança Eletrônica e Cibersegurança. Com mais de 10 anos de atuação no Brasil, e sólida experiência em projetos de grande porte, a L8 está alinhada com os principais fabricantes globais para cada um de seus segmentos. O Grupo L8 possui as certificações ISO 9001, ISO 27001, Certigov, e possui operação 24x7 a partir de um prédio com certificação LEED Gold. www.l8group.net

 



 




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