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Crise em mercados mundiais pode propiciar investimentos, diz analista


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09/08/2011 09h00

Crise em mercados mundiais pode propiciar investimentos, diz analista

TV Morena


 Dólar oscilando, bolsas em queda, países ricos sofrendo para pagar as contas. Até que ponto a crise financeira mundial influencia a vida do brasileiro? Para economistas, o momento é de cautela mas pode ser ideal para investir.

Placas anunciam prestações a perder de vista. Mas o consumidor pensa duas vezes antes de decidir. "Prefiro juntar dinheiro e fazer a compra, nada de ficar devendo", diz a comerciante Maria de Lourdes.

 

Nos últimos dias, a incerteza tomou conta do mercado mundial. Depois da crise em vários países da Europa, o endividamento norte-americano deixou em alerta investidores de vários cantos do planeta. O governo Obama demorou a aprovar a capacidade de pagamento de credores. O mundo reagiu, e o resultado é que a sólida economia dos Estados Unidos deixou de ser 100% confiável.

No Brasil, a crise norte-americana pode ter reflexos na economia. O governo brasileiro já anunciou preocupação com a situação financeira mundial. Na ruas, muita gente não sabe, mas a principal dúvida é entender como a oscilação de mercado pode ter reflexos na vida do cidadão comum.

Segundo os economistas, o primeiro reflexo está nas commodities, como soja e milho, vendidas no mercado internacional. Com o dólar em baixa, o produto brasileiro fica mais caro lá fora e as vendas caem.

Como boa parte da economia de Mato Grosso do Sul baseia-se no campo, é lá que estão os maiores temores. "Minério de ferro, soja, esses produtos podem ter lucro muito próximo do custo, o que inviabiliza a receita para o produtor", explica o economista Áureo Torres. Já sobre a manutenção dos empregos, a hora é de cautela. "Se vier uma crise, a empresa diminui o quadro de funcionários. É importante que o trabalhador tenha um bom desempenho na empresa, pois se tiver uma crise no futuro e precisarem enxugar, ele não esteja entre aqueles que serão cortados", diz.

Com salário no bolso, muita pensa em gastar. "Comprar uma casa, é meu sonho", diz a auxiliar administrativa Lilian Aparecida Constantino de Souza. A casa nova, o carro zero km, desejo de muitos. Mas será que a economia vai permitir dividas a longo prazo? "A pessoa deve fazer um planejamento da sua vida, e se se sentir seguro com isso, deve financiar um imóvel", projeta Torres.

Na bolsa de valores, o dólar acumula queda. A desvalorização é um estimulo às viagens internacionais. Mas o economista João Bismark alerta: no atual cenário, não dá para planejar as férias distantes contando com o valor da moeda. "Todo esse movimento na bolsa já reflete uma expectativa negativa para os próximos meses", observa.

Se a vontade é investir as economias, a notícia é melhor que a esperada. Ao contrário do que muitos pensam, a crise pode ser o momento certo de comprar no mercado de ações visando lucros futuros. Mas há caminhos rentáveis e seguros para conservadores, mesmo em tempos de turbulência. "Títulos públicos são investimentos de renda fixa, com rentabilidade muito maior do que a poupança, e são indicados para investidores conservadores", indica Bismark.





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