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Sistema de cotas no franchising visa acelerar a expansão de redes


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  • mell280

03/04/2025 13h40

Sistema de cotas no franchising visa acelerar a expansão de redes

assessoria


O modelo de sócio cotista tem ganhado espaço no franchising brasileiro, atraindo investidores interessados em participar do negócio, mas sem operar diretamente na franquia. Para o especialista em franquias Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up do Ecossistema 300 Franchising, o modelo surge como uma alternativa para captar recursos de pessoas interessadas em entrar no setor, um caminho para redes com potencial de crescimento. “No Brasil, a expansão de redes de franquias por meio de cotas não é uma prática amplamente difundida no mercado tradicional de franchising, mas pode ser interessante em determinados contextos. Se um franqueador optar, por exemplo, por um modelo com sócios cotistas, é essencial que haja um contrato sólido entre os investidores e o operador, além de uma relação bem definida com a franqueadora para evitar problemas no futuro e garantir que a operação funcione de maneira adequada”, explica.

No modelo tradicional de franquia, o franqueado é responsável por toda a gestão da unidade, incluindo operação diária, contratação de equipe e gestão financeira. Com o programa de sócio cotista, um investidor pode adquirir uma parcela da franquia, enquanto a administração fica a cargo de um operador qualificado ou do próprio franqueador. Sobre o lucro, os cotistas recebem sua parte conforme o percentual de participação na empresa, e o sócio administrador tem uma remuneração fixa ou uma parcela maior dos lucros como incentivo para gerir o negócio. No entanto, Barreto ressalta que é importante avaliar de forma criteriosa o histórico da franqueadora e a sua gestão nas unidades antes de ingressar. “A presença de um gestor experiente e um plano de negócio são fundamentais para o sucesso do negócio”, comenta o especialista. 

No segmento de saúde e bem-estar, a PróRir, rede de clínicas odontológicas, lançou recentemente o projeto de sócio cotista para acelerar sua expansão em 2025. O setor apresentou um crescimento de 16,5% no ano passado, segundo a ABF, e a empresa quer aproveitar a boa maré. Atualmente com 20  franquias, pretende encerrar o ano com 30 unidades, com foco nas regiões Fluminense e Metropolitana do estado. “Com um investimento estimado de R$ 900 mil até R$ 1,2 milhão para a abertura de até 4 unidades da PróRir, é possível adquirir uma cota mínima de entrada de 5% e a máxima de 30%. Temos uma TIR (Taxa Interna de Retorno) de 46,15%, fazendo com que o valuation estimado deste projeto seja de R$ 2,9 milhões, mesmo ao considerarmos um custo de oportunidade de 21,30%. Dessa forma, enxergo uma ótima opção de investimento, inclusive, para quem não é dentista, mas busca um melhor rendimento para seu dinheiro”, avalia João Piffer, CEO da Prórir.  O executivo reforça que a opção de 5% para o cotista viabiliza a participação, ainda, do dentista recém-formado, que deseja empreender e ter sua própria clínica. “É provável que ele não tenha R$ 300 mil para iniciar o negócio, mas com R$ 50 mil, já consegue entrar de sócio em pelo menos três unidades”, pontua Piffer.

No setor fitness, a Academia Gaviões, com quase 50 anos no cenário paulista, consolidou sua marca com um modelo de crescimento estruturado. Desde 2019, adotou o franchising como estratégia de expansão e, para acelerar sua presença nacional e internacional, lançou o projeto de sócio cotista. Atualmente, a rede soma 43 unidades em operação e mais 70 em implantação. Com unidades avaliadas em torno de R$ 2 milhões, o modelo permite que investidores participem dos resultados financeiros sem envolvimento direto na operação. Com um plano de crescimento robusto, a marca projeta alcançar 300 unidades nos próximos anos, garantindo uma estrutura consolidada e rentabilidade acima da média do mercado financeiro. “O setor de academias segue aquecido, e queremos tornar esse mercado acessível para investidores que buscam uma oportunidade segura e promissora. Nosso modelo possibilita participação nos lucros e expansão contínua, com toda a segurança de um plano estruturado”, explica Priscila Aguiar, CEO da Gaviões. O investimento mínimo para o modelo de sócio cotista é de R$ 100 mil, com possibilidade de aportes maiores para quem deseja uma participação mais expressiva.

Com o aumento do interesse por investimentos alternativos e a busca por formatos mais flexíveis dentro do franchising, o programa de sócio cotista tende a se consolidar como uma opção estratégica para franqueadores e investidores.

 


 





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