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Nike, Coca e Mastercard terão ações na Bovespa


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19/07/2011 12h20

Nike, Coca e Mastercard terão ações na Bovespa

Revista Veja/Agência do Estado


 

Divulgação

Papeis de empresas como a Coca-Cola serão negociados por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs)(Divulgação)

O investidor brasileiro vai poder negociar no mercado local a partir da próxima segunda-feira papéis de empresas americanas, como Coca-Cola, Colgate-Palmolive, Nike, a bandeira de cartões Mastercard e o site de comércio eletrônico Amazon. O Itaú Unibanco venceu uma concorrência da BM&FBovespa e está trazendo ações de dez empresas, que incluem ainda Caterpillar, Chevron, Oracle, Monsanto e Schlumberger.

O investimento nessas empresas na Bolsa brasileira, porém, será restrito a grandes investidores. Para pessoas físicas, a opção estará disponível somente para aquelas com aplicações financeiras de mais de 1 milhão de reais. Quem não tiver esse patrimônio terá de procurar fundos de investimento que incluam esses papéis na carteira.

Ricardo Soares, diretor do Itaú Unibanco, diz que, para escolher as dez empresas, o banco considerou fatores como exposição da marca no mercado americano e internacional, expectativa de crescimento nos próximos anos e volume de negociação das ações nos Estados Unidos. "Optamos por trazer mais empresas ligadas ao consumo e varejo, por conta das boas expectativas para este segmento a médio e longo prazo", explica.

As ações dessas empresas serão negociadas na BM&FBovespa por meio de papéis chamados Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinados. São certificados que representam ações de emissão de companhias abertas, com sede no exterior, e emitidos por instituição no Brasil - no caso, o Itaú. São chamados de "não patrocinados" porque quem traz o papel para a bolsa brasileira é um banco, e não a própria empresa.

O Deutsche Bank, que participou junto com a Bolsa da criação desse mercado no Brasil, no ano passado, e o Citibank, que venceu a primeira concorrência, já trouxeram outros papéis para o Brasil. Os nomes incluem ações de grandes empresas internacionais, como Google, McDonald's, Arcelor, Apple e o banco de investimento Goldman Sachs.

Esse mercado, porém, ainda registra poucos negócios na bolsa brasileira. Soares, do Itaú, afirma que uma das razões é que é um setor muito novo no Brasil e que pouca gente conhece.