PUBLICIDADE

Carnaval 2026: de Viviane Araújo a Quitéria Chagas, veja ranking das rainhas de bateria mais longevas do Rio


PUBLICIDADE
  • mell280

08/01/2026 08h37

Carnaval 2026: de Viviane Araújo a Quitéria Chagas, veja ranking das rainhas de bateria mais longevas do Rio

G show g1


 Esplendorosos costeiros, cabeças deslumbrantes, plumas, paetês e pouquíssima fantasia em um salto 15 são elementos presentes nas luxuosas fantasias de Carnaval das majestades dos cerca de 4 mil componentes de cada escola que cruzam a Marques de Sapucaí anualmente. As rainhas de bateria, que riscam a Avenida levando o coração pulsante da escola, são postos dos mais disputados. 

 

A primeira, pioneira na coroa, foi Eloína dos Leopardos, entre 1976 a 1978, reinando à frente de cerca de 300 componentes da Soberana, a bateria da Beija-Flor de Nilópolis. Atriz, coreografa, produtora e transformista, ou como conhecemos hoje, travesti, ela abriu portas para mulheres esplendorosas reinarem atualmente. Algumas por apenas um Carnaval, outras, por décadas, como você verá a seguir. 

 

Ela não é chamada de Rainha das Rainhas à toa. A atriz e influenciadora deu seus primeiros passos ao som de cuícas e tamborins nos anos 90, em escolas de samba de São Paulo, mas foi na vermelho e branco da Tijuca, o Salgueiro, que ela se consagrou.

Viviane Araújo na estreia no Salgueiro, em 2008, e em 2025, 18 anos depois — Foto: Reprodução/Instagram e Tata Barreto | Riotur

Viviane Araújo na estreia no Salgueiro, em 2008, e em 2025, 18 anos depois — Foto: Reprodução/Instagram e Tata Barreto | Riotur

Viviane estreou em 2008 já como rainha de bateria e sua troca com a Furiosa, a ala de ritmistas da escola, foi tão grande e ali fincou raízes até hoje. Em 2026 ela vai para o seu 19º ano no posto e sem perspectiva nenhuma de passar a coroa. Viviane já disse, algumas vezes, que só deixa o posto quando sentir que deve em acordo com a escola. 

 

 

É verdade! Sabrina Sato é uma das personagens mais esperadas quando falamos sobre o Carnaval do Rio de Janeiro. Seja pelas fantasias icônicas, ou por declarações polêmicas, mas ela sabe que é o momento e que causa quando sua presença é anunciada. A apresentadora estreou na frente da Swingueira de Noel, a bateria da Vila Isabel, em 2011 e, desde então, se ligou profundamente com a comunidade do Morro dos Macacos e de Vila Isabel.

Sabrina Sato em 2011, na estreia na Vila Isabel, e em 2025 — Foto: Agnews e Alexandre Macieira|Riotur

Sabrina Sato em 2011, na estreia na Vila Isabel, e em 2025 — Foto: Agnews e Alexandre Macieira|Riotur

Mas diferente de Viviane, Sabrina não tem um reinado ininterrupto. No Carnaval de 2020 a apresentadora precisou deixar o posto, que foi ocupado por Aline Campos (à época, Riscado). Sabrina então assumiu a coroa de rainha da escola e desfilou à frente de toda a agremiação, abrindo a folia, mas já em 2021 voltou para seus ritmistas. Ela está há 15 anos como rainha de bateria do povo de Noel. 

 

Evelyn Bastos

 

Evelyn chegou à frente dos ritmistas das Tem que Respeitar Meu Tamborim, que já se chamou Surdo Um, em um grande movimento de retomada da verde e rosa por sua identidade e comunidade, seu chão. Após anos do reinado de celebridades, ela foi escolhida, aos 20 anos, para assumir o posto, mas não caiu de paraquedas no trono de Mangueira.

Evelyn Bastos na estreia na Mangueira, em 2014, e no desfile de 2025 — Foto: Buda Mendes/Getty Images e Alex Ferro | Riotur

Evelyn Bastos na estreia na Mangueira, em 2014, e no desfile de 2025 — Foto: Buda Mendes/Getty Images e Alex Ferro | Riotur

Bastos é fundamento, é chão, é raiz do morro de Mangueira. É nascida e criada na comunidade, sempre frequentou a Mangueira do Amanhã, a divisão mirim da agremiação, e é filha de uma ex-rainha de bateria da escola, Valéria Bastos, que reinou entre 1987 e 1989. Ela é uma das maiores, senão a maior, representante do conceito de valorização da comunidade carnavalesca na festa. Evelyn reina há 13 anos na verde e rosa

 

Bianca Monteiro

 

Bianca Monteiro tem uma história longa no Carnaval, e mais ainda com o chão de Madureira e Oswaldo Cruz, onde fica a comunidade da centenária Portela. Passista desde os 13 anos, ela ascendeu ao posto de rainha de bateria da Tabajara do Samba em 2017 e conquistou respeito da comunidade e de sambistas.

Bianca Monteiro em 2017, na estreia como rainha de bateria na Portela, e em 2025 — Foto: Raphael Dias/Getty Images e Tata Barreto | Riotur

Bianca Monteiro em 2017, na estreia como rainha de bateria na Portela, e em 2025 — Foto: Raphael Dias/Getty Images e Tata Barreto | Riotur

Ela e filha de um diretor de harmonia da escola e tem grandes laços com componentes de diversas alas. Presente na quadra, nas ações da agremiação, ela é uma das figuras mais queridas da escola atualmente. Em 2026, quando a escola entrar na Sapucaí para contar a história do Príncipe Custódio, que é um africano do Benin que ancorou a religiosidade afro-gaúcha, ela celebrará 10 anos no posto

 

Quitéria Chagas

 

Quitéria Chagas leva o posto a sério e, em 2025, desenvolveu uma pesquisa sobre as mulheres que ocuparam o trono da grandiosa Império Serrano, de Madureira. Chão de tantos bambas, em 2026 ela completa 20 anos de ligação com a agremiação. Sua estreia como rainha de bateria foi em 2006 contando a história do cronista João do Rio.

Quitéria Chagas desfilando pelo Império Serrano em 2013 e como rainha de bateria em 2025 — Foto: Agnews e Alexandre Loureiro | Riotur

Quitéria Chagas desfilando pelo Império Serrano em 2013 e como rainha de bateria em 2025 — Foto: Agnews e Alexandre Loureiro | Riotur

Mas seu reinado não é consecutivo. Quitéria permaneceu no posto até 2010. Depois voltou à escola em 2013 para desfilar em outro ponto da festa. Já em 2019 e 2020 esteve à frente da Sinfônica do Samba, entre 2021 e 2024 abriu os enredos como rainha da escola. E retornou aos ritmistas em 2025, com seu retorno ao Brasil após a morte do marido em decorrência de um câncer. Este ano ela celebra seu 9º ano como rainha de bateria.





PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
  • academia374
  • Nelson Dias12
PUBLICIDADE