- mell280
03/04/2025 14h15
O futuro dos pagamentos na creator economy: o que falta para a revolução ser completa?
Enquanto os creators movimentam mais de $250 bilhões ao ano, o sistema financeiro tradicional opta por ignorar a creator economy como negócio. Com mais de 50 milhões de pessoas se identificando como criadores de conteúdo, esta indústria revolucionou como o talento é descoberto, desenvolvido e monetizado. No entanto, enquanto os criadores inovam constantemente na forma de lucrar, seus ganhos continuam reféns de sistemas financeiros antiquados e inadequados.
A creator economy sofre com um problema estrutural que afeta todo o ecossistema: um fluxo financeiro desenhado para um mundo que já não existe. Marcas demorando cada vez mais para pagar, plataformas retendo pagamentos por longos períodos, dificuldades com saques internacionais e taxas onerosas ilustram este gargalo financeiro. Para agências que gerenciam influenciadores, o drama é ainda maior: elas precisam antecipar pagamentos para viabilizar a constante produção de conteúdo, mas muitas vezes não têm fluxo de caixa para isso. O resultado? Um impasse financeiro que deixa creators e intermediários presos em um jogo de espera.
Ao colocar a creator economy na mesma cesta com indústrias maiores e mais tradicionais, como o mercado imobiliário, o varejo e o agronegócio, o sistema financeiro convencional cria uma assimetria entre o que conseguem entregar e as demandas ágeis e dinâmicas de uma nova economia.
Assim como, no passado, soluções como PayPal e Stripe ajudaram a viabilizar o mercado trilionário do e-commerce com uma nova infraestrutura, o crescimento exponencial da creator economy só será sustentado com a resolução deste descompasso financeiro. Partindo dessa premissa é que surgem novas iniciativas, como a fintech Noodle, criando um ecossistema financeiro sob medida para pavimentar o futuro da indústria.
Criadores, agências e intermediários passam a contar com soluções específicas que vão desde a antecipação dos cachês de publis, sem burocracias, até a facilitação de pagamentos via automação e fundo para fluxo de caixa. Mais do que funcionalidades, automatização de processos, desburocratização de serviços e um fluxo de caixa eficiente são os pilares dessa nova era.
Essas inovações são uma resposta à urgência de modernização que o mercado da creator economy exige. Menos de 1% das pessoas conectadas à internet no mundo se consideram criadores de conteúdo. A oportunidade de crescimento ainda existente, onde bilhões de pessoas também podem monetizar conteúdo, pode ser frustrada se o ecossistema financeiro em que ela roda permanecer igual. Felizmente, a transformação já está em andamento, liderada por fintechs e visionários que entenderam aquilo que foi ignorado pelos bancos e instituições tradicionais.
Por Igor Bonatto, CEO da Noodle.