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Artigo: Quando a intolerância grita mais alto que o amor


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19/01/2026 06h48

Artigo: Quando a intolerância grita mais alto que o amor

*Hosana de Lourdes


Começar a semana informando é rotina para quem vive o jornalismo. Mas, nesta segunda-feira, ao fazer uma varredura nos noticiários nacionais e estaduais para atualizar o Tudo do MS, a sensação que ficou não foi apenas de dever cumprido — foi de inquietação, dor e profunda reflexão.
 
 
 
A intolerância humana parece estar caducando de sul a norte, de leste a oeste do Brasil. Não escolhe classe social, profissão, grau de instrução ou endereço. Ela se instala onde o diálogo falha, onde a empatia se ausenta e onde o amor ao próximo deixa de existir.
 
 
 
Em São Paulo, um fato que chocou o país: um médico matou dois colegas após uma discussão em um restaurante de alto padrão. Um ambiente sofisticado, pessoas com formação acadêmica elevada, mas que, diante de um conflito, deixaram que a raiva falasse mais alto do que a razão. Não é sobre nomes, não é sobre rostos — é sobre o que esse episódio revela: a incapacidade de lidar com frustrações, divergências e limites.
 
 
 
Descendo para o nosso Mato Grosso do Sul, a realidade não é diferente. Em cidades da região, um homem matou a companheira e, em seguida, tirou a própria vida. Em Campo Grande, no domingo, um filho assassinou o pai com extrema violência, disparando cinco vezes contra o rosto daquele que lhe deu a vida. O autor fugiu e segue foragido. Em Dourados, mais um crime marcado pela intenção de matar, que acabou atingindo a pessoa errada — um amigo, alguém que sequer era o alvo inicial.
 
 
 
Casos distintos, contextos diferentes, mas a mesma raiz: a falta de empatia, de perdão, de diálogo, de maturidade emocional. A ausência do raciocínio que freia o impulso, que pede calma, que chama para a conversa antes da tragédia.
 
 
 
Onde foi que nos perdemos?
 
Em que momento desaprendemos a conviver com o contraditório?
 
 
 
Vivemos tempos em que se reage mais do que se pensa, se agride mais do que se escuta e se julga mais do que se compreende. Talvez nos falte educação — não apenas a formal, mas a educação para o amor, para o respeito, para o convívio. Precisamos, urgentemente, nos educar para a paz e nos deseducar para o conflito.
 
 
 
Há uma música da dupla Milionário & José Rico que fala  "Ponha na vida mais amor, menos mundo e mais Deus", sobre mais amor e menos ódio. A letra pode até falhar na memória, mas a mensagem permanece atual e necessária. Estamos às portas da Quaresma, um tempo que convida à reflexão, ao recolhimento e à mudança interior. Em muitos cantos do país, vemos movimentos de fé, clamores espirituais, sinais de que Deus continua chamando — e muitas pessoas estão ouvindo.
 
 
 
Mas esse exército do bem ainda precisa crescer.
 
 
 
Precisamos escolher mais o caminho do amor, da solidariedade, da escuta e do perdão. Precisamos lembrar que nenhuma discussão vale uma vida, que nenhuma raiva justifica um gatilho puxado, que nenhuma dor se cura gerando outra ainda maior.
 
 
 
Que esta semana comece com uma pergunta que não nos deixe em paz: o que eu posso fazer, hoje, para ser menos intolerante e mais humano?
 
 
 
Porque, no fim, o jornalismo informa. Mas a consciência transforma.
 
 
Hosana de Lourdes - Jornalista - DRT 483 MS  portal tudodoms
 

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