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Poupança tem ingresso de R$ 6 bilhões em julho, maior valor do ano


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04/08/2011 12h20

Poupança tem ingresso de R$ 6 bilhões em julho, maior valor do ano

Alexandro Martello Do G1, em Brasília


 Após um primeiro semestre fraco em termos de captação, quando houve mais retirada do que ingresso de recursos, as cadernetas de poupança registraram uma entrada de R$ 6,09 bilhões em julho, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (4).

Trata-se do maior ingresso líquido de recursos (acima das retiradas) desde dezembro do ano passado, quando os aplicações na mais traidicional modalidade de investimentos do país somaram R$ 6,35 bilhões.

Depósitos, retiradas e estoque da poupança
No mês passado, os depósitos em cadernetas de poupança totalizaram R$ 111,73 bilhões, enquanto que as retiradas de recursos somaram R$ 105,63 bilhões, segundo informações da autoridade monetária.

O volume total de recursos depositados na caderneta de poupança, por sua vez, atingiu R$ 397 bilhões no fim do mês passado, se aproximando da marca inédita dos R$ 400 bilhões. No fechamento de 2010, o estoque de recursos na poupança estava em R$ 378,7 bilhões.

Acumulado de 2011
Com a forte entrada de recursos registrada em julho, a captação da poupança no acumulado de 2011 passou a ficar positiva. No primeiro semestre, houve saída líquida de R$ 3 bilhões da caderneta de poupança. Com o ingresso de R$ 6,09 bilhões somente em julho, a parcial do ano retornou ao campo positivo e registrou o ingresso de R$ 3,09 bilhões. Em todo ano de 2010, a poupança recebeu um volume recorde de recursos (R$ 38,68 bilhões), apesar do baixo rendimento.

Rendimento
De janeiro a julho deste ano, a caderneta de poupança apresentou um rendimento de cerca de 4,3%. No mesmo período, os fundos de renda fixa, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), apresentaram uma remuneração de 6,89%, enquanto que os fundos referenciados em DI (que acompanham os juros básicos da economia) apresentaram rendimento de 6,6%.

Na poupança, cuja correção é determinada pela variação da taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos. Nos sete primeiros meses deste ano, o ingresso de recursos nos fundos de investimento em renda fixa somou cerca de R$ 46 bilhões.





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